Gerente de projetos: não há
santo milagreiro
O texto a seguir foi
indicado por Wilson de
Freitas para
efetividade.net:
Com o enfoque na gestão de
projetos e o aumento da
importância dos projetos nas
empresas surge a santa
figura do gerente de
projetos.
É fato que é cada vez maior
a pressão exercida sobre a
administração da empresa
para a obtenção de
resultados mais eficientes a
custos reduzidos. Com o
aumento das exigências de
prazos curtos, qualidade e
satisfação do cliente, não
se imaginava que esta
pressão fosse transferida
para o gerente de projetos.
Este fenômeno pode ser
observado através da
constatação da situação dos
gerentes de projetos nas
empresas. Situações como a
constante busca por uma
metodologia que resolva o
problema de projetos
fracassados, reestrutura das
áreas de PMO e PSO e até
casos extremos de demissões
e substituição dos gerentes
de projetos durante o
andamento do projeto.

Não se pode negar que em
alguns casos o despreparo
profissional dos gerentes,
falta de comprometimento e
até mesmo a experiência do
gerente para o projeto em
questão estejam falhas e
equivocadas, mas não há
santo milagreiro que resolva
sem uma visão adequada,
comprometida e participativa
da empresa e os envolvido no
projeto.
Tenho observado que em
muitos casos as empresas
esquecem que um projeto é a
união de vários outros
subprojetos, ferramentas de
gestão, metodologias, outras
empresas, terceiros e outros
gestores de projetos. Todo
este conjunto de recursos
materiais, intelectuais e
humanos devem compor um
grande gerenciamento de
projetos e o sucesso ou
fracasso de um refletirá no
resultado do todo. Não é
mais aceitável que a
administração moderna exija
resultados de alta
performance sem o
envolvimento orgânico no
projeto. É preciso que a
companhia saiba que projetos
de sucesso dependem de todos
os envolvidos e não
exclusivamente do gestor do
projeto.
Um bom gerente de
projetos continua a ser
a recomendação principal
para o sucesso de um
projeto, mas os projetos
estão cada vez mais
complexos,
inter-relacionados e os
clientes mais exigentes.
Para se ter bons
resultados são
necessárias outras
estratégias como novas
ferramentas de gestão e
controle dos projetos,
capacitação
profissional, gestão de
risco efetiva,
orçamentação adequada.
Moral da história: a
gestão pura do projeto
pelo gerente de projetos
já não consegue garantir
sozinha, (1) o sucesso
do projeto e a (2)
satisfação dos
envolvidos.
(Nota: Texto inspirado
no artigo “Não há santo
milagreiro” de Francisco
Gracioso publicado na
revista Época Negócios
de Julho de 2008.)
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