China: o Império do Meio
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Templo
do Céu, Beijing, China |

Pequim ou Beijing?
Beijing é o centro político e cultural da
China. É a capital da república e
diretamente administrada pelo governo
central chinês. Possui mais de 15 milhões de
habitantes.
A região onde hoje situa-se Beijing é
habitada desde tempos muito remotos e
assumiu vários nomes. Séculos a.C., era a
capital do antigo estado de Yan, com o nome
de Ji. No século 10, era uma capital
secundária da dinastia Liao, com o nome de
Yanjing. Em 1260 Kublai Khan expandiu as
fronteiras da cidade e tornou-a sede de seu
reino, com o nome de Dadu. Entre 1115 e 1911
serviu como capital de sucessivas dinastias,
transformando-se em um armazém da cultura
chinesa.
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Portal da Cidade Proibida, que abriga o antigo Palácio Imperial. Atualmente
é o Beijing Palace Museum, também, um exuberante e imenso complexo
arquitetônico |
Em 1949, o regime comunista mudou o nome da
cidade de Beiping para o atual Beijing, nome
que já havia sido da cidade no século 15.
Cabe ressaltar que os chineses nunca
chamaram a cidade de Pequim ou Peking.
Finalmente, em 2008, transformou-se na
capital do esporte mundial durante os Jogos
Olímpicos. As obras para abrigar o evento
deram um impulso adicional ao
desenvolvimento da cidade.
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Arco
Imperial do Paraíso e a Abóbada do Céu, ao fundo, onde se guarda
placas com inscrições para os deuses, no complexo de Tian Tan |
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Praça Tian'anmen e a entrada do Palácio Imperial, ao fundo (acima).
Fica no centro de Beijing e, com 440 mil m², é uma das maiores
praças do mundo. Local onde se realizam muitas cerimônias oficiais
do governo. Onde Mao proclamou a fundação da Nova China, em 1949 |
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Quando os gregos
elegeram as sete maravilhas do mundo antigo, eles não conheciam as
Muralhas da China. Iniciadas há cerca de 2.700 anos, na dinastia
Zhou, a construção das Muralhas buscava evitar invasões das tribos
nômades do norte, na maioria, mongóis, que acabaram penetrando as
muralhas.
Foram construídas e
restauradas por mais de mil anos, até atingir cerca de 7 mil km, de
extensão total. Em geral possuem 7,5m de altura por 3,7m de largura.
Atravessam montanhas, cidades e o Deserto de Gobi. Estendem-se desde
o passo de Jiayuguan (província de Gansu), lado oeste, até a foz do
rio Yalujiang (província de Liaoning), lado leste.
As Muralhas são uma
das raras construções feitas pelo homem que podem ser vistas do
espaço. São a construção mais longa já feita e um dos maiores
empreendimentos humanos já executados. |
Aspectos históricos da China
A China é uma das mais antigas civilizações
do mundo. Estudos arqueológicos indicam o
vale da rio Amarelo (Huang He) como o berço
da civilização chinesa. A primeira dinastia
histórica foi a de Shang, por volta do
século 17 a.C. Possuíam um sistema de
escrita e um calendário. Seguiu-se a
dinastia Zhou que dominou do século 11 a.C.
até o século 3 a.C. Tinha sua capital em Hao,
perto da cidade de Xi'an e foi a mais longa
das dinastias. O confucionismo foi fundado
nesta época. Após um longo período de
conflitos, Qinshihuang estabeleceu a
dinastia Qin (ou Chin), em 221 a.C., a
primeira autocracia feudal e da qual
deriva-se o nome China. Seus governantes
unificaram a nação.
Seguiram-se outras dinastias até a dominação
mongol em 1279. Foi quando Marco Polo
visitou Kublai Khan. A dinastia Ming
seguiu-se ao domínio mongol, de 1368 a 1644.
Nesse período, a China incorporou a
Manchúria, Indochina e Mongólia e fechou-se
para o mundo exterior. Em 1644, governantes
da Manchúria estabeleceram a dinastia Qing,
que durou até 1911.
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Mao
Tsé-Tung e sua mulher Jiang Qing, em 1945 (Library of Congress,
USA). |
O feudalismo deu lugar à república em 1912,
proclamada por Sun Yat-sen. Em 1937, o Japão
invadiu o norte da China, ficando até 1945
quando foi derrotado na Segunda Guerra
Mundial.
Os comunistas ganharam apoio e Mao Tse-tung
emergiu como líder. Seguiu-se uma guerra
civil, os nacionalistas fugiram para Taiwan
em 1949 e os comunistas fundaram a República
Popular da China.
Ocorreu um longo período de reformas dos
quais destaca-se a Revolução Cultural
(1966-76) em que se buscava renovar o
espírito comunista por meios radicais. A
nação, entretanto, afundou-se em medo, fome,
caos e terror até 1976, com a morte de Mao.
Deng Xiaoping assumiu o poder, realizou
reformas econômicas e reatou laços com
nações do ocidente, incluindo EUA.
A
influência ocidental na China
A civilização chinesa possui características
bem distintas da ocidental, principalmente
na escrita, filosofia, cultos e artes.
Somente a partir do século 13, com a rota da
seda integrada pelas conquistas mongóis, os
europeus entraram em contato com ela com
alguma frequência.
No século 16, os portugueses fundaram Macau
(devolvida à China em 1999). Em seguida
chegaram os espanhóis, britânicos e
franceses. Algumas missões católicas
tentaram converter os chineses, sem muito
sucesso, mas ensinaram muito da cultura
ocidental. No século 19 já existia uma
grande demanda na Europa por produtos
chineses como chá, seda e porcelana.
Os britânicos vencem os chineses na Guerra
do Ópio (1840-1842) e ganharam a posse de
Hong Kong (devolvido à China em 1997).
Economia da China
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Shanghai: um exemplo da exuberante economia chinesa |
Nos últimos 30 anos, a economia chinesa
passou de um sistema de planejamento
centralizado e, em grande parte, fechado ao
comércio internacional, para uma economia
mais orientada ao mercado, com um setor
privado em acelerado crescimento. A China
denomina esse sistema de "economia de
mercado socialista".
Hoje, a China é um importante parceiro
comercial para muitas nações. Tornou-se
membro da OMC (Organização Mundial do
Comércio) em 2001. Seu PIB fica atrás apenas
dos EUA, considerando o poder de paridade de
compra das moedas. Desde 1978, ano do início
das reformas econômicas, o PIB chinês
tornou-se dez vezes maior. O PIB per capita,
entretanto, ainda é equivalente ao de um
país em desenvolvimento e inferior ao do
Brasil.
Até o final de 2007, cerca de 7 mil empresas
chinesas fizeram investimentos diretos de
118 bilhões de dólares, em 173 países.
O rápido crescimento da China traz muitos
desafios para o governo chinês e um novo
estilo de vida para os chineses. Existe, por
exemplo, uma elevada migração de jovens
camponeses para os grandes centros urbanos
como Shanghai, Hong Kong e Beijing, que
incham rapidamente.
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Com 1,3 bilhões de habitantes e elevado crescimento urbano, a China
ainda sofre constantes desafios com relação a aspectos básicos, como
alimentação, habitação e emprego. Bicicletas ainda é o principal
meio de transporte. |
Dados econômicos 2008 (Cia -
The World Factbook)
Moeda: Renminbi (RMB) yuan.
PIB (estimado): 7,8 trilhões de
dólares (pela paridade do poder de compra do
yuan) ou 4,2 trilhões de dólares pela taxa
de câmbio oficial.
PIB per capita (paridade pelo poder
de compra): US$ 6,100 (2008).
Taxa de crescimento do PIB: 9,8%.
Taxa de desemprego: 4% oficialmente
em áreas urbanas, podendo chegar a 9% se
incluídos migrantes. Existe substancial
desemprego e sub-emprego em áreas rurais.
Taxa de inflação: 6%.
Usuários de Internet: 253 milhões
(20% da população)
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Porto de Hong Kong, um dos mais importantes da Ásia. Desde 1997,
Hong Kong é uma região administrativa especial da China,
anteriormente administrada pelo Reino Unido. Possui uma economia de
livre mercado. Também, um dos principais mercados financeiros do
mundo, com um PIB estimado em mais de 300 bilhões de dólares. |
Geografia da China
A China localiza-se no leste da Ásia. Suas
terras estendem-se por 5,2 mil km de leste a
oeste e por 5,5 mil km de norte a sul: o
quarto maior país em área do mundo, depois
da Rússia, Canadá e EUA (Brasil é o quinto).
Beijing (Pequim), a capital da república, é
também o centro cultural e econômico do
país. Shanghai é o principal centro
industrial e Hong Kong, uma região
administrativa especial, é o principal porto
e centro comercial.
O relevo é bastante irregular. Alto a oeste
e baixo a leste, em geral. Áreas montanhosos
ou com colinas, representam 43,2% do total.
Planaltos, representam 26%. Bacias e
planícies, 30,8%. São sete montanhas com
altura superior a 7 mil metros, incluindo o
Everest, na fronteira com o Nepal.
Principais Rios e Lagos da China
A China possui mais de 1.500
rios. A maioria dos grandes rios
nascem no planalto do Tibet. Um
país rico em hidrografia e
elevado potencial hidroelétrico.
O Yang Tsé é o 3º maior rio do
mundo, com 6.300 km de
comprimento, atrás do
Amazonas
e
Nilo.
Nasce no planalto do Tibet e
deságua no Mar da China
Oriental, junto a Shanghai, após
passar por três barragens.
Destaca-se sua importância como
meio de transporte e irrigação.
O rio Amarelo (Huang He), com
5.464 km é o segundo maior da
China, milênios atrás a
civilização chinesa emergiu de
suas margens. O rio Heilongjiang
é o maior do norte do país, com
4.350 km (3,101 km na China).
O rio Brahmaputra, com 2.900 km,
nasce no planalto do Tibet (como
rio Yarlung). Atravessa parte do
Himalaia, dando origem a um dos
maiores canyons do mundo com
504,6 km de comprimento e
profundidade média de 2.268m.
Nasce nas geleiras de
Chemayungdung e deságua na Baía
de Bengala, após passar pela
Índia e Bangladesh.
O Grande Canal, com 1.794 km de
comprimento e iniciado há cerca
de 2.500 anos, é o mais longo e
mais antigo canal do mundo feito
pelo homem. Liga Beijing a
Hangzhou, interligando cinco
rios e serve como importante
meio de transporte norte-sul.
Existem mais de 2.800 lagos
naturais na China. O Poyang, na
bacia do Yang Tsé, é o maior
lago de água doce da China
(3.583km²). O lago Qinghai, no
planalto do Tibet, é o maior
lago de água salgada do China
(4.583 km²). |
Nome oficial:
República Popular da China (Zhonghua Renmin
Gongheguo).
Unidades administrativas:
A
China possui 33 unidades administrativas
diretamente subordinadas ao governo central.
São elas:
Províncias:
(22) Anhui, Fujian, Gansu, Guangdong,
Guizhou, Hainan, Hebei, Heilongjiang, Henan,
Hubei, Hunan, Jiangsu, Jiangxi, Jilin,
Liaoning, Qinghai, Shaanxi, Shandong, Shanxi,
Sichuan, Yunnan, Zhejiang.
Regiões
autônomas: (5)
Guangxi, Nei Mongol, Ningxia, Xinjiang Uygur,
Xizang (Tibet).
Municipalidades:
(4) (Chongqing, a capital
Beijing
(Pequim),
Shanghai
e Tianjin).
Regiões administrativas especiais:
Hong Kong
e
Macau
(oficialmente a China considera Taiwan, sua
23ª província).
Área total:
9,6 milhões
km². O litoral é bastante entrecortado e
existem cerca de 5.400 ilhas.
Clima: É
extremamente diverso, com quatro estações
bem definidas. Varia do tropical, no sul, ao
sub-ártico, no norte.
Ponto mais alto:
Monte Everest (Qomolangma), 8.850 m, na
fronteira com Nepal.
Portos:
Dalian, Guangzhou, Ningbo, Qingdao,
Qinhuangdao, Shanghai, Shenzhen, Tianjin.
População: 1,3 bilhões de habitantes
(cerca de 20% da população mundial),
população superior à de toda a Europa. São
333 milhões de famílias. Em média, 3,2
pessoas por domicílio urbano e 4,3 pessoas
por domicílio rural.
Em 1949, eram 542 milhões de habitantes. O
crescimento acelerado da população levou o
governo a adotar a política oficial de
apenas um filho por casal e a legalização do
aborto. Entre outros fatores, isso resultou
em uma população masculina, abaixo de 15
anos, ser atualmente 13% maior que a
feminina.
Taxa de crescimento pop.:
0,63
% (2008 est.).
Expectativa de vida ao nascer: 73,2
anos.
Alfabetizados: 91% da população acima
de 15 anos.
Etnia: A China possui 56 grupos
étnicos. O grupo han chinês, que habita
principalmente o leste do país, representa
92% do total da população. Os demais grupos,
zhuang, manchu, hui, miao, uyghur, tujia, yi,
mongol, tibetano, buyi, dong, yao, coreano,
e outras nacionalidades, representam cerca
de 8% (2000). A província de Yunnan abriga
mais de 20 grupos étnicos, sendo a região
com a maior diversidade étnica.
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Paisagem do Deserto de Gobi.
Um grande deserto com parte na
China e Mongólia. O Deserto de Gobi envolve uma área de cerca de 1,3
milhões de km² de areia e solo rochoso. O termo gobi vem do mongol e
que dizer "lugar sem água". A temperatura na região varia, em média,
de mínimas de -40°C (janeiro) a máximas de 45°C (julho). Variações
diárias de temperatura também podem ser grandes. |
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