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Há
pais que abrem o boletim
do filho como se
estivessem com uma carta
bomba nas mãos. É o seu
caso? Relaxe. Notas nem
sempre mostram o potencial
da criança. Veja aqui
como conviver com a avaliação
escolar sem estresse.
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Nota não é punição
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O peso do investimento
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Meu filho não é gênio!
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Pais nota 10
Uma
das tarefas mais difíceis
da escola refere-se à
avaliação. Pode ser
expressa com conceitos, números
ou letras. Atribuir nota
às crianças ou aos
adolescentes é sempre
complexo. Sabe por quê?
Eles não são depósitos
de informações passíveis
de serem medidas e
calculadas
matematicamente.
Seu filho é mais: tem
desejos, ansiedades,
predisposição a
determinadas áreas e
desinteresse por outras ou
pode, simplesmente, estar
atravessando momentos difíceis
e especiais.
Questões como estas fazem
diferença quando pensamos
nas notas tradicionais,
resultantes de avaliações
formais que, muitas vezes,
causam angústia e frustração.
Nota
não é punição
No
processo de aprendizagem e
avaliação há mais do
que conteúdo acadêmico a
ser levado em conta:
habilidades desenvolvidas,
o prazer pelo trabalho, a
colaboração entre os
colegas, as tarefas
cumpridas no tempo pedido
e a autonomia conquistada
durante as atividades.
Elementos que dependem de
uma apurada observação e
intervenção do
professor.
Avaliar é levar em conta
um processo maior do que o
resultado de uma prova ou
de uma atividade escolar.
Nesse percurso, muitas
vezes entra em jogo o próprio
trabalho desenvolvido pelo
educador. Exige
sensibilidade, autocrítica
e discernimento.
Por isso, não fique tão
inquieto com notas e
conceitos. Não veja o
boletim como o retrato numérico
de seu filho. É apenas a
constatação de como ele
está assimilando informações
num determinado momento.
O
peso do investimento
O
valor atribuído pelos
pais às notas não deve
ganhar a proporção do
dinheiro investido. Que
tal refletir de forma mais
ampla e crítica sobre o
que a escola tem oferecido
ao seu filho para que os
resultados da aprendizagem
sejam expressivos? Muitas
vezes ela apresenta um
projeto pedagógico
aparentemente moderno, mas
seu sistema de avaliação
é obsoleto, não
atendendo às necessidades
atuais.
Há, inclusive, uma busca
constante pelo melhor método
de avaliação que esteja
adequado às novas
propostas educacionais.
Avaliação é apenas mais
um instrumento da
aprendizagem, não de punição.
Portanto, vale ponderar
sobre o conceito de que os
resultados mais
importantes não são as
notas, apesar do
investimento de boa parte
da renda mensal da família
na educação.
Meu
filho não é gênio!
Einstein
também não tinha bons
desempenhos na escola. Você sabia?
Os exemplos são inúmeros.
Você já deve ter ouvido
falar de casos de
profissionais com sucesso
e reconhecimento que nos
bancos escolares foram
alunos medianos, alguns até
com notas baixas,
rendimento medíocre, como
se a instituição não
conseguisse lidar com sua
forma de pensar, de ser e
de agir. Isso não ocorre
por acaso.
Para os adolescentes, a
carga parece ser mais
pesada ainda. A família
preocupada, vê-se diante
da tradicional pergunta:
será que, com essas
notas, ele estará
preparado para um
vestibular? Nada mais
precipitado e angustiante.
Nada mais injusto num
momento em que o próprio
processo seletivo das
universidades vem se
alterando.
Ora, com tantas questões,
é importante que você
contenha sua ansiedade
diante de uma avaliação
que nem sempre traduz os
resultados de seu filho da
melhor forma. Não, não
se trata de desvalorizar a
avaliação, mas de colocá-la
no devido lugar.
Pais
nota 10
Fazer
a criança entender que a
avaliação não é o
objetivo maior, mas o
resultado natural de seu
trabalho diário parece
ser o ponto de partida.
Acompanhar seu filho nas
tarefas escolares
diariamente é de grande
valia e pode ser muito
divertido; além de
aproximá-lo ainda mais
das experiências vividas
pelo filhote. Não há dúvida
de que isto reverterá em
resultados mais satisfatórios
do que uma cobrança às vésperas
da prova.
A observação constante dá
pistas importantes do
quanto a escola está
conseguindo despertar no
aluno o prazer pelo
conhecimento. Na falta
dele, não hesite em
checar os reais motivos.
Trocar idéias com
professores e
coordenadores é sempre
saudável e previne questões
futuras.
* Norma Leite Brandão
é pedagoga e educadora da
VERCRESCER assessoria
educacional.
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