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Por:
Olimpio Araujo Junior*
O
seqüestro de carbono faz parte do Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo (MDL) proposto na
Convenção de Clima, aprovada na RIO 92 e
ratificada por centenas de países, em Kioto
(1997), onde ficou definido o compromisso de
redução de 5,2% (média) das emissões, e
que entrou em vigor no dia 16 de
fevereiro de 2005, sem a participação dos
Estados Unidos, que se negaram a ratificá-lo.
Ele consiste na captura e fixação do gás
carbônico (CO²) pelas plantas, que associado
com outros elementos, resulta em substâncias
complexas, dentre as quais a própria madeira.
Normalmente, as florestas maduras vivem em
equilíbrio, absorvendo gás carbônico e
emitindo oxigênio por meio da fotossíntese,
já as florestas em crescimento, aumentam a
massa incorporando mais gás carbônico, que
é transformado em celulose.
Mas o seqüestro de carbono também possui
pontos fracos. Novas florestas servem como
sumidouros naturais de gás carbônico, porém,
o processo pode ser temporário, pois se essas
florestas forem derrubadas e transformadas em
matéria prima, um dia a madeira apodrecerá
ou será queimada quando usada como combustível,
e então o gás carbônico é novamente
liberado para atmosfera.
Em um estudo feito na Inglaterra pelo renomado
Hadley Center, o mesmo adverte para o fato de
que o simples plantio de florestas pode não
levar a um balanço positivo no sequestro de
carbono da atmosfera, se houver alterações
no clima da região do plantio (por causa de
desmatamento, mudanças no uso da terra,
etc.), o sequestro do carbono pode não
ocorrer ou ser inferior ao nível liberado.
Também não serão alcançados os resultados
esperados, se decidir-se plantar florestas em
lugares inadequados para elas, em termos de
clima ou bioma, por exemplo, araucárias na
Amazônia.
O aumento do “efeito estufa”, tornou
urgente todos os programas e propostas,
destinados a seqüestrar carbono da atmosfera.
A necessidade de reflorestamento com este
objetivo não tem limites quantitativos. A
obrigatoriedade da reposição florestal,
atualmente recai sobre as atividades que
consumem, exploram, utilizam e transformem matéria-prima
florestal, e que emitem de CO² (Gás carbônico)
através de seu processo produtivo.
A redução da emissão de poluentes pelas indústrias
gera um custo muito alto em equipamentos e
tecnologias. Valores que nem sempre a indústria
pode pagar. Para compensar os altos custos da
redução das emissões, por empresas
poluentes, para que não tenham seus projetos
industriais potencialmente inibidos, seriam
regulamentados projetos de preservação ou
recuperação da vegetação do planeta.
Assim, seriam necessários programas de
reflorestamento, preservando ou restaurando a
vegetação, compensando com a apreensão do gás
carbônico as emissões poluentes das empresas
participantes.
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*O
autor é Geógrafo-ambientalista; Diretor
de Comunicação da Rede de Comunicação
Ambiental EcoTerra Brasil mailto:oaj@ecoterrabrasil.com.brFones Fones:
(41) 232 6700 ou (41) 9212 7266
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