Cai
por
terra
a
velha
teoria
de
que
no
Brasil,
ainda
que
as
coisas
nem
sempre
andem
bem,
“pelo
menos
não
tem
terremoto”.
Nos
últimos
dias,
a
natureza
falou
por
si.
E os
cientistas
apenas
confirmaram:
o
solo
brasileiro
treme
constantemente.
No
interior
do
planeta,
na
fronteira
entre
a
crosta
terrestre
e os
mantos
de
magma,
há
placas
tectônicas
que
se
encaixam
como
peças
de
um
quebra-cabeça.
Em
algumas
áreas
do
globo,
como
é o
caso
do
continente
sul-americano,
essas
placas
deslizam
umas
sobre
as
outras
e
essa
dança
gera
um
atrito
tão
forte
que
empurra
a
crosta
terrestre
para
cima,
gerando
terremotos.
O
resultado
dessa
“dança”
espalhou
pânico
entre
moradores
de
cidades
como
Sobral,
no
Ceará,
onde
em
apenas
três
dias
foram
registrados
507
tremores
de
terra.
“A
intensidade
não
foi
alta
(3,9
graus
na
escala
americana
Richter,
que
vai
até
9
graus),
mas
foi
o
suficiente
para
destelhar
casas
e
fazer
a
população
ir
dormir
nas
ruas,
em
barracas
e
redes
improvisadas”,
disse
à
ISTOÉ
Lucas
Vieira
Barros,
chefe
do
Observatório
Sismológico
da
Universidade
de
Brasília
(UnB),
que
controla
300
estações
sismológicas
do
País.
Apesar
de
centenas
dessas
estações
monitorarem
o
solo
brasileiro,
a
verdade
é
que
os
atuais
equipamentos
precisam
ser
modernizados
para
que
possam
alertar
em
tempo
real
a
população
sobre
os
possíveis
danos
que
os
tremores
possam
causar
–
é
isso
que
fez
a
Petrobras
investir
R$
20
milhões
no
Observatório
Nacional
para
a
implantação
dos
mais
modernos
equipamentos
feitos
na
Suíça
e
nos
EUA.
Serão
ao
todo
50
estações
do
Sul
ao
Nordeste
do
Brasil.
“Entraremos
no
rol
das
nações
desenvolvidas
do
ponto
de
vista
de
estudos
geofísicos”,
diz
Sérgio
Luiz
Fontes,
diretor
do
Observatório
Nacional.
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PÂNICO NO CEARÁ
“Estava dormindo quando acordei com o barulho das telhas caindo”, diz Maria de Jesus Costa
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SOFRIMENTO
Em Minas Gerais, uma criança de cinco anos morreu esmagada pela parede de sua casa
|
Nos
últimos
meses,
o
Brasil
nunca
tremeu
tanto.
O
geólogo
Barros
explica
que
as
falhas
geológicas
que
cruzam
o
solo
do
País
geraram
30
sismos
com
magnitude
acima
de 5
graus.
Os
primeiros
abalos
registrados
foram
no
ano
de
1955,
em
Mato
Grosso
e no
Espírito
Santo.
Depois
disso,
as
maiores
incidências
estão
no
Ceará
e no
Rio
Grande
do
Norte.
Para
evitar
que
um
terremoto
aconteça
sem
que
a
população
esteja
preparada,
como
ocorreu
em
dezembro
de
2007
na
comunidade
rural
mineira
de
Caraíbas,
onde
uma
criança
morreu
e
dezenas
de
casas
foram
completamente
destruídas,
o
Observatório
Nacional
irá
utilizar
um
moderno
sismógrafo.
Trata-se
de
um
aparelho
que
usa
sensores
para
registrar
ondas
sísmicas
geradas
no
interior
do
Planeta,
antes
mesmo
de
chegar
à
superfície.
Outra
novidade
serão
os
sistemas
de
posicionamento
de
satélites
que
conseguem
mapear
quaisquer
movimentos
horizontais
da
Terra.
Por
fim,
as
estações
serão
equipadas
com
gravímetros,
para
medir
a
aceleração
da
gravidade
do
globo
terrestre.
A
idéia
do
projeto
é
que
os
dados
sejam
recebidos
via
satélite,
de
forma
a
ter
“quase
em
tempo
real”
uma
medida
da
atividade
sísmica.
“Produziremos
relatórios
quando
houver
tremores
de
maior
magnitude,
acima
de 4
pontos
na
escala
Richter”,
afirma
Fontes.
Há,
no
entanto,
uma
pedra
no
meio
do
caminho.
Possivelmente
o
registro
de
sismos
deverá
ser
ajustado
para
detectar
abalos
de
menos
de 4
graus
de
intensidade.
“Em
locais
onde
as
construções
são
precárias,
3
graus
já
serão
suficientes
para
causar
rachaduras
e
queda
de
telhas”,
diz
Barros.
Esse
será
um
dos
detalhes
que
o
Observatório
Nacional
terá
de
revisar
antes
de
colocar
os
equipamentos
em
operação.
Em
2009,
as
primeiras
11
estações
serão
instaladas
em
Linhares
(ES),
Cananéia
(SP),
Tubarão
(SC),
Vassouras
e
Angra
dos
Reis
(RJ).
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Terremoto de 5,2 graus da escala Richter atinge ao menos quatro Estado |
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Um
tremor
de
terra
foi
sentido
em
diversas
áreas
do
Brasil
na
noite
desta
terça-feira.
Por
volta
das
21h,
um
terremoto
que
atingiu
5,2
graus
na
escala
Richter
foi
registrado
a
cerca
de
215
km
de
São
Vicente,
no
litoral
sul
de
São
Paulo.
Moradores
da
capital,
da
Grande
São
Paulo
e de
outros
Estados
como
Santa
Catarina,
Rio
e
Paraná
também
sentiram
os
tremores. |
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da Folha Online 22/04/2008 - 23h48 |
| Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u394713.shtml |
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