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Procedimentos
Eleitorais nos
E.U.A. |
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* Michael
W. Traugott |
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Geralmente, os
eleitores americanos
têm a oportunidade
de participar de
mais eleições do que
os cidadãos da
maioria das demais
democracias.
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Eleitores se
preparam
para votar
nas novas
urnas
eletrônicas
em Miami,
Flórida, 4
de novembro
de 2002.
(Vincent
Laforet/The
New York
Times)
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Eleitores
votam em uma
eleição de
meio de
mandato, em
5 de
novembro de
2002, em
Halifax,
Massachussetts.
(Republicada
com
permissão da
Globe
Newspaper
Company,
Inc.)
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Alguns americanos
podem ter de cinco a
seis chances por ano
para votar, tendo
cada cédula de
votação diferentes
escolhas para
diferentes cargos em
vários níveis do
governo. Por causa
de seu sistema
federal, em que
tanto o governo
nacional quanto os
estaduais têm
poderes distintos, o
dia da eleição nos
Estados Unidos é, na
verdade, ocasião
para uma série de
eleições simultâneas
estaduais e locais,
cada qual com
procedimentos
administrativos
separados.
No sistema político
dos EUA, muitos
cargos são eletivos
e, além destes, há
várias decisões
sobre ajuda
financeira para a
educação e serviços
locais e estaduais,
como parques e
rodovias, que são
tomadas pelo público
pelo voto. E mais e
mais decisões
políticas estão
sendo tomadas por
meio destas
iniciativas e
referendos
eleitorais. Alguns
cientistas políticos
explicam a
freqüência das
eleições como
auxiliar no declínio
do comparecimento
dos eleitores nos
Estados Unidos nos
últimos 50 anos. Os
americanos também
escolhem a maioria
dos candidatos dos
partidos na
primárias, que são,
na realidade, uma
função dos partidos
políticos executada
pelos
administradores de
eleições.
O Processo de
Votação
Devido à natureza
local das eleições
dos EUA, há milhares
de administradores
de eleições
responsáveis pela
organização e
condução, incluindo
a tabulação e a
certificação dos
resultados. Estes
funcionários
exercem um conjunto
de tarefas complexo
e importante –
definição das datas
das eleições,
certificação da
elegibilidade dos
candidatos, registro
dos eleitores
qualificados e
preparação das
listas de eleitores,
seleção dos
dispositivos para
votação, modelo das
cédulas, organização
de uma grande
força-tarefa
temporária para
administrar a
votação no dia da
eleição e, depois,
tabulação dos votos
e certificação dos
resultados.
Tradicionalmente, as
eleições americanas
não têm apresentado
resultados
apertados. A maioria
dos cargos eletivos
é local, e os
limites distritais
da eleição
freqüentemente foram
definidos pelo
partido no poder,
com base em padrões
históricos de
votação, de modo a
torná-las seguras
para um ou outro
partido. Porém, há
exceções recentes. O
resultado das
eleições
presidenciais nos
EUA em 2000 – a
prolongada disputa
para determinar o
vencedor na eleição
presidencial mais
apertada da história
dos EUA expôs os
americanos a várias
destas questões
administrativas pela
primeira vez.
A votação nos
Estados Unidos é um
processo em duas
etapas. Não há uma
lista nacional de
eleitores
qualificados. Dessa
forma, um cidadão
precisa primeiro se
qualificar,
registrando-se. Os
cidadãos
registram-se para
votar de acordo com
o local onde moram;
caso se mudem para
nova localidade,
terão que se
registrar novamente.
Os sistemas de
registro foram
planejados para
eliminar fraudes.
Mas, os
procedimentos de
registro dos
eleitores variam de
Estado para Estado.
No passado, os
procedimentos para
registro foram
usados, às vezes,
para desencorajar
certos cidadãos a
participar das
eleições.
Recentemente, houve
uma tendência para
facilitar as
exigências de
registro e a Lei
Nacional de Registro
do Eleitor (a lei
“Motor Voter”) de
1993 tornou possível
às pessoas se
registrarem como
eleitores ao
renovarem sua
licença de
motorista.
Uma das mais
importantes funções
dos funcionários
eleitorais é
assegurar que toda
pessoa qualificada
para votar esteja
nas listas de
registro, e que as
não qualificadas não
estejam incluídas.
Em geral, os
funcionários
eleitorais locais
pecam por deixar
pessoas nas listas
mesmo que elas não
tenham votado
recentemente, em vez
de eliminar
eleitores
potencialmente
qualificados. Quando
as pessoas cujos
nomes não estão nas
listas comparecem ao
local de votação,
recebem uma cédula
provisória para a
votação. Em seguida,
sua qualificação é
revista, antes de
seus votos serem
registrados.
O Papel dos
Administradores
Eleitorais
Nos Estados Unidos,
uma eleição é um
exercício
administrativo –
conduzido na esfera
local com um
orçamento fixo –
cujo fim é medir as
preferências de
eleitores
qualificados de modo
preciso e rápido.
Quer dizer que os
administradores
eleitorais –
tipicamente um
funcionário público
da cidade ou do
condado – têm uma
tarefa
desencorajadora. São
responsáveis pelo
registro dos
eleitores durante
todo o ano e pela
definição de quem
está qualificado
para votar em
determinada eleição.
Devem definir o
modelo das cédulas
para cada eleição,
assegurar-se de que
todos os candidatos
certificados estejam
listados e todas as
questões a serem
decididas
corretamente
redigidas. Além
disso, devem tornar
a cédula o mais
simples e clara
possível.
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Um
funcionário
da cidade de
Dixville
Notch, New
Hampshire,
faz o
primeiro
voto
simbólico da
eleição
presidencial
de 2000.
(Reuters)
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Hoje não há padrão
nacional para o
modelo das cédulas
ou para os
dispositivos de
votação. Em geral,
os funcionários
eleitorais devem
fornecer cédulas em
vários idiomas e,
até mesmo, em
formatos diferentes.
Em algumas
jurisdições, a ordem
dos candidatos e dos
partidos deve ser
definida
aleatoriamente. Por
fim, os funcionários
eleitorais locais
devem selecionar as
máquinas de votação
específicas a serem
usadas e as cédulas
devem adequar-se às
mesmas. Em resposta
aos problemas
surgidos na eleição
presidencial em 2000
na Flórida, o
Congresso aprovou
uma lei provendo
ajuda financeira aos
Estados e condados
para que adotem os
mais modernos e
confiáveis
procedimentos de
votação.
Entre as eleições,
estes funcionários
são responsáveis
pela armazenagem e
manutenção das urnas
eleitorais, tarefas
normalmente
terceirizadas. Além
disso, uma das
tarefas mais
difíceis é contratar
e treinar uma grande
equipe temporária
para uma longa
jornada de trabalho
(cerca de 10 a 15
horas) no dia da
eleição.
Quando o equipamento
de votação ou o
modelo das cédulas
muda entre as
eleições, esse
processo de
treinamento pode ser
ainda mais
desencorajador. A
logística da
transferência dos
equipamentos e da
contratação e
treinamento da
equipe é, às vezes,
tão desgastante que
a verificação da
qualificação dos
eleitores é deixada
para voluntários
cedidos pelos
principais partidos
políticos. Visto que
os voluntários são,
em geral,
representantes de
partidos, há
discordâncias
ocasionais, senão
inevitáveis, a
respeito da condução
de algumas eleições
locais.
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Uma
mulher
em uma
bicicleta
deposita
o voto
em uma
urna
oficial
em
Portland,
Oregon,
na
eleição
presidencial
de 2000.
(Shane
Young/The
New York
Times)
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Uma
mulher
no
nordeste
do país
segura a
filha
enquanto
espera
para
votar.
(Suzanne
Dechillo/The
New York
Times)
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Cidadãos
da
terceira
idade
votam na
eleição
presidencial
de 2000,
em uma
comunidade
de
aposentados
na
Flórida.
(Andrew
Itkoff/The
New York
Times)
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Uma
funcionária
eleitoral
verifica
os
registros
de
eleitores
em
Dearborn,
Michigan,
7 de
novembro
de 2000.
(Jim
West/The
Image
Works)
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A Natureza da
Votação
A segunda etapa no
processo de votação
é o acesso do
público à cédula de
votação. Para a
maioria dos
eleitores
qualificados, isso
significa ir a um
local de votação
próximo de suas
casas para votar.
Por toda a nação, há
uma ampla variação
em termos da
amplitude geográfica
das zonas eleitorais
e do número de
pessoas qualificadas
e registradas para
votar em cada uma
delas.
As decisões sobre
equipamento e modelo
de cédula são
tomadas em âmbito
local pois tais
sistemas são pagos
localmente. Assim, o
modo como as pessoas
votam – o
equipamento que usam
e a qualidade de sua
manutenção – tem
relação com o status
socioeconômico e a
base tributária
local. Já que a
receita tributária
local também
financia escolas,
serviços de polícia,
corpo de bombeiros e
instalações de
recreação e parques,
muitas vezes, pouca
prioridade é dada a
investimentos em
tecnologia de
votação.
Nos EUA, há uma
ampla variedade de
urnas de votação e o
cenário das
tecnologias de
votação muda
constantemente.
Hoje, há muito
poucos lugares onde
a votação regular
ocorre com cédulas
de papel marcadas
com um “X” próximo
ao nome do
candidato, como era
feito no passado.
Mas vários sistemas
computadorizados
ainda dependem de
cédulas em papel
sobre as quais
círculos são
preenchidos ou
linhas são ligadas.
Estas cédulas são,
então, escaneadas
mecanicamente para
registrar os votos.
Várias jurisdições
ainda usam máquinas
“de alavanca”, nas
quais os eleitores
movem uma pequena
alavanca próxima aos
nomes dos candidatos
de sua preferência
ou ao lado de uma
questão que apóiam.
Os votos são
registrados ao final
desse processo
puxando uma alavanca
maior. Essas
máquinas não são
fabricadas há mais
de 30 anos,
portanto, sua
manutenção é
particularmente
difícil e
dispendiosa. Por
isso elas estão
sendo lentamente
desativadas.
Outro equipamento
comum é a máquina
“perfuradora”. A
cédula ou é um
cartão onde
orifícios ou
depressões são
feitas próximo ao
nome do candidato,
ou um cartão
inserido em um
suporte que o alinha
com a imagem da
cédula e, então, os
orifícios são
feitos. Esse é o
modelo da cédula que
gerou controvérsia
na contagem dos
votos na eleição
presidencial de
2000, na Flórida.
Como resultado, as
máquinas
“perfuradoras”
também estão sendo
desativadas.
A tendência atual
está voltada para a
adoção de
dispositivos de
registro eletrônico
direto (DRE) com
telas de computador
sensíveis ao toque,
semelhantes às dos
caixas automáticos
dos bancos. Embora
tenha havido uma
discussão
considerável a
respeito da votação
via computador ou
Internet para tornar
o processo mais
fácil – e tal
sistema tenha sido
experimentado em uma
primária no Arizona
– os especialistas
em segurança estão
trabalhando para
aperfeiçoar esses
sistemas e seu uso
ainda não está
difundido.
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Diplomatas
norte-americanos
e seus
familiares
votam na
qualidade
de
eleitores
residentes
no
exterior
no
Consulado
dos EUA
em
Bombaim,
Índia,
17 de
outubro
de 2000.
(©
AFP/CORBIS) |
Uma mudança
significativa na
votação em anos
recentes foi a
adoção de
procedimentos que
tornam as cédulas
disponíveis aos
eleitores antes do
dia da eleição. Esta
tendência iniciou-se
com medidas
relativas a cédulas
para eleitores
ausentes, as quais
são emitidas para
aqueles que
declararam por
antecipação que não
estariam em casa (e
em seu domicílio
eleitoral) no dia da
eleição. Alguns
locais liberaram
esta medida de forma
gradual, permitindo
que os cidadãos se
registrassem como
“eleitores ausentes
permanentes” e
passaram a enviar
habitualmente uma
cédula a sua
residência.
Outra medida nova é
a “votação
antecipada”, na qual
as máquinas de
votação são
instaladas em
shoppings ou outros
espaços públicos com
antecedência de até
três semanas do dia
da eleição. Os
eleitores podem dar
uma passada e votar
conforme sua
conveniência. Em
alguns Estados, os
eleitores votam pelo
correio. No Oregon,
todos recebem uma
cédula 20 dias antes
do dia da eleição e
podem devolvê-la
pelo correio ou
deixá-la
pessoalmente em
locais designados.
Outros locais – como
Seattle e King
County no Estado de
Washington –
adotaram a votação
pelo correio, mas as
localidades
circunvizinhas ainda
usam os dispositivos
DRE ou o
“perfurador”. Nos
Estados Unidos como
um todo, mais de um
quinto do eleitorado
vota antes do que
era outrora definido
como o “dia da
eleição”.
Apuração dos
Votos
Como a proporção de
eleitores que votam
antes do dia da
eleição vem
aumentando, é mais
apropriado pensar na
primeira terça-feira
após a primeira
segunda-feira de
novembro dia
tradicional da
eleição presidencial
nos Estados Unidos
não como o dia da
eleição, mas como o
“dia da apuração”.
Embora estejam se
tornando mais
populares, as
cédulas antecipadas
não são contadas até
o fim do dia da
eleição, de modo que
nenhuma informação
acerca de quem está
à frente ou atrás
possa ser liberada
antes do fechamento
das urnas. Esse tipo
de informação prévia
poderia influenciar
os estilos e os
esforços das
campanhas, assim
como o
comparecimento do
eleitor.
Uma série de lições
marcantes a respeito
da contagem dos
votos veio à tona
durante a eleição
presidencial de
2000. O principal
problema na Flórida,
conforme determinado
pela Suprema Corte
dos EUA ao julgar a
disputada eleição,
foi a questão
relativa a padrões
uniformes na
contagem dos votos
de diferentes tipos
de cédulas. Em
algumas jurisdições,
as cédulas para os
ausentes são
diferentes daquelas
que aparecem no
dispositivo de
votação nas zonas
eleitorais.
Conseqüentemente,
pode ser preciso
fazer mais do que um
conjunto de
tabulações. Além
disso, as cédulas
dos eleitores
ausentes não são
contadas em algumas
jurisdições, se
houver um número
menor desse tipo de
cédulas do que a
diferença de votos
entre os dois
candidatos mais
votados.
A eleição de 2000
também revelou que
as máquinas de
votação são como
qualquer outro tipo
de dispositivo
eletromecânico: elas
tem tolerância de
erro embutida, mas
requerem manutenção
regular e periódica
para que funcionem
com maior precisão.
Se uma eleição for
muito apertada, os
dispositivos para
tabulação podem
apresentar totais
levemente diferentes
quando os votos são
contados mais de uma
vez.
Quando uma eleição
nacional é decidida
por menos de 0,5%
dos votos populares,
e o resultado em um
Estado — neste caso,
a Flórida — é a
diferença de apenas
202 votos em mais de
5,8 milhões de
sufrágios, como
ocorreu na disputa
entre George W. Bush
e Al Gore, os
procedimentos da
tabulação associados
a determinados
dispositivos
utilizados podem
tornar-se
controversos. Uma
grande proporção de
votos na Flórida foi
feita utilizando
dispositivos
“perfuradores”. A
manutenção era um
item questionável, e
a habilidade dos
eleitores de efetuar
orifícios perfeitos
em suas cédulas era
outro. Em algumas
localidades, o
modelo das cédulas
confundiu os
eleitores,
especialmente os
idosos, e pode ter
resultado na votação
em candidato
contrário ao que o
eleitor pretendia.
O resultado apertado
da eleição na
Flórida e o fato de
este ter sido o
último Estado a
finalizar a contagem
dos votos o tornaram
o alvo principal
para as equipes de
Bush e Gore nas
semanas seguintes ao
dia da eleição.
Devido à natureza
local do sistema de
eleição americano e
ao fato de o colégio
eleitoral atribuir
seus votos por
Estado com base em
“o vencedor leva
tudo”, os dois lados
entraram com ações
legais nos tribunais
do Estado. Cada
equipe escolheu os
locais onde
esperavam obter mais
sucesso quanto às
questões legais por
ela levantadas,
assim como por sua
capacidade de
impugnar
determinados tipos
de votos. Nenhuma
das equipes
solicitou a
recontagem total dos
votos do Estado.
Finalmente, o caso
avançou até a
Suprema Corte dos
EUA para a decisão
judicial final, onde
ficou decidido que a
recontagem deveria
ser interrompida e a
certificação
original do
resultado, emitida
pela secretária de
Estado da Flórida,
mantida. Assim, os
25 votos eleitorais
da Flórida foram
para George W. Bush,
dando-lhe a maioria
do colégio eleitoral
e assegurando-lhe a
Presidência.
O Movimento de
Reforma
Uma das claras lições da
eleição de 2000 foi
que questões
relativas à
administração da
eleição, à votação,
e à apuração dos
votos encontradas na
Flórida poderiam ter
ocorrido até certo
ponto em qualquer
jurisdição do país.
Embora fosse
improvável que
tivessem as mesmas
conseqüências,
porque os resultados
das eleições muito
raramente são tão
apertados quanto os
da eleição
presidencial de
2000, verificou-se
uma série de
problemas. Vários
estudos foram
encomendados, e
realizou-se uma
série de
mesas-redondas com
especialistas,
concluindo-se pela
necessidade de
reformas. Embora
houvesse elementos
indicativos tanto de
uma proposta de
revisão como de uma
reforma final, a
percepção da
necessidade de ação
antes da eleição de
2004 superou esses
fatores.
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Uma
funcionária
de um
condado na
Geórgia
opera uma
nova urna
eletrônica
em outubro
de 2002. O
sistema
estava sendo
preparado
para as
eleições de
novembro.
(Jenni
Girtman/Atlanta
Journal
Constitution)
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Em 2002, o 107º
Congresso aprovou a
Lei para Auxiliar os
Americanos a Votar (Help
America Vote Act -
HAVA), que inclui
vários itens
notáveis. Primeiro,
o governo federal
ofereceu verbas aos
Estados e
localidades para a
substituição das
máquinas de votação
“de alavanca” e
“perfuradora”
obsoletas. Segundo,
criou-se uma
Comissão Auxiliar
para Eleições com
vistas a dar
assistência técnica
aos funcionários
administrativos
eleitorais locais e
estabelecer normas
para os equipamentos
de votação. A
Comissão Adjunta
para Eleição proporá
diretrizes
voluntárias para os
sistemas de votação
e para o teste e a
certificação do
hardware e do
software deste
sistema. O portfólio
da Comissão também
inclui a criação de
programas de
pesquisa para
estudar as máquinas
de votação e o
modelo da cédula,
métodos de registro,
métodos para votação
provisória e para
impedir fraudes,
procedimentos para
recrutar e treinar
trabalhadores para a
eleição, programas
educacionais para os
eleitores,
procedimentos para
determinar se há
necessidade de mais
uniformidade entre
os processos de
recontagem dos
Estados com relação
aos órgãos federais
e métodos
alternativos para
realizar eleições
para órgãos
federais.
A HAVA representa um
afastamento
significativo do
passado relutante do
governo federal de
se envolver no que
era considerado um
assunto
administrativo
local. Mas após os
eventos da eleição
de 2000,
especialmente a
contestação na
Flórida, esse
esforço para
reformar os
procedimentos ajudou
a reconfirmar a
confiança que os
americanos depositam
em seu sistema
eleitoral. Além
disso, os custos
envolvidos são
pequenos quando se
considera que as
eleições representam
o fundamento
legitimador do
funcionamento de uma
democracia.
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*
Michael
W. Traugott
é professor
de Estudos
de
Comunicação
e Ciência
Política na
Universidade
de Michigan.
É o co-autor
de The Voter’s
Guide to
Election
Polls e
Election
Polls, the
News Media
and
Democracy.
Sua pesquisa
atual enfoca
o efeito da
reforma
administrativa
eleitoral. |
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Fonte:
Embaixada dos
Estados Unidos |
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