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Criança carrega laptop em escola de Portugal; neurociência deve ser aplicada em escolas para melhorar o aprendizado na infância |
Com
imagens
do
cérebro
e
estudos
genéticos
complementando
a
pesquisa
psicológica,
uma
série
de
novas
descobertas
poderiam
informar
os
professores
sobre
as
condições
em
que
nossos
cérebros
podem
ser
aprimorados
para
o
aprendizado.
Um
dos
principais
temas
emergentes
na
DOM
foi
que
a
base
da
aprendizagem
bem-sucedida
ocorre
pela
melhoria
da
função
executiva
cerebral
--um
conjunto
de
processos
cognitivos
importantes
para
o
autocontrole
e o
enfoque
na
tarefa
em
realização.
Estudos
a
partir
de
imagens
cerebrais
mapearam
a
função
executiva
de
várias
regiões,
incluindo
a do
giro
cingulado
anterior,
que
se
acende
durante
uma
detecção
de
erro,
e
quando
crianças
aprendem
matemática
e
alfabetização.
Vários
estudos
apresentados
no
simpósio
mostraram
que
a
melhoria
no
aprendizado
da
função
executiva
cerebral
em
uma
criança
poderia
ser
alcançada
com
mudanças
relativamente
pequenas,
como
pela
alteração
do
horário
de
exercícios
ou
pelo
incentivo
à
prática
de
um
instrumento
musical.
O
desenvolvimento
da
função
executiva
começa
antes
dos
anos
escolares,
e
prossegue
na
adolescência.
Michael
Posner,
da
Universidade
de
Oregon
(EUA)
disse
no
encontro
que
as
evidências
da
função
executiva
cerebral
aparecem
nas
crianças
aos
sete
meses
de
idade.
"Se
eu
fosse
mudar
algo
na
educação,
seria
para
que
ela
começasse
na
infância,
e
usando
os
pais
como
uma
ferramenta
inteligente
para
trabalhar
com
os
seus
filhos",
disse
ele.
A
educação
antes
da
escola
pode
trazer
outros
benefícios,
afirma
Posner.
O
neurotransmissor
dopamina
foi
colocado
em
um
papel
importante
na
função
do
giro
cingulado
anterior.
As
variações
genéticas
no
sistema
dopaminérgico
parecem
interagir
com
as
características
da
paternidade
para
influenciar
a
função
executiva
cerebral.
Posner
descobriu
que
crianças
entre
18 e
21
meses
de
idade,
com
uma
variante
particularmente
ativa
de
um
gene
denominado
COMT
(que
leva
a
uma
transmissão
menor
de
dopamina),
mostraram
a
melhora
na
atenção,
em
comparação
com
as
demais
variantes.
Sabine
Kubesch,
também
da
Universidade
de
Ulm,
diz
que
os
genes
de
crianças
podem
ser
usados,
um
dia,
para
informar
como
eles
devem
ser
ensinados.
'Se
a
sequência
genética
das
crianças
antes
da
escola
ajudar
os
pais
e
professores
a
fim
de
decidir
a
melhor
forma
de
apoiar
a
aprendizagem
e o
desenvolvimento,
então
sim,
eu
acho
que
pode
se
tornar
um
procedimento
estabelecido
no
futuro",
observa
ela.
Independentemente
disso,
os
resultados
básicos
da
neurociência
ainda
precisam
se
infiltrar
na
sala
de
aula,
conforme
concordaram
os
participantes
da
reunião,
devido
ao
fato
de
mitos
e
equívocos
sobre
o
cérebro
serem
abundantes
nas
escolas
(veja
o
quadro
abaixo).
Medicina
e
educação
A
educação
tem
um
longo
caminho
a
percorrer
para
espelhar
melhorias
na
medicina,
diz
Noonan
Eamonn
do
centro
de
pesquisas
norueguês
Campbell
Colaboration.
"A
chave
para
a
revolução
que
transformou
o
que
era
essencialmente
o
charlatanismo
na
medicina
moderna
foi
profissional,
com
formação
de
base
científica",
diz
Noonan.
Ele
também
observa
que
deve
haver
uma
melhor
ligação
entre
cientistas
e
professores,
assim
como
pesquisas
devem
ser
mais
acessíveis.
Exemplo
disso
é
uma
pesquisa
feita
em
uma
escola
pelo
Centro
de
Transferência
de
Neurobiologia
e
Aprendizagem,
com
sede
em
Ulm,
na
Alemanha.
Um
estudo
conduzido
com
137
estudantes,
usando
o
método
de
"aprendizagem
cênica"
(recitais
de
coral
sobre
o
vocabulário,
acompanhado
de
gestos
e
movimentos),
testou
a
assimilação
de
idiomas.
Aqueles
que
tinham
aprendido
pelo
novo
método
lembravam
três
vezes
mais
das
palavras
novas
14
semanas
mais
tarde,
em
comparação
àqueles
que
tinham
sido
ensinados
por
métodos
convencionais.
Os
estudantes
que
usaram
o
método
também
falaram
com
melhor
pronúncia
e
fluência.
"Eu
nunca
vi
efeitos
tão
fortes
em
um
estudo
anterior",
disse
Katrin
Hille,
que
conduziu
a
pesquisa.