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Luxo e segurança são prioridade no transporte de chefes de
governo e de
Estado
Lucas Bessel, do R7
- publicado em 13/05/2010 às
06h00:
Em 11 de
setembro de
2001, data
em que
terroristas
islâmicos
jogaram
aviões
comerciais
contra alvos
civis e
militares
dos Estados
Unidos, o
lugar mais
seguro para
se estar era
justamente
dentro de
uma
aeronave.
Neste caso,
o Força
Aérea Um,
que
transportava
o então
presidente
George W.
Bush.
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O avião mais famoso do mundo, o Boeing 747 Air Force One, que transporta o presidente dos Estados Unidos, é cheio de segredos. Seus sistemas de defesa permitem que ele escape de ataques de mísseis ou interfira nos radares de aeronaves inimigas. De dentro do avião, o chefe de Estado americano pode até ordenar um ataque nuclear |
Com a cidade
de
Washington
e,
especialmente,
a Casa
Branca sob
ameaça, Bush
passou o dia
inteiro
voando. Com
exceção de
algumas
poucas
aeronaves
militares,
seu avião
era o único
autorizado a
voar. O
presidente
só pousou
para fazer
um breve
discurso à
nação
(prometeu
caçar os
terroristas),
mas voltou
para o ar
logo em
seguida.
O episódio
mostrou a
importância
que as
Forças
Aéreas do
mundo todo
dispensam às
aeronaves
que
transportam
os chefes de
Estado e de
governo. De
dentro do
Força Aérea
Um, Bush
podia
ordenar
ataques
militares,
comunicar-se
com o alto
comando de
guerra dos
Estados
Unidos ou
falar com o
comandante
de um
submarino ou
um
porta-aviões
no golfo
Pérsico. De
fato, o
presidente
poderia até
mesmo
autorizar um
bombardeio
nuclear de
dentro de
seu avião.
Ironicamente,
no entanto,
não podia
transmitir
um discurso
à nação.
Embora seja o avião
presidencial
mais
conhecido do
mundo, o
Boeing 747
adaptado
utilizado
pelo chefe
de Estado
dos EUA -
repleto de
medidas
secretas
contra
ataques
vindos de
terra, ar e
mar - não é
o único
Força Aérea
Um. Em
primeiro
lugar porque
os EUA têm
dois 747
presidenciais
que sempre
voam juntos
(para o caso
de um deles
apresentar
problemas).
Em segundo
lugar,
porque o
nome Força
Aérea Um é
utilizado em
vários
países para
designar
qualquer
avião que
esteja
transportando
o chefe de
Estado.
Brasil tem "Aerolula",
sultão do
Brunei tem
seis aviões
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Foto por Agência Brasil |
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O "Aerolula", um Airbus A-319CJ que transporta o presidente do Brasil, servirá também aos outros futuros governantes do país e precisará mudar de apelido. |
O principal
avião
utilizado
para
transportar
o presidente
do Brasil em
viagens
internacionais
é um Airbus
A-319CJ,
aeronave
luxuosa que
substituiu,
em 2005, o
antigo
Boeing 707.
Apelidado de
"Sucatão",
ele gerava
grandes
multas ao
pousar em
aeroportos
do mundo
todo por
causa do
barulho
ensurdecedor
de suas
turbinas,
constrangendo
o governo
brasileiro.
O "Aerolula", como foi
apelidado o
avião,
possui um
moderno
sistema de
comunicações
que permite
ao
presidente
falar com
quem quiser,
quando
quiser, bem
como acessar
a internet.
O avião
presidencial
brasileiro
também tem
salas de
reunião e
conferência,
um quarto
com cama,
exclusivo do
presidente,
e até um
outro
banheiro com
chuveiro.
Curiosamente,
o modelo é o
mesmo do
utilizado
pelo
presidente
da Venezuela
e amigo de
Lula, Hugo
Chávez.
A presidente da
Argentina,
Christina
Kirchner,
também tem
seu avião
especial.
Chamado de
Tango Uno, o
Boeing 757
transporta a
governante
principalmente
em viagens
internacionais.
Para muitos
argentinos,
no entanto,
a aeronave
ficou mais
conhecida
por causa da
polêmica
causada
quando a
filha de
Christina,
Florência,
pegou uma "caroninha"
para visitar
alguns
amigos na
Patagônia.
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O Tango Uno, um Boeing 757 que transporta a presidente da Argentina em viagens internacionais, virou objeto de polêmica quando a filha de Christina Kirchner, Florência, pegou uma "caroninha" para visitar alguns amigos na Patagônia |
Em muitos
casos, o
avião
presidencial
serve como
"embaixador"
da indústria
do país. Na
Europa, a
maioria dos
países
utiliza
aeronaves da
Airbus para
transportar
seus
governantes.
França e
Alemanha,
duas das
nações com
maior
participação
no consórcio
europeu, não
abrem mão
dos aviões
da empresa.
O Reino
Unido,
quando não
utiliza um
nacional
British
Aerospace
BAe-146,
coloca a
família real
ou o
primeiro-ministro
para voar em
linhas
comerciais.
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Quando o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sai em uma longa viagem, é este Airbus A-340 que serve de transporte. Carla Bruni, a bela primeira-dama francesa, também usufrui dos luxos da aeronave presidencial nas viagens que faz ao lado do marido |
Já o sultão
de Brunei,
Hajji
Hassanal
Bolkiah
Muhizzaddin,
tem uma
frota
exclusiva de
aviões tão
extensa
quanto o seu
nome. Quando
viaja, sua
majestade
pode optar
por um
Boeing 747,
um Boeing
767, um
Airbus A-340
ou três
jatos
Gulfstream,
todos muito
luxuosos, é
claro.
Dentro das
aeronaves,
há luxos
como
assentos de
couro
especial,
camas
individuais,
detalhes em
ouro e telas
de LCD.
Segurança é
prioridade
nas
aeronaves
O desastre aéreo que
matou o
presidente
da Polônia,
Lech
Kaczynski,
no dia 10 de
abril,
mostrou como
incidentes
envolvendo
aeronaves
oficiais
podem ser
devastadores.
De uma só
vez, o país
perdeu não
apenas seu
chefe de
governo, mas
boa parte do
comando
militar e
outros
importantes
líderes
políticos.
As causas da
queda do
Tupolev
TU-154 ainda
não foram
esclarecidas,
mas
investigadores
suspeitam de
erro dos
pilotos.
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O avião do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, caiu no dia 10 de abril 2010, matando o governante - (AP) |
Em alguns
países, a
preocupação
com
segurança é
tanta que os
aviões VIP
ganham
medidas de
defesa
militares. O
Boeing 747
que
transporta o
primeiro-ministro
da Índia,
por exemplo,
dispõe de um
aparelho
eletrônico
que emite
ondas para
confundir
radares de
mísseis ou
aeronaves
inimigas. Já
o avião que
transporta a
rainha e o
primeiro-ministro
do Reino
Unido pode
soltar "flares",
bolas de
fogo que
confundem
mísseis
guiados por
calor.
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No Boeing 747 da Air India, que faz as vezes de transporte do primeiro-mininstro do país, as defesas contra ataques também estão presentes. A aeronave pode emitir sinais para confundir radares inimigos e tem capacidade de reabastecimento em pleno ar. |
Já o Força
Aérea Um dos
Estados
Unidos, o
avião mais
seguro do
mundo,
dispõe de
todos esses
recursos e
outros, não
informados
pelos
militares,
para
defender um
dos alvos
mais
cobiçados
pelos
terroristas.
Mesmo assim,
se as coisas
derem
erradas, o
presidente
conta com um
médico e uma
mesa de
cirurgia a
bordo.
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