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Por mais que
a tecnologia
avance, uma
realidade
sem papel
ainda está
muito
distante de
todos nós.
Mesmo os
mais
informatizados
ainda
recebem
contas e
contratos
por
correspondência,
anotam (ou
recebem)
recados em
papel, e
lêem
jornais,
revistas e
recortes
todos os
dias. Não é
exagero
dizer que
boa parte
das nossas
pendências e
atividades
diárias
estão
associadas a
artefatos em
papel.
Depois que
li o livro
“Getting
things done”,
de David
Allen (agora
tem também
em
português,
com o nome
de “A arte
de fazer
acontecer”),
eu coloquei
em prática
diversos
aspectos da
metodologia
dele, com
resultados
excelentes
pra minha
eficiência e
efetividade
pessoal. E
alguns dos
aspectos que
tiveram mais
resultados
estão
ligados a
uma
ferramenta
simples e
relativamente
barata,
podendo ser
adquirida
por menos de
R$ 20,00 em
boas
papelarias:
o escaninho
com duas (ou
três)
bandejas
para
documentos.

Eu tenho
dois
escaninhos,
um no
escritório
de casa e o
outro no
trabalho.
Seu uso é
essencialmente
simples, e a
vantagem não
vem da
ferramenta
em si, mas
sim da
disciplina
associada a
ela: um
escaninho
permite que
você faça um
acordo
mental
consigo
mesmo, e
passe a ter
o conforto
de saber que
todos os
documentos
(sejam
contas a
pagar,
faturas a
receber,
artigos ou
correspondência
a ler,
revistas a
folhear, ou
quaisquer
outros)
pendentes
estarão lá,
na bandeja
de cima. E
que todos os
documentos
já
processados
e prontos
para
encaminhamento
a alguém
mais estarão
na bandeja
de baixo.
Assim nunca
mais você
deixará uma
tarefa para
depois
porque não
lembra onde
largou
aquela conta
ou o
contrato do
cartão de
crédito que
recebeu pelo
correio, e
sempre que
alguém vier
buscar algo
que você já
preparou,
você terá a
reconfortante
certeza de
que aquilo
que ele ou
ela busca
estará lá,
exatamente
na bandeja
de baixo.
A própria existência de
uma bandeja
de entrada
única serve
como um
lembrete
visual
permanente
de quantas
coisas estão
pendentes, e
como um
estímulo
para que
você as
resolva –
levando à
“caixa de
entrada
vazia” que é
título deste
blog. Eu
fugi um
pouco da
metodologia
do David
Allen
acrescentando
uma terceira
bandeja aos
meus
escaninhos.
No caso do
escaninho de
casa, a
terceira
bandeja
carrega os
documentos
já
processados
mas que eu
mesmo
preciso
levar a
algum lugar
– uma conta
que não
possa ser
paga via
Internet,
por exemplo.
Já no
escaninho do
trabalho, a
terceira
bandeja
armazena
documentos
que eu
preciso
trazer para
casa – por
exemplo, o
contracheque,
ou
comprovantes
para o
Imposto de
Renda.
Tem mais 2
truques que
eu aplico à
metodologia
dos
escaninhos,
e que ajudam
a esvaziar
as caixas de
entrada o
mais
rapidamente
possível.
O primeiro
vem do
próprio
livro do
David Allen,
que
estabelece
que as
tarefas que
podem ser
feitas em
menos de 2
minutos
devem ser
feitas
imediatamente.
De fato, às
vezes tomar
uma decisão,
escrever uma
resposta ou
conferir uma
conta que
deve ser
paga toma um
tempo tão
curto, que é
plenamente
possível ter
a satisfação
de se livrar
disso
imediatamente
– indo
direto para
a bandeja de
saída ou
para o
arquivo, sem
nem ao menos
macular a
imensidão
vazia de sua
caixa de
entrada
meticulosamente
controlada.
A outra é
tão simples
quanto: se
ao analisar
um item que
chegou e vai
ser colocado
na sua
bandeja de
entrada você
já tiver uma
boa idéia do
que fazer
com ele (mas
o
procedimento
demorar mais
do que 2
minutos),
anote nele
(ou em um
post-it, ou
em uma nota
presa com um
clips) esta
sua
definição,
ainda que
ela seja
óbvia. Com o
tempo você
vai perceber
como esta
anotação faz
com que este
seu
pré-planejamento
sobre o que
fazer com
aquele
documento
deixe de
ocupar um
lugar
importante
na sua
“lista de
tarefas
mental”,
liberando
assim espaço
para todos
os demais
problemas do
seu
dia-a-dia
até o
momento em
que você for
de fato
fazer o que
anotou e
anexou ao
papel.
Experimente!
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