INTERNET
Nos
últimos
anos, a
internet
foi
incorporada
à vida
de
milhões
de
pessoas
em todo
o mundo
e com
ela,
inúmeros
benefícios
foram
trazidos
à
sociedade,
como a
facilidade
de
comunicação,
o acesso
e
compartilhamento
de
informações.
Mas, sem
os
cuidados
necessários,
essa
tecnologia
também
pode
apresentar
sérios
riscos à
segurança
do
internauta.
Nos dias
atuais,
as
pessoas
cada vez
mais
trocam
dados
por meio
eletrônico.
As novas
tecnologias
propiciam
diferentes
tipos de
escândalo
gerando
danos
exponenciais.
Estamos
em um
momento
de
transição
em que
as
relações
humanas
se
tornam
cada vez
mais
interativas
através
dos
dispositivos
móveis
de
comunicação,
porém,
estamos
nos
tornando
cada vez
mais
vulneráveis
aos
ataques
a nossa
esfera
de
privacidade.
Se
lançarmos
um olhar
sobre
esta
transição
veremos
que um
dos
grandes
desafios
será o
de
preservar
a
reputação
e a
privacidade
diante
de um
ambiente
de
interconexão
provocado
pela
revolução
tecnológica
que cria
uma
esfera
pública
nova
desafiando
a
credibilidade
por
parte de
pessoas
físicas
e
jurídicas
neste
novo
ambiente
social.
A
reputação
pessoal
e das
empresas
é um
patrimônio
inestimável
que deve
ser
encarado
como uma
poupança,
onde se
procura
acumular
valores
diante
da
percepção
do
público
que ora
está
sendo
potencializada
através
da
internet.
Temos
que
admitir
que
certas
horas
nos
comportamos
como
primatas
high-tech,
pois o
brasileiro
de forma
geral
adora
tecnologia,
tem um
perfil
essencialmente
exibicionista,
o que
contrasta
com o
seu
pouco
conhecimento
sobre a
vulnerabilidade
do
excesso
de
exposição
da sua
privacidade
pelo
meio
eletrônico.
Imagens
captadas
de
relacionamentos
amorosos,
duradouros
ou não,
tem sido
reiteradas
vezes
utilizadas
por um
companheiro
que se
sente
fraco
emocionalmente
com o
término
de um
relacionamento
e opta
por
extrapolar
sua
angústia
para um
público
incalculável
pela
internet,
o que
proporciona
danos
potencializados
que vem
sendo
reparados
com a
devida
identificação
dos
culpados.
A falsa
sensação
de
anonimato
propiciada
pela
tecnologia,
somada
ao
desconhecimento
das leis
vigentes,
atrai os
infratores
para a
prática
de
ilícitos
que vem
sendo
cada vez
mais
desvendados
e
punidos
pela
Justiça
Brasileira.
É
necessário
refletir
que a
potencialidade
do dano
cometido
contra a
imagem
profissional
de um
profissional
liberal,
por
exemplo,
é
imensa,
pois
qualquer
deslize
pode ter
sido
cometido
na
esfera
local
enquanto
que a
repercussão
no meio
eletrônico
pode
torná-lo
global
em pouco
tempo,
fazendo
com que
o
desgaste
seja bem
maior
que o
próprio
erro.
Precisamos
nos
conscientizar
que
quanto
mais
avança a
tecnologia,
a nossa
privacidade
será
devassada.
Todo
este
risco
provocado
pela
tecnologia
não deve
ser
encarado
como
desprotegido
pelo
Direito
Brasileiro.
Já temos
leis e
jurisprudência
suficientes
sobre o
tema
para
coibir
os
abusos
praticados
contra a
reputação
de
pessoas
e
empresas
no meio
eletrônico.
Todavia,
é muito
importante
criar o
hábito
de
monitorar
a
divulgação
de
textos,
imagens,
vídeos
para que
seja
possível
identificar
rapidamente
o
conteúdo
ilícito
visando
retirá-lo
imediatamente
de
circulação
como
forma de
minimizar
o dano.
Ninguém
dúvida
que
estamos
diante
da
necessidade
de
aprendermos
uma nova
etiqueta
de
comportamento
social
através
do mundo
eletrônico,
demandando
um
aprendizado
para que
estejamos
preparados
para
críticas
e
execrações
digitais
que nem
sempre
poderão
ser
controladas
pela
vítima,
mas que
serão
punidas
pela
Justiça.
Pensando
nesses
problemas,
a Insafe,
conjunto
de
organizações
ligadas
à
Comissão
Europeia,
estabeleceu
o dia 9
de
fevereiro
como o
Dia da
Internet
Segura.
A data,
celebrada
desde
2003,
pretende
alertar
para o
uso
responsável
da rede,
divulgando
guias
sobre
como se
proteger
e
denunciar
possíveis
abusos.
É uma
excelente
iniciativa
da ONG
SaferNet,
Ministério
Público
Federal
e do
Comitê
Gestor
da
Internet
para que
os
brasileiros
saibam
utilizar
a
internet
e os
serviços
tecnológicos
com
ética e
conheçam
os
instrumentos
legais
existentes
para não
caírem
nas
armadilhas
da rede
mundial
de
computadores.