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Como
salvar
o
ano
Essa
pode
ser
uma
época
difícil
para
os
pais:
segundo
semestre,
boletins
com
notas
baixas
e
pedidos
da
coordenação
para
um
acompanhamento
paralelo.
Como
saber
o
que
é
melhor?
A
quem
recorrer?
-
Professora
particular
ou
psicopedagoga?
-
A
questão
pode
ser
maior
-
Uma
visão
mais
ampla
-
Salvar
o
ano
ou
aprender?
Passar
de
ano...
As
famílias,
nesse
momento,
ficam
tão
ansiosas
com
os
resultados
das
avaliações
formais
e
com
a
busca
de
soluções
que,
muitas
vezes,
atrapalham-se
com
os
caminhos.
O
que
importa
é
salvar
o
ano.
Compreensível
que
se
pense
assim,
se
imaginarmos
tudo
aquilo
que
acompanha
uma
repetência.
Mas,
como
cada
caso
é um
caso,
é
necessário
que
se
reflita
sobre
a
situação
específica
da
criança
que
apresenta
dificuldades
de
aprendizagem.
Em
algumas
circunstâncias,
uma
pequena
ajuda
de
outros
profissionais
pode
ser
a
saída.
Porém,
vá
com
calma:
há
ocasiões
em
que
tentar
solucionar
de
forma
rápida
o
problema
pode
significar
agravá-lo.
Professora
particular
ou
psicopedagoga?
Ambos
os
profissionais
têm
atuações
importantes
quando
o
colégio
não
consegue
sanar
as
dificuldades.
Mas
são
indicados
em
situações
diferenciadas.
As
escolas
desenvolvem
seus
conteúdos,
ao
longo
do
ano
letivo,
de
forma
que
um
assunto
desencadeie
outro
e se
entrelace
com
outros
tantos.
Se o
seu
filho
não
foi
bem
porque
não
entendeu
um
determinado
conteúdo,
provavelmente
essa
dificuldade
se
somará
a
outra
no
próximo
bimestre.
O
ideal
é
que
haja
recuperação
do
tema
não
compreendido
tão
logo
se
perceba
a
dificuldade.
Em
alguns
casos,
a
própria
escola
ou
uma
professora
particular
poderá
resolver
a
questão.
Aqui
cabe
analisar
se a
criança,
de
maneira
geral,
tem
um
bom
desenvolvimento
e se
é a
primeira
vez
que
apresenta
baixo
desempenho
acadêmico.
Cabe,
também,
averiguar
se
não
conseguiu
um
bom
aproveitamento
em
determinada
matéria
ou
num
conjunto
de
matérias
afins.
Esses
dados
farão
diferença
no
tipo
de
recuperação
que
se
recomenda
e em
seu
tempo
de
duração.
É
importante
que
os
pais
se
conscientizem
de
que
o
professor
particular
e a
psicopedagoga
são
profissionais
com
formações
distintas
e,
portanto,
com
atuações
diferenciadas.
A
professora
particular
é
uma
especialista
da
área
a
ser
recuperada.
Sua
ação
é
indicada,
normalmente,
quando
as
questões
são
mais
técnicas,
bem
localizadas,
de
rápida
resolução,
quando
um
ou
outro
conteúdo
foi
perdido,
em
função
de
qualquer
eventualidade
ou,
em
alguns
casos,
quando
a
dificuldade
está
centrada
numa
disciplina.
Um
trabalho
que
deveria
ser
realizado
a
curto
prazo.
A
questão
pode
ser
maior
Uma
criança
ou
jovem
que
teve
um
baixo
rendimento
no
primeiro,
segundo
e
terceiro
bimestres,
provavelmente
não
conseguirá
recuperar
o
conteúdo
perdido
e,
ainda
por
cima,
corresponder
ao
quarto
bimestre.
Aulas
particulares
não
adiantarão
se o
aluno
se
detiver
apenas
ao
assunto
que
será
cobrado
na
última
avaliação.
É
necessária
a
retomada
da
matéria
a
partir
do
momento
em
que
começou
a
apresentar
sua
dificuldade.
Importante
estar
atento
às
razões
que
levaram
o
aluno
a
não
responder
satisfatoriamente
ao
conteúdo
em
sala
de
aula
e à
maneira
como
seu
professor
ensinou.
Esse
é um
indicador
de
que
ele
pode
necessitar
de
uma
outra
forma
de
abordagem,
do
uso
de
outra
metodologia.
Em
alguns
casos,
a
defasagem
é
proveniente
do
ano
anterior.
Há,
então,
necessidade
de
se
retomar
um
longo
percurso,
reconstruindo
toda
essa
trajetória
numa
seqüência
lógica
e
encadeada,
a
fim
de
que
se
recupere
o
que
foi
perdido.
Uma
visão
mais
ampla
Nessas
circunstâncias,
muitas
vezes,
entra
em
cena
a
psicopedagoga
por
ter
uma
formação
diferenciada.
Sua
preocupação
é o
ser
que
aprende,
sua
grande
meta
é
trabalhá-lo
com
o
objetivo
de
torná-lo
autor
de
seu
processo
de
aprendizagem.
Mais
que
o
mero
conteúdo,
é
levado
em
conta
como
o
aluno
se
relaciona
com
o
saber
em
qualquer
área
do
conhecimento.
Para
tal
irá
trabalhar
com
o
desenvolvimento
de
habilidades
tais
como
raciocínio
lógico,
linguagem
oral
e
escrita,
entre
outras.
Essa
profissional
é de
grande
auxílio
quando
a
escola,
ao
esgotar
todos
os
recursos,
busca
outras
formas
de
atuação.
Por
meio
de
uma
avaliação
psicopedagógica
(que
inclui
a
reconstituição
da
vida
da
criança
e a
avaliação
nas
áreas
pedagógica,
cognitiva,
afetivo-social
e
corporal),
ela
tem
condições
de
detectar
a
origem
da
dificuldade
e os
desvios
ocorridos,
a
fim
de
orientar
a
família
sobre
a
terapia
mais
indicada.
Salvar
o
ano
ou
aprender?
É
necessário,
embora
difícil,
que
os
pais
percebam
seu
filho
sob
o
ponto
de
vista
do
aprendiz
e
não
somente
por
suas
notas.
O
que
ele
está
conseguindo
compreender
e
produzir
de
forma
significativa?
Tem
crescido
com
autonomia?
Está
envolvido
com
seus
trabalhos
escolares?
Encontramos
inúmeras
famílias
alimentando
o
pensamento
de
que
salvar
o
ano
é
tirar
determinada
nota
que
favoreça
seu
filho
e
evite
a
repetência.
E a
sua
aprendizagem?
Ele
pode
passar
de
ano,
mas...
como
será
o
próximo?
Até
onde
a
criança
ou o
adolescente
conseguirá
driblar
a
defasagem
na
matéria?
Todo
conhecimento
necessita
de
um
tempo
para
amadurecer
e se
transformar
em
saber...
e os
tempos
são
diferentes
para
cada
um.
Aprender
significa
mais
do
que
ir
bem
nas
provas
formais,
realizadas
pela
escola.
O
conhecimento
é
instrumento
que
nos
habilita
à
inserção
social
e
nos
garante
a
sobrevivência
com
dignidade
e
qualidade
de
vida.
Nesse
sentido,
o
que
deveria
ter
peso,
mais
do
que
passar
ou
não
de
ano,
é a
forma
como
a
criança
se
relaciona
com
o
conhecimento
e se
tem
condições
de,
competentemente,
viver
com
adequação
e
sabedoria.
Por
isso,
só a
informação,
adquirida
para
cumprir
um
programa,
não
basta.
Torna-se
mecânica,
esvaziada
de
sentido
e,
brevemente,
esquecida.
O
que
fará
toda
a
diferença
é
como
seu
filho
a
elabora
e a
transforma
em
aprendizagem.
*Norma
Leite
Brandão
é
pedagoga
e
educadora
da
VERCRESCER
assessoria
educacional.
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