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Muitos bons alunos não se saem bem em provas de
múltipla escolha e outros nem tão bons obtêm
resultados excelentes. Quando se opta por uma
prova de múltipla escolha deve-se tomar cuidado
para não deixar as respostas tão óbvias que o
aluno consiga resolver sem muito conhecimento,
nem tão cheias de armadilhas onde até o aluno
mais preparado possa cair.
"Pegadinhas” devem ser evitadas ao máximo, a não
ser que o assunto tenha sido bem divulgado e
debatido em sala antes da prova, porque podem
induzir o aluno ao erro, mesmo que ele domine a
matéria, e o que se quer avaliar com a prova é o
conhecimento apreendido acerca do tema/conteúdo.
De forma geral as
provas das escolas e universidades mais
renomadas têm duas alternativas que podem ser
eliminadas de cara se o aluno tiver um bom
conhecimento, e duas que exigirão um grau maior
de atenção. Ao preparar uma prova de múltipla
escolha o professor deverá observar essa
proporção para evitar surpresas desagradáveis
quando for corrigi-las e contestações de alunos,
pais e direção da instituição.
Outro item que deve merecer muito cuidado na
hora da elaboração desse tipo de prova é o
enunciado das questões, porque este deve ficar
muito claro para o aluno o que se espera que ele
desenvolva. Provas com enunciados confusos ou
dúbios costumam produzir notas baixas e alunos
insatisfeitos e frustrados com o próprio
rendimento.
Uma prova de múltipla escolha com cinco
alternativas dá ao aluno 20% de chance de
acertar, se o mesmo optou pelo "chute", por
desconhecer a matéria. Também é a chance que tem
aquele aluno disciplinado e bem preparado que
"deu de cara" com uma prova de enunciado confuso
ou dúbio. Quatro alternativas aumenta a chance
para 25%, no entanto esse tipo de prova tem sido
motivo de chacota e de comentários jocosos pelos
alunos e professores em função de algumas
distorções ideológicas e de princípios acerca de
avaliações e provas em algumas instituições não
tão sérias.
A técnica do chute consiste basicamente em
analisar racionalmente as alternativas da
questão. Os critérios mais importantes a serem
analisados são:
»
divergências;
»
estatística;
»
semelhanças;
»
eliminação de
hipóteses absurdas; e
»
a eliminação das
respostas generalizadoras.
As menos importantes e que usaremos em último
caso será o “critério da letra A” e a “cara do
cartão de respostas”. Vamos falar sobre cada um.
Trabalharemos com probabilidades, ou seja,
tendência, chance e tentativa de acerto. Nem
sempre a resposta certa será a que a técnica
indicar.
Divergências
Podemos ter
assuntos controvertidos numa questão,
principalmente as de Humanas: História e
Geografia. Essas disciplinas podem ter
abordagens diferenciadas segundo a convicção
político ideológico doutrinária do autor.
A técnica, nesse
caso, consiste em chutar segundo o que pensa a
banca examinadora e a bibliografia indicada por
ela.
As técnicas mais
importantes são as citadas. Ainda assim, se tudo
o mais falhar, ainda temos duas dicas, porém
bem menos confiáveis. Só as
use em último caso, se as
técnicas acima não puderem ser aplicadas ou como
confirmação delas.
Estatística
A tendência é que
no rol de respostas, um elemento correto esteja
repetido várias vezes. A intenção do examinador
é não facilitar a vida do candidato. Não fosse
assim, bastaria identificar o tal elemento
correto e pronto, mataríamos a questão.
Exemplo:
A ( ) papel e
pedra
B ( ) tesoura e pedra
C ( ) papel e pau
D ( ) papel e tesoura
E ( ) tesoura a algodão
Repare que a
resposta que mais se repete é “papel e tesoura”,
por isso a resposta “D” tende a
ser a mais correta.
Semelhança
Quando duas ou
mais respostas assemelham-se muito, a
tendência é que uma delas seja a
correta. Aqui a intenção da banca é confundir
quem sabe um pouco mais.
Exemplo:
A ( ) 15,5
B ( ) 16,7
C ( ) 18,5
D ( ) 19,5
E ( ) 19,7
A
tendência é que a D ou E sejam as
corretas. Repare também que aplicando o critério
da estatística (acima) a tendência é confirmada:
D ou E por causa do “19,” e D por causa do “,5″.
Eliminação das
hipóteses absurdas
Acreditamos que
esta seja a mais utilizada. Nas questões, pelo
menos uma das respostas é absurda. Eliminando-se
uma resposta absurda numa prova com quatro
alternativas, a probabilidade de acerto sobe de
25% para 33%. Eliminando mais uma, sobe para
50%!
A técnica consiste
em desconfiar de tudo que atente contra a
lógica, os princípios ou o bom senso. Aquela
resposta não lhe parece bem? Soa mal ou sente
que está esquisito? Você pode estar certo. Essa
resposta tende a estar errada.
Eliminação das
generalizadoras
Cuidado com as
respostas que generalizam sobre algum assunto.
Como diz o ditado, “toda regra tem sua exceção”.
Então se for chutar, elimine as alternativas com
palavras que não abram espaços para exceções.
Veja alguns exemplos:
todo(a)(os)(as), tudo, total, totalmente,
completo, completamente, só, somente, pleno,
plenamente, incondicional, incondicionalmente,
simplesmente, puramente, integral,
integralmente, ocasional, ocasionalmente,
definitivamente, nenhum(a), ninguém, nunca,
perfeitamente, sempre, sem exceções, jamais
Como dito antes,
eliminando-se uma resposta numa prova com quatro
alternativas, sua probabilidade de acerto sobe
de 25% para 33%. Eliminando duas, sobe para 50%!
A letra “A”
Como é a primeira
opção, o examinador tende a
colocar a resposta certa em outras alternativas,
para não apresentá-la logo de cara. Na letra "A"
banca gosta de colocar as respostas “cascas de
banana”.
Então, quando não
souber a resposta e for chutar, e as técnicas
mais confiáveis não funcionarem, você pode
evitar a letra "A".
A cara do cartão
de respostas
O examinador
também tende a não colocar
todas as respostas na mesma letra. Senão o
candidato que chutasse todas as questões numa
determinada letra, se estivesse com sorte, seria
aprovado. Logo, se olhando para o cartão de
respostas reparar um menor número de uma das
letras, mais chance existe de a resposta ser
essa letra.
Por exemplo, você
está em dúvida entre a B e a C. Mas, olhando
para o cartão de respostas, você vê que as duas
questões anteriores e também nas duas
posteriores você marcou B. Então você pode
tentar na C. Ou então a maioria das respostas
são A, C e D. Existe uma probabilidade que a
outra seja B. Mas atenção: só use essa técnica
em último caso!
Sabendo que existem essas técnicas os
componentes da banca não poderiam seu
comportamento?
Pode! Mas é muito
difícil. Primeiro porque ela tem que levar em
consideração a média das pessoas; Segundo
porque, se não seguir as regras acima, estará
facilitando a vida de quem sabe alguma coisa. Ou
seja, o examinador não tem muita saída.
Então, não
subestime a técnica do chute. Ela é uma
atividade tão inteligente quanto estudar e
responder, e é uma ferramenta que pode te
diferenciar dos demais candidatos. Esteja
preparado também para, quando tudo o mais
falhar, ter essa carta na manga quando
for marcar o X.
Características das provas objetivas e
discursivas:
Provas
Objetivas (múltipla escolha)
Neste tipo de
avaliação é admitida uma única resposta,
sendo o seu julgamento impessoal,
permitindo, assim, uma correção justa e
imparcial. A grande vantagem desse tipo de
prova é que ela pode ser corrigida por
qualquer pessoa que tenha o gabarito, sem
que seu resultado seja alterado, e os alunos
têm o retorno do desempenho (notas) mais
rápido. Também é vantajosa para o professor,
haja vista ser de correção mais rápida e
menos trabalhosa, ocupando menos seus
momentos de descanso semanal.
Dentre as
várias formas de elaboração de questões
objetivas, as mais usuais são:
–
Falso/verdadeiro ou certo/errado;
–
Lacuna ou completamento;
–
Associação;
–
Múltipla escolha;
–
Pergunta direta;
–
Identificação; e
–
Ordenação
Provas
Discursivas
Neste tipo de
prova o aluno tem plena liberdade de
expressão no conteúdo de suas respostas, o
que sempre o leva a contestar a correção do
professor, tentando "espremer" uma nota
maior do que aquela aferida. Por isso, o
professor deverá estabelecer critérios de
correção bem claros, elaborar um
gabarito padrão oficial com os conceitos e
argumentos mínimos esperados na resposta do
aluno, prevendo, inclusive, variações nas
respostas.
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http://www.sol.eti.br/imagens_divertidas |
Assim, o Instrutor deve
estabelecer critérios de correção,
prevendo, inclusive, variações nas
respostas. O ideal seria a construção de uma
resposta-padrão com os elementos mínimos e
máximos esperados na resposta do aluno,
prevendo, para cada um dos conjunto de
elementos o valor a ser atribuído.
É aquela onde cada
questão permite ao aluno plena
liberdade de expressão no
conteúdo de
suas
respostas, devendo o Instrutor
estabelecer os critérios de
correção (barema) ou então
deverá encontrar absurdos (as
vezes com alguma lógica - veja
ao lado).
Como medida exclusiva do
aproveitamento do aluno, esse
tipo de prova exige o
estabelecimento de um critério
de julgamento justo e imparcial
para a resposta de suas
questões.
Assim, o Instrutor deve
estabelecer critérios de
correção (barema), prevendo,
inclusive, variações nas
respostas.
Sugestão de enunciado: Responda
as perguntas abaixo.
1- Cuidados na elaboração de uma
prova discursiva
Quando
uma questão for extensa ou
complexa , o Instrutor deve
subdividi-la em várias
proposições;
Enunciado
da questão deve ser objetivo a
fim de que o aluno NÃO tenha
nenhuma dúvida; e
A
interpretação NÃO pode fazer
parte da questão , pois o
Instrutor irá corrigir de
acordo com a sua interpretação
e NÃO com a do aluno.
O
instrutor deve se esquivar de
tecer comentários acerca do
desempenho do aluno (escrito ou
falado), limitando-se apenas a
aceitá-la ou não.
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2- Cuidados na correção de uma
prova discursiva
Se
a resposta fugir dos moldes
previstos e estiver certa,
considerá-la como tal;
Critério
deve ser igual para todos. Para
tal, o Instrutor deve corrigir a
mesma questão de todos os
alunos, em seguida;
Se
as respostas indicarem
deficiências nas instruções ou
no enunciado da questão, o
Instrutor deve anular esta
questão; e
Caso
anterior somente deverá ser
considerado quando um número
significativo de alunos NÃO
entender o enunciado.
Sugestão de
prova discursiva
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FUVEST 2007 - QUESTÃO 07 DE
GEOGRAFIA
Além do conceito de
Plataforma Continental, do
ponto de vista
geomorfológico, temos também
o conceito de Plataforma
Continental "Jurídica". O
desenho ao lado mostra um
dos critérios possíveis para
a delimitação da Plataforma
Continental "Jurídica" no
Brasil.
a) Caracterize a Plataforma
Continental, do ponto de
vista geomorfológico.
Justifique a sua importância
econômica para o Brasil.
b) Discorra sobre a
importância da Plataforma
Continental "Jurídica",
considerando a exploração do
subsolo marinho.
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Resposta esperada. Correção
feita pelos professores do
Cursinho Objetivo
(Disponível em
UOL) |
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a)
A plataforma continental
é um prolongamento da faixa
costeira a partir da
deposição sedimentar
resultante do processo
erosivo do relevo costeiro e
do deságüe dos rios que
carreiam sedimentos
resultantes da ação de
desgaste no interior do
território.
A plataforma continental
estende-se desde a elevação
continental até o talude,
encosta abrupta que desaba o
relevo na direção da zona
abissal ou leito marinho,
passando pelo subsolo
marinho continental.
A importância econômica da
plataforma continental
brasileira está nas
atividades como a pesca e a
exploração de petróleo e gás
natural.
A pesca é favorecida pelas
condições de piscosidade das
águas rasas, com
luminosidade, temperatura e
salinidade favoráveis ao
processo de formação das
cadeias alimentícias e
reprodutivas. O petróleo,
recurso energético
resultante da decomposição
de animais marinhos e
vegetais em bacias
sedimentares em mares rasos,
é potencial em plataformas
continentais. O Brasil tem
sua maior produção
petrolífera (em torno de
80%) na Bacia de Campos,
plataforma continental do
litoral fluminense. Essa
exploração é possível graças
à adoção da zona econômica
exclusiva (ZEE) do mar
territorial em 200 milhas a
partir da linha costeira. |
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b) O manual
técnico da convenção das
Nações Unidas para a
legislação sobre o mar, de
1982, prevê a determinação
da plataforma continental
jurídica (PCJ) para além das
200 milhas do mar
territorial, "unindo,
mediante linhas retas, que
não excedam 60 milhas
marítimas, pontos fixos
definidos por coordenadas de
latitude e longitude". (CNUM,
art. 76, pág. 7).
A
importância da exploração do
subsolo marinho para o
Brasil está na
definição de zona econômica
exclusiva (ZEE) como situada
além do mar territorial e
que não exceda as 200 milhas
marítimas das linhas de base
a partir das quais se mede a
largura do mar territorial.
Trata-se de faixa potencial
em
exploração de
módulos
minerais, petróleo e gás
natural.
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Resposta em
verde:
resposta com o conteúdo
mínimo esperado (50%) |
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Resposta em
azul:
resposta completa (100%) |
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