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Por que a população está envelhecendo?

 

          A partir da Segunda Guerra, os avanços na ciência médica – principalmente a descoberta dos antibióticos – aliados à urbanização causaram uma grande queda nas taxas de mortalidade, mesmo em países pobres. O crescimento vegetativo aumentou em todo o planeta até a década de 1970. A partir desse período, as taxas de mortalidade – em condições normais, excluindo-se, portanto, os países que sofreram guerras, epidemias ou grandes desastres – tenderam a estabilizar-se em níveis próximos a 0,6% nos países desenvolvidos e a continuar apresentando pequenas quedas nos países subdesenvolvidos.

          Em alguns países desenvolvidos, as alterações comportamentais criadas pela urbanização e a melhoria do padrão de vida causaram uma queda tão acentuada dos índices de natalidade que, em alguns anos, o índice de crescimento vegetativo chegou a ser negativo. Nos países subdesenvolvidos, de forma geral, embora as taxas de natalidade e de mortalidade venham declinando, a do crescimento vegetativo continua elevada, acima de 1,7% ao ano.

          Atualmente, o que se verifica na média mundial é uma queda dos índices de natalidade e mortalidade, embora em alguns países as taxas ainda se mantenham muito elevadas. Essa queda está relacionada principalmente ao êxodo rural (saída de pessoas do campo em direção às cidades) e suas conseqüências no comportamento demográfico, como:

 

Maior custo para criar os filhos:  é mais caro e difícil criar filhos na cidade, pois é necessário adquirir maior quantidade de alimentos básicos, que não são mais cultivados pela família. Além disso, o ingresso dos dependentes no mercado de trabalho urbano costuma acontecer mais tarde que no campo, e as necessidades gerais de consumo – com vestuário, lazer, medicamentos, transportes, energia, saneamento e comunicação – aumentam substancialmente.

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Acesso a método anticoncepcionais: no meio urbano, as pessoas passaram a residir próximo a farmácias, hospitais e postos de saúde, tomando contato com a pílula anticoncepcional, os preservativos, os métodos de esterilização, entre outros métodos contraceptivos.

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Trabalho feminino extradomiciliar: no meio urbano, aumenta sensivelmente o percentual de mulheres que trabalham fora e desenvolvem carreira profissional. Para essas mulheres, sucessivas gravidezes acarretam queda no padrão de vida e comprometem sua atividade profissional.

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Aborto: por ser uma ação ilegal na maioria dos países, os índices de abortos clandestinos são desconhecidos. Sabe-se, porém, que a urbanização elevou bastante a sua ocorrência, contribuindo para uma queda da natalidade.

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Acesso a assistência médica, saneamento básico e programas de vacinação: nas cidades, a expectativa de vida é maior que no campo. Portanto, com a urbanização, principalmente nos países subdesenvolvidos, caem as taxas de mortalidade. Mas isso não significa que a população esteja vivendo melhor. Em muitos casos, está apenas vivendo mais.

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          A partir da Segunda Guerra, os avanços na ciência médica – principalmente a descoberta dos antibióticos – aliados à urbanização causaram uma grande queda nas taxas de mortalidade, mesmo em países pobres. O crescimento vegetativo aumentou em todo o planeta até a década de 1970. A partir desse período, as taxas de mortalidade – em condições normais, excluindo-se, portanto, os países que enfrentaram guerras, epidemias ou grandes desastres – tenderam a estabilizar-se em níveis próximos a 0,6% nos países desenvolvidos e a continuar apresentando pequenas quedas nos países subdesenvolvidos.

          Em alguns países desenvolvidos, as alterações comportamentais criadas pela urbanização e a melhoria do padrão de vida causaram uma queda tão acentuada dos índices de natalidade que, em alguns anos, o índice de crescimento vegetativo chegou a ser negativo. Nos países subdesenvolvidos, de forma geral, embora as taxas de natalidade e de mortalidade venham declinando, a de crescimento vegetativo continua elevada, acima de 1,7% ao ano.


Bibliografia: MOREIRA, J.C. SENE, Eustáquio. Geografia Geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São Paulo : Scipione, 2005. p.435.
 
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