O
site do
D*I*Y Planner
publicou um interessante artigo, de autoria de Dave
Terry, explicando o seu sistema pessoal de tomar notas
usando um caderno comum. Dave passou por diversas
tentativas mais tecnológicas antes de se fixar no papel,
e está mais do que convencido de ter feito uma boa
escolha.
Eu acredito que não existe um sistema de anotações que seja perfeito para toda a população do planeta, e estou freqüentemente mudando meus próprios métodos. Hoje carrego basicamente um Moleskine Reporter e um Treo, e anoto tudo em um dos dois, sem adotar um formato fixo.
Mas formatos fixos podem ajudar a tornar mais úteis as suas anotações, como já vimos no artigo anterior “Transformando um caderno comum em uma agenda de compromissos personalizada“. E é um formato fixo a grande estrela do artigo de Dave Terry, intitulado “The Advantages of Keeping an Analog Work Journal“, como veremos a seguir. |

Por que
voltar ao
papel?
No meu
trabalho, é
freqüente eu
ouvir
comentários
sobre eu,
que me dou
tão bem com
formatos
digitais,
andar para
cima e para
baixo com um
“bloquinho
de notas” e
duas canetas
coloridas.
Não tenho o
menor
problema com
anotações em
formato
digital
(quando
preciso, sou
o primeiro a
tirar o
laptop da
pasta
duramte a
reunião),
mas gosto de
tirar
vantagem da
portabilidade
e autonomia
do meu
surrado
Moleskine,
ou de
qualquer
outro bloco
de notas que
esteja à
mão.
Não sei se
concordo com
todos os
motivos
pelos quais
o Dave Terry
prefere usar
anotações em
papel, mas
no mínimo
são
argumentos
válidos para
uma
discussão.
Ele aponta:
-
tem
acesso
mais
imediato
às suas
anotações
em
reuniões
ou
durante
um
telefonema
-
pode
desenhar
livremente,
fazer
diagramas,
etc. nas
mesmas
páginas
em que
coloca
os
demais
textos
-
pode
escrever
e
desenhar
em
qualquer
direção
e
posição
na
página
-
é mais
fácil
compartilhar
seus
diagramas
na
equipe,
na hora
em que
são
feitos
(depois
ele os
refaz no
computador,
quando
precisa)
-
nunca
precisa
recarregar
-
é fácil
de
folhear
Como Dave
Terry anota
em seu
caderno
A receita
que ele
adota, e que
você pode
tentar
adaptar,
começa por
numerar
todas as
páginas dos
cadernos que
usa para
suas
anotações.
Um carimbo
numerador
custa cerca
de R$ 15 (ou
até menos),
e um
numerador
automático é
bem mais
caro que
isso, mas
você pode
até mesmo
numerar
manualmente
– 80 folhas
não vão
ocupar tanto
tempo assim.
Após
numerar, ele
pode passar
a manter, no
final do
caderno, um
índice dos
principais
assuntos
registrados
e que ele
possa querer
consultar.
Ele indexa
imediatamente,
quando sabe
que um
assunto
merece, ou
deixa para
rever suas
anotações
periodicamente,
indexando as
que achar
necessário.
Numerar as
páginas
também
facilita a
criação de
referências
cruzadas
entre as
páginas,
como você
faria em um
arquivo de
hipertexto
ou em um
texto
indexado no
computador.
Cada página
do caderno
inicia com
uma data
(ele usa um
carimbo
datador, que
você
encontra por
menos de R$
20, auto
entintado,
na papelaria
da esquina).
As
pendências
identificadas
naquele dia
são
registradas
com um
quadrinho ao
lado para
poder marcar
quando for
completada
(fãs do GTD
vão preferir
ter uma
seção
separada
para as
pendências,
sem
associá-las
a datas).
Registros de
reuniões
iniciam com
o horário,
assunto e
pessoas
presentes
(às vezes
desenhadas
ao redor de
um diagrama
da mesa), e
o resto da
página é
preenchido
com
anotações,
diagramas e
desenhos.
Ele tem o
hábito de
marcar o
horário de
início e
final de
suas
atividades
diárias
também.

Ao final do
caderno,
além do
índice, Dave
Terry aloca
também
algumas
páginas para
listas que
são
relevantes
para ele,
como
controle do
uso dos dias
de folga
pendentes do
seu
trabalho, ou
contatos
profissionais.
Além do
caderno em
si, ele usa
um datador
auto-entintado
(já
mencionado),
uma boa
caneta, e
canetas
marca-texto
de várias
cores, que
ele associa
a
determinados
significados:
verde para
datas e
reuniões,
roxo para
idéias
importantes,
amarelo para
conceitos-chave,
laranja para
o que não
pode ser
esquecido,
azul para
pendências,
etc. Ele usa
um caderno
de arte, com
folhas que
não deixam a
tinta
“vazar” para
o outro
lado, e
abrem 180
graus sem
forçar.
Concluindo
Dave Terry
usa seus
cadernos no
contexto do
trabalho, e
nunca anota
nada neles
que não
possa ser
lido por
qualquer
colega.
Ele já tem
arquivados
os cadernos
referentes a
8 anos de
trabalho, e
notou que
raramente
faz uso de
algum com
mais de 2
anos de
idade. Mesmo
assim, ao
folhear os
antigos,
percebe que
os seus
diagramas de
anos atrás
trazem
rapidamente
à lembrança
as
circunstâncias
em que foram
feitos –
algo que
qualquer
conhecedor
dos
mecanismos
da memória
pode
confirmar, e
que nem
sempre
ocorre com
diagramas
registrados
em forma
digital,
muito mais
lapidados e
limpos, mas
isentos dos
detalhes
imperfeitos
que ajudam a
ativar a
memória.
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