101
Atitudes
para o
estudo
inteligente
Cultive
hábitos
simples
e estude
com
maior
eficiência
Nossos
estudantes,
com
raras
exceções,
não
sabem
estudar.
Nem
mesmo
aqueles
que
chegam à
universidade
conseguiram
se
organizar
como
deveriam
para
desenvolver
seus
estudos.
Não é
raro
perceber
que
muitos
deles
nem ao
menos se
preocupam
em
anotar
as
informações
que são
passadas
em aula
pelos
professores...
Se não
anotam o
que lhes
é
passado
diariamente
em
classe
isso
significa,
na
prática,
que
estão em
descompasso
com as
práticas
de
estudo
que
esperamos
que
realizem.
É certo
que
todas as
orientações
dadas na
escola
serão
reaproveitadas
futuramente
em
trabalhos,
tarefas,
projetos
ou em
avaliações.
Além
disso,
se o
estudante
não
escreveu
em seu
caderno
os
conceitos
e
informações
da aula,
como
poderá
se
orientar
quanto
às
outras
fontes
utilizadas
pelo
professor
em seu
curso?
Se as
páginas
dos
cadernos
estão em
branco é
pouco
provável
que esse
estudante
consiga
identificar
capítulos
dos
livros
didáticos
usados
no curso
ou que
ele
consiga
saber ao
certo o
que, em
cada um
dos
capítulos
previstos
em
provas,
realmente
será
utilizado.
Lembro
um outro
detalhe
importante,
ou seja,
como
podemos
escrever
a
respeito
de temas
ou
assuntos
com os
quais
não
temos
muito
pouca ou
nenhuma
familiaridade?
E olhem
que
estamos
falando
apenas
do
primeiro
round
dessa
batalha
incessante
dos
estudantes
durante
os seus
anos de
educação
escolar.
A
postura
em sala
de aula
é apenas
um
indício
do
despreparo
de
muitos e
muitos
alunos.
A forma
como se
sentam
nas
cadeiras,
a
assiduidade,
a
pontualidade,
a
regularidade
com que
trazem
os
materiais
requisitados
para as
aulas, o
cumprimento
dos
prazos
previstos
para
trabalhos
e
projetos
e alguns
outros
indicadores
comportamentais
também
nos
levam a
concluir
que os
alunos
precisam
urgentemente
de
orientações
de
estudo.

“As
anotações
o ajudam
a
prestar
mais
atenção
na aula
e o
estudo
posterior
se torna
mais
fácil.
Capricho
e
estética
fazem
uma boa
combinação
e podem
auxilia-lo
na hora
de
revisar
o
conteúdo
da
prova.”
(101
Atitudes
para o
estudo
inteligente)
Caberia
a cada
escola
possuir
orientadores
educacionais
que
viessem
a
realizar
esse
trabalho
com o
apoio
dos
professores.
O
problema
é que a
maioria
das
escolas
não
conta
com os
serviços
desse
pedagogo
especializado
em
orientação.
Se não
bastasse
isso, os
professores
também
não se
preocupam
em dar
as
devidas
orientações
de
estudo a
seus
pupilos.
Isso
quando
não
constatamos
que há
professores
que
também
não
sabem
estudar...
O livro
101
Atitudes
para o
estudo
inteligente,
dos
autores
Eliel
Unglaub
e Delton
Lehr
Unglaub,
procura
trazer
informações
que
esclareçam
e
facilitem
o estudo
nas
escolas
brasileiras.
Destina-se
obviamente
a
educadores,
estudantes
e pais
de
alunos
que
procuram
orientações
de
caráter
prático
que
ajudem a
melhorar
o
rendimento
em
nossas
escolas.
O mais
interessante
de tudo
isso é
que os
estudantes,
por
desconhecimento
de
causa,
não
percebem
que
estudar
pode ser
uma
atividade
prazerosa,
instigante
e
valiosa.
Para que
isso
aconteça
é de
fundamental
importância
que o
aluno se
dê conta
de que
estudar
adequadamente
só vai
lhe
trazer
benefícios,
tanto no
presente
quanto
no
futuro.
Sem
estudar
não será
possível
pleitear
bons
empregos.
Se não
estivermos
bem
posicionados
profissionalmente
é pouco
provável
que
tenhamos
o
conforto
que
aspiramos
para
nossa
vida
pessoal.
Ao não
estudar
fecham-se
portas
que
nunca
mais
serão
abertas.
É melhor
pensar
nisso
quando
ainda
estamos
na
escola
para que
não
tenhamos
que
correr
atrás do
prejuízo
quando
formos
adultos.

“Estudar
exige um
pouco de
paciência,
mas,
além
disso,
muita
força
de
vontade.
O
estudante
precisa
dominar
algumas
técnicas
para que
o
aprendizado
seja
feito
com o
máximo
de
eficiência
e o
mínimo
de
tempo. O
tempo é
um bem
precioso,
de valor
incalculável.
Seu uso
precisa
ser
planejado
e muito
bem
utilizado”.
(101
Atitudes
para o
estudo
inteligente)
Conheço
casos de
pessoas
que
tiveram
várias
oportunidades
de
estudar,
de obter
um
diploma,
de
concluir
cursos
universitários
e de,
consequentemente,
ter uma
vida
futura
tranqüila.
Como não
aproveitaram
suas
chances,
tiveram
que
perambular
por
empregos
que não
lhes
davam
benefícios
como
bons
salários,
estabilidade,
férias,
seguro-saúde,...
Tornaram-se
funcionários
desqualificados
que
poderiam
ser
dispensados
a
qualquer
momento
ou que
teriam
que se
contentar
com
condições
pouco
adequadas
de
trabalho.
Se a
falta de
qualificação
pode
ocasionar
todos
esses
contratempos,
imaginem
então
que
freqüentar
escolas,
nos
diversos
níveis,
e não
aproveitar
os
estudos
também
tem
efeitos
colaterais.
Se
concentrarmos
nossas
atenções
apenas
no
mercado
de
trabalho
veremos
que as
empresas
contratam
não
apenas
pessoas
que
possuem
diplomas
e
especializações,
mas
principalmente
aquelas
que
demonstram
iniciativa,
têm
poder de
concentração,
são
eficientes,
mostram-se
criativas,
procuram
sempre
resolver
os
problemas
que
aparecem
e que
conseguem
se
entrosar
bem com
as
equipes
nas
quais
estão
inseridas.
Essas
habilidades
e
conhecimentos
são
adquiridos
a partir
da vida
escolar
dos
estudantes
desde os
primeiros
passos
que são
dados na
educação
infantil
até a
formação
universitária.
Dependem
da
presença
e
disponibilidade
dos pais
em
auxiliar
seus
filhos.
Tem
relação
direta
com o
empenho
e o
preparo
dos
professores
que
estiveram
com
esses
estudantes.
E,
principalmente,
compreendem
um
esforço
permanente
por
parte
dos
próprios
alunos.

“A
primeira
coisa a
fazer
antes de
começar
a
estudar
é
organizar
todos
os seus
materiais.
A
organização
é
importante
porque
ajuda
você a
se
‘achar’
dentro
do
ambiente
e espaço
que você
determinou
para
seus
momentos
de
estudo.
Os
livros,
os
cadernos,
as
canetas,
os
lápis,
apontador,
borracha,
régua e
outros
‘equipamentos’
devem
estar ao
alcance
das mãos
para
facilitar
sua
produtividade
na hora
do
estudo”.
(101
Atitudes
para o
estudo
inteligente)
Quando
digo que
o estudo
pode ser
instigante
quero
dizer
que se o
professor
souber
cativar
seus
estudantes,
desafiando-os
para a
construção
de seus
saberes
e
requisitando
a
participação
efetiva
deles em
suas
aulas
criam-se
elementos
que
conduzirão
esses
estudantes,
necessariamente,
para o
conhecimento.
O estudo
se torna
um
prazer
para o
estudante
a partir
do
momento
em que
se criam
condições
de
trabalho
que
permitam
o bom
desenvolvimento
dessa
atividade
e também
desde o
instante
em que o
aluno
compreenda
como
aquele
conhecimento
pode lhe
ser útil
em sua
vida
cotidiana.
Se esses
elementos
não
forem
percebidos
pelos
pupilos
é pouco
provável
que eles
venham a
se
interessar
pelo
exercício
do
estudo.
O ritmo
de
trabalho
e as
especificidades
do
trabalho
são
muito
particulares
a cada
estudante.
Há, no
entanto,
uma
série de
hábitos,
dicas e
técnicas
que
podem
facilitar
o
estudo.
É esse o
foco da
obra
101
Atitudes
para o
estudo
inteligente.
Além
dessas
orientações
de
caráter
prático,
os
autores
também
se
preocuparam
em
elaborar
uma
lista de
itens
que
podem
auxiliar
o
estudante
em sua
busca de
motivação
nos
estudos
e ainda
sugestões
que
permitam
aos
mesmos
aprimorar-se
nessa
imprescindível
atividade.
Há,
evidentemente,
alguns
chavões
ou
lugares-comuns
que se
tornaram
comuns
nas
recomendações
que são
dadas
aos
estudantes
ou aos
pais
durante
as
reuniões
bimestrais,
como por
exemplo:-
Escolha
o lugar
mais
apropriado
para
estudar,
planeje
o tempo
de
estudo,
faça
perguntas
em aula
para
seus
professores,
mantenha
sua
agenda
de
compromissos
atualizada,
faça
anotações
organizadas
das
aulas,...

“Muitos
professores
consideram
a
presença
e a
participação
em sala
de aula
relevante
na hora
de
avaliar
as notas
finais.
E como
eles
avaliam
isto?
Normalmente
pelo
número
de
faltas e
pela
exposição
que o
aluno
faz
de sua
imagem
em sala.
As
perguntas
feitas
normalmente
mostram
o
interesse
e
participação
ativa do
aluno em
classe”.
(101
Atitudes
para o
estudo
inteligente)
Mas,
mesmo no
caso das
informações
de uso
corrente
são
dadas
explicações
que
adicionam
novos
dados e
dicas ao
conhecimento
dos
professores,
pais e
também
dos
alunos
para que
melhorem
o
rendimento
nos
estudos.
Além das
informações
que já
são de
conhecimento
geral,
os
autores
também
apresentam
outras
práticas,
relacionadas
ao
estudo,
que
ajudam
(e
muito) a
enriquecer
a
preparação
dos
estudantes,
como por
exemplo:
participar
de
eventos
e
debates;
realizar
pesquisas
regulares
nas
bibliotecas
para
complementar
informações;
relacionar
os
assuntos
estudados
a outros
trabalhados
anteriormente;
ler
jornais
e
revistas
com
regularidade;
buscar a
eficiência
nos
estudos,...
101
Atitudes
para o
estudo
inteligente
é um
livro
bastante
objetivo
quanto a
seus
propósitos,
tem
linguagem
ágil que
permite
leitura
rápida e
foi
editorado
como um
autêntico
manual
do
escoteiro
destinado
aos
estudantes.
Apresenta
as
orientações
e
convida
todos os
participantes
da
comunidade
escolar
a
adotá-las.
Se irão
ou não
usar
esses
conhecimentos
é
impossível
prever,
porém
sabemos
que é
muito
saudável
cultivar
tais
hábitos
e
práticas...
Esperamos
apenas
que as
receitas
do livro
não
sejam
esquecidas
e que,
se
possível,
algumas
delas
venham a
ser
utilizadas
mais
frequentemente
nas
escolas
brasileiras...