Lições estudadas, lições
aprendidas!
O dilema das tarefas
escolares...
As tarefas escolares
sempre foram motivos de
discussão entre todos os
atores envolvidos na
função de educar e
formar crianças. Não
existe consenso a
respeito da sua validade
e importância, visto
suas implicações para
educadores, pais e
alunos. Neste artigo,
porém, vamos nos dedicar
ao olhar do educador,
aquele que normalmente
defende sua aplicação e
por isso considerações
merecem ser apresentadas
para uma reflexão.
Tema quase tão
antigo quanto à própria
escola, a lição de casa
se tornou, nos últimos
anos um fardo pesado
demais e, por isso
mesmo, indesejado e
desdenhado pelos
estudantes e até por
alguns professores.
Assim mesmo temos que
considerar que sua
existência é necessária.
O suporte de atividades
que são desenvolvidas em
casa, como
complementação de
explicações e trabalhos
realizados em sala de
aula não pode ser
desprezado por ninguém.
Sabemos que as crianças,
adolescentes e até mesmo
os jovens precisam de
algum tempo para o
desenvolvimento de
atividades que dê aos
mesmos satisfação e
prazer depois das aulas.
Praticar esportes,
reunir-se com amigos,
escutar música, assistir
televisão, conectar-se a
internet, jogar games no
computador, ler ou
simplesmente descansar
após o desfecho do dia
escolar é e deve ser
permitido. O que se
espera é que depois
desse tempo utilizado
para a satisfação
pessoal, os estudantes
se organizem para que
pouco tempo consigam
fazer a lição de casa –
lendo os materiais
sugeridos pelos
professores, realizando
exercícios propostos,
pesquisando recursos
adicionais aos temas de
aula, desenvolvendo
atividades
complementares ou ainda
fazendo trabalhos em
grupo. (João Luís
Almeida Machado, Editor
do Portal Planeta
Educação)
Continuando nas
indagações provocativas:
quem realmente propõe as
“tarefas de casa” no
contexto escolar? Será
que realmente esse papel
é de total
responsabilidade do
professor? Em primeiro
lugar porque elas
parecem ser uma espécie
de instrumento sagrado
nas escolas,
oficialmente
incorporado. Em segundo
lugar, levando-se em
consideração que a
tarefa escolar é uma
extensão daquilo que é
feito em sala de aula,
será que ela vem
orientando ou
desorientando as
crianças no que diz
respeito à aquisição de
novos conhecimentos?
É notório nas
escolas, principalmente
nas reuniões com
professores, posições no
mínimo contrastantes em
relação às tarefas de
casa: há aqueles que
acreditam existir uma
sobrecarga exagerada de
tarefas, o que
dificultaria que as
crianças cumprissem
todas as atividades de
enriquecimento escolar
fora da sala de aula.
Outros, ao contrário, na
tentativa de evitar o
que chamam de
“ociosidade” da criança,
defendem o aumento
quantitativo dessas
tarefas. Os professores,
frente a essas posições,
sentem-se desorientados
quanto à quantidade de
atividades que devem
propor, quais critérios
devem contemplar, bem
como quanto ao tipo de
atividades que devem
solicitar. É nesse
cenário, permeado de
tensões que esse artigo
se inscreve, revelando
quais são as funções e
as imagens das tarefas
presentes naqueles que
compõem o cenário
escolar: professores,
coordenadores ou
supervisores, diretores,
alunos e pais.
Indagações que funcionam
como alavanca para
descobrir até que ponto
as tarefas escolares
assumem ou não papel
significativo dentro da
escola.
Primeiramente é
preciso que as tarefas
ou deveres não sejam
apenas repetições de
conteúdos aprendidos em
sala de aula. Os alunos
devem ser instigados a
ir além das informações
dadas na escola. As
proposições de
atividades para casa
devem ser
interdisciplinares e
formatadas como pequenos
e rápidos projetos. O
que quero dizer com
isso? Use arte,
linguagem, mídias
diferenciadas (como o
cinema, a música ou
gráficos e tabelas),
textos de outras
disciplinas, jogos e
situações da vida real
para ilustrar as
atividades ou como
fontes de consulta.
Abuse das novas
tecnologias como suporte
para pesquisas (mas
preste sempre atenção no
que lhe é entregue para
não levar gato por
lebre, ou seja, nunca
aceite o “copiar e
colar”). Indique livros
e artigos de jornais e
revistas como subsídios
a serem lidos e
incorporados as tarefas.
Peça pesquisas de campo
e entrevistas. As lições
de casa têm que ser
desafiantes e ousadas,
devem dar trabalho e
levar a construção do
conhecimento. O formato
final das tarefas também
não pode ser o de
sempre. As tarefas podem
virar cartas, e-mails,
jornais, rádio-novelas,
histórias em quadrinhos,
músicas, filmes,
dramatizações, roteiros,
jogos de tabuleiro,
apresentações em
PowerPoint, tabelas de
Excel e tantas outras
produções que continuar
sempre pedindo respostas
a questionários é
realmente um desperdício
de tempo e de potencial
criativo. Valorizar as
produções e dar destaque
a quem se esforçou para
trazer os melhores e
mais criativos trabalhos
também é parte do
trabalho dos educadores.
Ao invés de somente
criticar e reclamar de
quem não fez a tarefa,
valorize aqueles que se
interessaram e foram
atrás. Quanto aos que
não fizeram, notifique
as famílias, demonstre
que para você a
realização dos deveres
ou tarefas era parte
importante do
aprendizado, converse
com os alunos sobre a
questão, informe a
coordenação e a
direção... (João Luís
Almeida Machado, Editor
do Portal Planeta
Educação)
Concluindo,seguimos
com algumas dicas para o
professor orientar o
trabalho com alunos e
pais, com relação às
tarefas escolares.
Dicas e
Orientações para os
Alunos
Organização
e Execução das Tarefas
-
- Anote sempre as
tarefas solicitadas
pelo professor na
agenda ou caderno.
-
- Procure fazê-la
com muita atenção e
dedicação, pois a
tarefa é a melhor
forma de fixar os
conteúdos
aprendidos.
-
- Toda vez que
tiver tarefa faça-a
no mesmo dia, não
espere a véspera ou
o dia da próxima
aula para
executá-la, evitando
acúmulos e
facilitando a
fixação do conteúdo
dado.
-
- Fique sempre
atento no horário de
aula porque assim
você irá se
organizar melhor e
não esquecerá de
fazer a tarefa.
-
- No caso de
faltar às aulas,
entre em contato com
os colegas a fim de
tomar conhecimento
do conteúdo perdido
e das tarefas
solicitadas pelo
professor.Caso a
escola onde você
estude tenha serviço
on line acesse a
internet.
Na escola,
na sala de aula...
Como
aproveitar melhor as
aulas
-
- O segredo do
sucesso é a vontade,
o desejo de fazer da
aula um momento
muito gostoso e
interessante. Se
envolva nas aulas,
participando e
executando todas as
atividades
solicitadas pelo
professor.
-
- Aproveite sempre
os conceitos antigos
para construir o
novo. Muitas vezes o
que o professor está
explicando em sala
de aula você já
ouviu falar ou leu
alguma coisa sobre o
assunto em algum
lugar; faça essa
relação com o
conteúdo e com isso
enriquecerá seu
aprendizado.
-
- Fique muito
atento no diálogo do
professor, em sua
explicação, uma aula
bem aproveitada
representa muito
menos tempo de
estudo para um
resultado muito mais
eficiente.
-
- Questione
sempre, pergunte;
faça de cada
resposta o estímulo
para nova pergunta.
Não se intimide com
os colegas, se
preferir, após a
explicação chame o
professor até sua
carteira para que
ele possa tirar suas
dúvidas.
-
- Procure em casa
rever, de maneira
resumida, as aulas
dadas em sala. Você
dará uma “aula” para
você mesmo sobre os
assuntos mais
importantes das
aulas recebidas.
-
-
Agora vamos
colocar tudo isso em
prática. Acredite em
você.
Orientações
para os Pais
É fundamental que a
família acompanhe seus
filhos quanto ao
cumprimento dos deveres
e obrigações, em alguns
momentos eles precisarão
do auxílio dos pais na
execução da tarefa e é
necessário que essa
ajuda seja dada (mas não
podemos esquecer que
ajudar não significa
fazer por eles).
Sabemos que hoje a
grande maioria dos pais
trabalha e só irão ter
contato com os filhos no
final do dia, mas apesar
do cansaço e algumas
vezes do aborrecimento
no trabalho, nós pais
precisamos acompanhar de
perto a vida escolar de
nossos filhos,
procurando saber como
foi o dia na escola e
verificando se os mesmos
fizeram todas as
atividades propostas
pelos professores.
Elisete
Oliveira Santos Baruel
Pedagoga e Relações
Institucionais do Portal
Planeta Educação;
Especialização
Pedagógica na Área da
Aprendizagem (USP);
Extensão Universitária
do Programa de Filosofia
para Crianças (UNITAU);
Cursando MBA em Gestão
em Educação e Novas
Modalidades de Ensino.
Sheila
Cristina de Almeida e
Silva Machado
Graduada em Pedagogia;
Especializada em
Orientação Educacional;
Pós - Graduada em
Psicopedagogia; Atua
como Orientadora
Educacional no Instituto
de Educação Renascença.