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Sala dos professores/Porque
tudo vai falhar
na sua apresentação/
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Porque tudo vai
falhar na sua
apresentação |
Sabe aquelas ocasiões em
que você é o mestre de cerimônias de um evento festivo
na sua empresa, escola ou clube e o danado do microfone
insiste em falhar, o som não sai das caixas e o seu
chefe fica com aquele olhar
abobalhado-enfurecido-você-vai-ver-depois?
Esse situação pode ser evitada mesmo se você não é um
craque em apresentações.
Tudo falha, tudo falhará… ♪
Ao conduzir apresentações e pronunciamentos em sala de
aula ou em pequenas reuniões às vezes “treme na base”
nas primeiras vezes em que um evento maior ou alguma
necessidade especial (como a de gravação ou a de
transmissão) o obriga a apresentar usando um microfone.
E as razões são variadas, incluindo algumas de ordem
prática, como o despreparo dos anfitriões, que vemos
ocorrer vezes sem fim, e se traduzem em trapalhadas
depois que o evento já começou, o palestrante já está lá
na frente e a platéia já está lotada. Não sai som por
todas as caixas, a localização delas gera diferenças ou
ecos, o deslocamento natural do palestrante gera
microfonia, o palestrante não tem retorno do seu áudio,
etc.
Estes percalços acontecem sem ser por culpa do
palestrante (a não ser que o evento seja promovido por
ele mesmo), e poderiam ser prevenidos com uma
providência simples: um breve ensaio com teste da
infra-estrutura, meia hora antes de o auditório ser
aberto.
E o palestrante precavido e experiente sempre marca sua
chegada para mais cedo, e insiste para que o teste
ocorra em sua presença, e inclua tudo o que sempre
falha: recursos audio-visuais, microfones (incluindo o
de reserva), mesa de som, caixas de som, telas,
projetores, luzes, cortinas, apresentação, vídeos,
arquivos, relatórios, acesso à Internet, softwares e
tudo o mais que vá ser exibido ao público, com
participação direta de toda a equipe que irá operar tudo
isso.
Mas o microfone é um
caso a parte

Só que o microfone é um caso especial. Telas,
projetores, caixas de som e a própria apresentação são
recursos importantes mas que ficam ali, no canto deles,
longe de você.
Já o microfone… não há como se livrar dele, ele o
acompanha, ou ancora você a uma posição fixa.
Os erros que podem ocorrer com ele acontecem durante a
apresentação, e muitos deles são responsabilidade
integral do palestrante, que:
»
fica muito perto, ou muito
longe;
» tosse nele, sopra
nele, assobia, grita;
» larga-o
estrondosamente em cima de uma mesa;
» esquece de ligar
ou desligar;
» aproxima-o de uma
caixa de som causando microfonia;
» se afasta da base
do microfone sem fio;
» tenta, sem
conseguir, segurar ao mesmo tempo o microfone, o
apontador laser e algum material de apoio;
» tem uma conversa
particular ou vai ao banheiro sem desligar o sem fio
de lapela;
» etc., etc.
E ainda há o fator estranhamento, que pode ser o mais
complicado de todos: a maior parte das pessoas
desenvolve suas habilidades de apresentador em grupos
pequenos, na sala de aula ou em reuniões de trabalho – e
nelas podem estar presentes todos os materiais
essenciais de apresentação, mas o microfone é a exceção,
assim a prática com ele não se desenvolve, e surge
apenas na primeira vez em que você tem que se dirigir a
uma platéia maior.
Treine com o
microfone

Há alguns anos eu tive a rara oportunidade de ter um
gestor com grande habilidade de comunicação, e que dava
atenção a desenvolver estes elementos nos integrantes de
sua equipe. Quando surgiu a necessidade de participarmos
todos em um evento corporativo em que vários de nós
teríamos que nos dirigir, em densas apresentações
técnicas, a um auditório lotado de pessoas
não-familiarizadas nem mesmo com a terminologia do
negócio, ele nos convidou a viajarmos um dia antes para
realizar, no próprio local, uma oficina de comunicação,
apresentando uns para os outros nosso material repetidas
vezes, ouvindo críticas e fazendo ajustes.
Isso foi essencial para ajustarmos e reduzirmos o escopo
de nossas apresentações, mas também para que
dominássemos suficientemente o equipamento que seria
usado, incluindo o sistema de som do local, para que ele
de fato nos apoiasse, e não fosse um obstáculo ou um
complicador, como tantas vezes acontece.
Um dos pontos que praticamos foi que, a cada repetição
de alguma apresentação, todos trocávamos de lugar,
sentando na primeira fila, ao fundo, no meio do
auditório, à esquerda, à direita, com cortinas abertas,
com cortinas fechadas, etc. – e isso permitiu que cada
um de nós, na condição de palestrante, acabasse
percebendo como melhor usar a sua voz ao microfone
naquelas condições, evitando tons muito altos ou muito
baixos, e garantindo ser ouvido com qualidade por todo o
público.
Claro que fazer isso a cada evento, e para cada
auditório, raramente é praticável, e sairia bem caro.
Mas estou convicto de que os principais valores da
experiência toda foram gerados por 3 fatores:
-
Apresentar repetidas
vezes usando um microfone,
para saber a que distância segurá-lo, perder o
“medo” do instrumento, passar na prática pelas
situações chatas de tossir, espirrar, assobiar,
gritar nele, murmurar, ou aproximar-se de uma caixa
acústica com ele ligado (para saber o que acontece,
e conscientizar-se da necessidade de evitar).
Ter uma pessoa
interessada ouvindo tudo e fazendo críticas,
com foco na comunicação, e não no conteúdo ou na
apresentação. Há partes em que você fala alto
demais? Rápido demais? Afasta o microfone da boca,
sem notar, ao gesticular? Adianta o discurso? Aceite
as críticas, e recomece, até aperfeiçoar.
Conhecer antecipadamente as condições
acústicas reais do auditório:
sempre que é possível, eu peço para fazer teste de
som, com o responsável pela sonorização falando ao
microfone lá na frente, e eu me posicionando ao
fundo, no meio e na frente, de ambos os lados, e
pedindo ajustes quando necessário. É bem melhor do
que ter de ficar perguntando, com a apresentação já
iniciada, se o público está ouvindo – e reduz o
risco de eles dizerem que não, e ter de rolar todo
aquele improviso, com gente mudando de lugar,
interrupções pra consertarem alguma caixa de som ou
ajustarem algo no amplificador.
Só o
terceiro destes fatores precisa mesmo ocorrer no local
da apresentação. Os 2 primeiros já produzem efeito
positivo (embora menor) mesmo se forem realizados por
você em um microfone barato ligado ao seu PC ou aparelho
de som doméstico, especialmente se o microfone for do
mesmo tipo usado no auditório em que você vai se
apresentar (de lapela, de pedestal, manual, etc.).
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fonte:
efetividade.net |
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