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África do Sul: o país de todas as cores
África do Sul
aposta em ecoturismo
País
mais desenvolvido do continente africano, a África do Sul
oferece ao turista uma série de opções, especialmente nas
áreas de meio ambiente e cultura. O ecoturismo, setor em
expansão no mundo todo, encontra no território cenários ideais
para safáris, caminhadas entre trilhas e visitas a parques
nacionais e reservas. O país conta ainda com uma série de
museus, teatros e festivais de música.
Seguindo o preceito de que a língua é um dos direitos
básicos dos indivíduos, a Constituição de 1993 da África do
Sul instituiu 11 línguas oficiais no país. São elas:
Afrikaans, Inglês, isiNdebele, Sesotho sa Leboa (Sotho do
Norte), Sesotho (Sotho do Sul), siSwati, Xitsonga, Setswana,
Tshivenda, isXhosa e isiZulu. No entanto, o inglês está em
toda a parte. Assim, os turistas dificilmente terão problemas
para se comunicar.
O turismo na África do Sul contribui em 4.6% para o Produto
Interno Bruto (PIB), enquanto a indústria emprega cerca de 550
mil pessoas. O Reino Unido (UK) e a Alemanha são os dois
maiores "exportadores" de turistas para o país. O segmento do
turismo que mais cresce é o ecológico, que inclui safáris,
visitas a reservas naturais, fotografias da natureza,
observação de pássaros, estudos botânicos, mergulho,
caminhadas em trilhas e escalada de montanhas.
Há anos, os parques nacionais e provinciais sul-africanos,
bem como as reservas privadas, estão envolvendo as comunidades
locais para a conservação e o gerenciamento dos recursos
naturais. Assim, as comunidades se beneficiam financeiramente
do ecoturismo e, ao mesmo tempo, tornam-se conscientes sobre
as suas responsabilidades com o meio ambiente. Sobre safáris,
as melhores dicas estão com os agentes de viagens indicados no
site da Embaixada da África do Sul.
No entanto, fatores como a alta incidência de crimes
atrapalham o crescimento da indústria de turismo. Para
contornar a situação, o Grupo de Trabalho de Segurança do
Turismo (TSTG) foi formado e trabalha ao lado do Departamento
de Relações Ambientais e Turismo, do Serviço de Polícia
Sul-Africano, de empresas de segurança, do Conselho das
Indústrias de Turismo, do Departamento de Relações
Internacionais e de nove governos provinciais. O objetivo
principal do TSTG é monitorar e melhorar o status de segurança
do turista no país.
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Cataratas Vitória -
Localizadas no rio Zambeze, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue. Com 108
metros de altura, è a maior queda d'água da África. Cerca de duas vezes mais
profunda e duas vezes mais larga que as cataratas do Niágara. Após as cataratas,
as águas do rio Zambeze descem para o Lago Kariba (não há qualquer relação entre
as Cataratas Vitória e o Lago Vitória, na África). O explorador britânico David
Livingstone foi o primeiro europeu a ver as cataratas, em 1855, e batizou-as em
homenagem rainha Vitória. |
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Fotos,
textos e créditos:
http://www.guiageografico.com/ |
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Troféus de caça da África do Sul
De um
safári pelo país de Mandela, além de ver leões, zebras e elefantes,
você vai trazer lembranças para a vida toda.
O melhor motivo que você tem para vir para a
África do Sul é o de fazer um safári. Não há experiência mais
fascinante neste país; há poucas tão fortes na vida. Safáris são
caçadas como as que se faziam antigamente. Gente que envereda por
savanas, cerrados e florestas sob a condução de rastreadores
experientes, em busca de vida selvagem. Gente que, enfim, cara a
cara com um bando de leões, esvai-se em adrenalina antes de se
recompor para apontar, disparar e voltar para casa com um troféu de
caça. No foco, se possível.
No
safári moderno, o safári sem pólvora, as coisas melhoraram muito
para leões, girafas, antílopes e congêneres. Os caçadores também não
têm do que reclamar, exceto, talvez, alguns loucos hematófagos.
Sem o
ônus de ter de pagar excesso de peso por inúteis e piedosas cabeças
de elefante ou de leão, eles transportam seus troféus na memória de
suas máquinas digitais ou na emulsão de seus filmes, tendo vivido,
na prática, emoções semelhantes às de aristocratas britânicos que,
100 anos atrás, acertavam paquidermes à queima-roupa em disparos que
não requeriam prática nem habilidade.
Ver animais é o motivo para vir. Mas só até você começar a
ver o resto
Nem a mordomia mudou. Há luxo hoje - como havia
no passado - e, embora existam opções mais em conta, o fato é que a
maioria dos modernos alojamentos de safári é de oásis de
sofisticação, gastronomia refinada e abundância etílica, cercados de
vida selvagem por todos os lados.
Há
outros países da África nos quais o safári também é a maior atração.
O que difere a África do Sul da maioria de seus vizinhos de
continente é que, ao vir "caçar" por aqui, você retorna com troféus
de caça completamente inesperados.
Num
safári habitual, a glória maior é conseguir disparar nos chamados
"Big Five" (Os Cinco Grandes), que são o leão, o leopardo, o
elefante, o rinoceronte e o búfalo. Encontrá-los num único safári ou
numa série deles (em geral são dois por dia, um ao amanhecer, outro
ao anoitecer) é o objetivo de dez entre dez caçadores de troféus,
mas não é tarefa fácil nessa jogatina com a natureza (não por outro
motivo, as reservas de vida selvagem chamam-se game reserves
ou reservas de jogo).
Na
África do Sul você tem tantas chances de conquistar esses troféus
quanto no Quênia, na Namíbia ou na Tanzânia. Entretanto, se você
mantiver sua arma, seja ela mecânica, eletrônica ou digital,
engatilhada desde o momento em que desembarcar no país, é bom estar
preparado para uma caçada farta, prazerosa e surpreendente.
O Apartheid ficou para trás. E o rancor deu lugar à
cooperação
O país
de Nelson Mandela - possivelmente o maior estadista vivo do planeta
- é um grande safári que não se restringe às suas reservas
selvagens. Ainda que possua um dos maiores santuários de preservação
animal do mundo (o Kruger Park, com uma área equivalente à do Estado
de Israel), além de dezenas de game lodges privados, a área
de caça de um bom viajante estende-se, na verdade, por quase todo o
1,2 milhão de quilômetros quadrados de território do país, o que é
duas vezes mais do que a área da França. É uma nação peculiar no
que tange à geografia, à historia e à economia. E, mais que tudo,
vive um momento marcante.
No limite meridional do segundo maior dos
continentes, ela fica longe da tórrida África dos estereótipos; pelo
contrário: o clima é ameno, com estações definidas e invernos
marcantes. Capetown, a mais bela de suas cidades (que rivaliza em
charme e beleza com o Rio de Janeiro) situa-se, por exemplo,
praticamente na latitude de Buenos Aires. Banhada a oeste pelo
Oceano Atlântico e a leste pelo Índico, a África do Sul tem, também,
uma costa atraente, de praias azuis, com areias brancas e uma
sucessão de belas cidades balneárias que poderiam estar no litoral
da Califórnia ou nas vizinhanças de Maresias. Muitas delas são
famosas pelas ondas, nenhuma tanto quanto Jeffrey's Bay, famosa
pelos "tubos" mais perfeitos do planeta.
Sua
história é sobejamente conhecida. Quinze anos atrás, nenhum viajante
com um mínimo de escrúpulos pensaria em visitar o país do
"apartheid" - a mais longa e chocante política oficial de
discriminação racial de que se tem notícia. Nação de muitas etnias e
freqüentes embates - que tem onze idiomas oficiais -, ela foi
disputada palmo a palmo por holandeses e ingleses que, quando
finalmente se entenderam, dominaram com mão de ferro a maioria negra
(que, na nova cartilha do PT, talvez deva ser chamada de
afro-africana).
O país tem onze etnias, balanço africano e estrutura
européia
A
reviravolta ocorreria nos anos 1990, mas o viscoso banho de sangue
que o mundo supunha que a acompanharia não ocorreu por obra e graça
de um líder espantoso, o negro de origem llosa Nelson
Mandela.
Retirado de um cativeiro de 27 anos, Mandela
comandou o que chamou de "plano de ação positiva" e sua liderança
conciliadora foi aceita de forma quase messiânica.
Uma
nova África do Sul nasceu dos olhos doces de Mandela - e é ela que
os safaristas do mundo todo têm descoberto com interesse crescente.
Acabaram os guetos, os privilégios e, surpreendentemente, até os
rancores diminuíram drasticamente. O país mudou de bandeira, de hino
e muitos nomes associados à velha ordem foram substituídos por
outros. No mês passado, a própria capital do país, Pretória, passou
a chamar-se Tshwane, trocando uma homenagem a um colonizador
holandês de histórico racista por um termo tswana que significa,
literalmente, "somos todos iguais".
O país,
é claro, está longe de resolver seus problemas, que passam por
trágicos índices de contaminação de aids, grande violência urbana e
enorme dificuldade de inclusão da maioria negra no processo
econômico.
Tem,
contudo, a seu favor, uma economia forte para os padrões africanos -
a renda per capita neste país de 44 milhões de habitantes é mais de
30% superior à do Brasil - e um solo rico em ouro e diamantes. Mais
que isso, os efeitos da ação positiva de Mandela aceleram as
reformas em andamento, enquanto a boa vontade com que o resto do
mundo vê a grande virada abre generosos horizontes.
A Fifa,
por exemplo, já definiu que a Copa do Mundo de 2010 será na África
do Sul - e o país inteiro já entrou em campo para preparar o
megaevento.
Com
esse cenário desenhado, basta você desembarcar em Johannesburgo -
num estranho vôo que leva oito horas a partir de São Paulo e, em
razão dos ventos, dura dez horas no sentido oposto - para entrar num
clima especial. Se você quiser, vista imediatamente a roupa de
safarista porque a caçada será farta. Antes dos leões, porém, você
há de recolher seus primeiros troféus nos variados restaurantes e
shopping centers das grandes cidades, onde a gastronomia é notável,
as lojas não devem nada às dos melhores centros de compras do mundo
e, melhor que tudo, os preços equivalem aos do Brasil.
Praias na África? Pois aqui há dois oceanos para você
provar
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Estádio da Cidade do Cabo em
construção para a Copa do Mundo
2001 no continente africano.
(guia
geográfico) |
Em
poucas horas de estada, você estará pronto para parafrasear o
presidente Lula em sua famosa observação "nem parece a África",
proferida, aliás, na vizinha Namíbia.
As
presas estão em todas as direções. A noroeste, além do Kruger Park,
fica Sun City, com os cassinos, seu jeito de Las Vegas e o delirante
Hotel Palace, afamado pela decoração cenográfica, luxuoso - mas
quase uma pocilga se comparado com os hotéis mais sofisticados do
país, como o Saxon, de Johannesburgo, o Table Bay e o Mount Nelson,
de Capetown, e os safari-lodges do padrão do Singita, do Sabi-Sabi e
de muitos outros.
A
sudoeste fica Durban, capital da Zululândia e terceira maior cidade
do país. Os troféus dessa região também são inúmeros. A começar pela
riqueza cultural do povo zulu, cujas tradições você pode observar
tanto em espetáculos turísticos como no mercado de ervas que se
espalha nas cercanias do Victoria Market, de Durban, onde nativos
trocam poções vegetais e animais oriundas de uma longa tradição de
curandeirismo. É nessa região, também, que se concentra a maioria da
grande populacão hindu da África do Sul, garantia de pratos
condimentados e muito exotismo. Durban tem, ainda, o impressionante
aquário de tubarões de Ushaka Village, um grande parque aquático à
beira-mar, além de resorts de luxo, como o Zimbali, poucos
quilômetros ao norte na costa do Índico.
E de repente, você já está fazendo um safári num belo
shopping center
Se você disparar para o sul, o safári será
ainda mais proveitoso. Nos quase 800 quilômetros que separam as
cidades de Port Elisabeth e Capetown estende-se a Garden Route. Aqui
estão as mais belas cidades de praia, lado a lado com diversas
reservas selvagens, campos de golfe, montanhas e áreas para esportes
radicais. Num único e amplo roteiro, você pode fazer um safári de
verdade na imensa reserva Shamwari, tida como uma das melhores de
toda a África. Pode cavalgar avestruzes (ou comê-los em forma de
bife) em Oudtshoorn, a capital mundial das estranhas aves cujo
cérebro é menor que os olhos. Pode levar uma legítima trombada de um
dos elefantes amestrados da Botlierskop Game Reserve e pode provar
as melhores ostras de sua vida em cidades como Knysna ou Mossel Bay.
Antes
de chegar a Capetown, sua caçada mudará radicalmente de rumo na
região de vinhos do Cabo. É hora de descansar as armas e entregar-se
ao prazer das reputadas vinícolas sul-africanas - todas elas
instaladas em lindas fazendas com sede de aparência holandesa, cujo
estilo ganhou o nome de cape-dutch - e é, indiscutivelmente
encantador. Mas guarde o último disparo para Capetown. A linda
cidade da Table Mountain e do Cabo da Boa Esperança é o troféu
máximo desse safári "off-reserve", aquele que você vai poder
pendurar em cima da lareira e exibir orgulhoso para caçadores menos
afortunados.
Ao
lado, é claro, dos Big Five - se possível, no foco.
Para fazer um
safári
Os
safáris são passeios em reservas de vida selvagem. Você precisa
instalar-se numa delas e há várias formas de fazê-lo: hotéis de
luxo, alojamentos rústicos, tendas (mais ou menos sofisticadas) e
até hospedagem em chalés públicos, mais econômicos. Para informar-se
sobre essa última opção, procure o National Parks Board, tel.:
12/343-1991 ou o
parks-sa.co.za/knp.
O
caminho menos complicado para qualquer safári são as operadoras
especializadas no destino que aparecem no final desta reportagem
(Guia Prático).
Se
puder, dedique pelo menos três dias à inigualável experiência das
caçadas fotográficas. Leve binóculos, máquina fotográfica e roupas
de cores suaves. Os trajes de safári são sempre em tons de bege ou
cáqui, porque os tons fortes podem excitar os animais. Casacos
quentes são indispensáveis para as incursões, que começam no frio da
madrugada e, quase sempre, são feitas em carro
aberto.
Risco?
É praticamente zero. A malária é endêmica no Kruger Park e em outras
áreas no norte do país. É possível minimizar os pequenos riscos de
contrair a doença com um tratamento que você deve iniciar uma semana
antes de viajar. Informe-se com seu médico a esse
respeito.
Texto Ronny Hein
Edição 69 - Julho de
2005
Fonte:
Terra
África do Sul: todas as cores de um país que deu a volta por cima
A bela cidade do Cabo, paisagens exuberantes, safáris
de luxo, vinhos de primeira. A África do Sul, pós-apartheid, é bem
outra
Há duas maneiras de se conhecer a
África do Sul: a selvagem e a civilizada. A primeira começa num
contato com a ancestral África dos animais selvagens. A segunda
geralmente parte da Cidade do Cabo, a mais turística do país, e
percorre um roteiro de lugares surpreendentemente bonitos, cheios de
cor e de vida - mas que carregam sempre uma inevitável sensação de
déjà vu. Isso porque a África do Sul moderna é como dar uma
volta ao mundo. Boa parte dos lugares guarda alguma semelhança com
outros pontos famosos do planeta.
Na
Cidade do Cabo, um brasileiro vai lembrar do Rio de Janeiro, há
baías e praias, um parque urbano e até um bondinho que leva ao topo
de uma montanha. Os paulistas quando passarem por Johannesburgo, vão
se sentir em casa se fizerem uma visita ao centro invadido por
camelôs ou se passearem pelos suntuosos shoppings da cidade. Os
americanos também não ficam de fora. A região portuária de
Waterfront, na Cidade do Cabo, é uma mistura bem bolada do porto de
San Francisco com o Mercado Quincey de Boston.
O lado
urbano da África revela muitas belezas e surpresas quanto ao relógio
do tempo que não apagou as marcas do passado, que podem ser
observadas com uma passada pelo bairro de Soweto, onde a atração é a
antiga casa de Nelson Mandela ou a igreja do ganhador do prêmio
Nobel da paz de 1984, o bispo Desmond Tutu. Outro jeitinho de
visitar o passado é uma viagem a Robben Islannd, ilha-presídio onde
Mandela cumpriu 18 anos de prisão. A história do apartheid é
contada pelos antigos presos políticos.
O outro
lado turístico da ilha, o selvagem, abriga um dos melhores lugares
para fazer safáris, principalmente na região do Parque Krueger ou
numa das reservas da província de Kwazulu-Natal. A palavra safári já
significou uma caçada sangrenta, mas hoje é uma espécie de jogo,
cujo objetivo é avistar os famosos "big five" (os cinco grandes
animais da savana: elefante, rinoceronte, leão, leopardo e búfalo).
Enquanto você não encontra estas feras, pode se entreter com outras
142 espécies de mamíferos e mais de 500 pássaros.
Texto e
Fotos - Vinícius Romanini
Edição 28 / fevereiro de 2002
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