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  Educação ambiental para crianças

Conscientizar crianças de escolas públicas da importância de cuidar da natureza foi a forma que a estudante de Psicologia Juliana Machado encontrou para estagiar na profissão


Publicado no Universia Brasil em 15/07/2004 às 10:21

          Utilizar um projeto de extensão universitária para aproximar-se da realidade de sua profissão foi o que motivou a estudante de Psicologia, Juliana Mendes Machado, 20 anos, a fazer parte do Floresce Tubarão, projeto de educação ambiental proposto pela  Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), a ser desenvolvido com crianças de escolas públicas da cidade de Tubarão no estado de Santa Catarina.

          Estudante do sexto semestre, Juliana queria mais de seu curso. Além da teoria adquirida em sala de aula, a jovem pretendia desenvolver na prática um trabalho com as crianças da comunidade. "Quando soube do projeto de educação ambiental logo me entusiasmei", conta. Por intermédio de amigos que conheciam, a aluna procurou a Gerência de Extensão da Universidade, departamento responsável pelo projeto, e fez sua inscrição.

          O trabalho de Juliana com as crianças de 1ª a 8ª séries das escolas públicas começou em janeiro de 2003 quando a iniciativa tinha apenas alguns meses de existência. Hoje, a jovem é uma das monitoras que auxilia novos estudantes no trabalho em campo. "Como monitora dou orientações sobre coleta seletiva de lixo e consumo consciente de energia e água. Também repasso aos novos estudantes da Unisul tudo que deve ser ensinado e trabalhado com as crianças em sala de aula", explica.

          Apesar de contar com a orientação das professoras e coordenadoras do projeto Débora Verani e Leila Goulart para a criação das atividades realizadas junto às crianças, Juliana conta que são os próprios estudantes que colocam a mão na massa. "Somos nós quem confeccionamos as brincadeiras conforme vamos conhecendo melhor as crianças. Corremos atrás de livros e inventamos boa parte das atividades. Com isso, apesar do trabalho estar marcado para acontecer apenas três vezes por semana ele sempre acaba exigindo um pouco mais de tempo", diz.

          Juliana conta ainda que o termômetro das atividades é a reação de seus pequenos alunos. "Às vezes eles não se mostram muito interessados em determinadas atividades, então somos obrigados a começar do zero. O que serve de aprendizado para todos nós também", lembra.

          Todo o trabalho desenvolvido nas escolas é feito em duplas. Estudantes de Psicologia dividem espaço com jovens das áreas de Pedagogia, Ciências Biológicas e Agronomia. O objetivo é justamente esta união de conhecimentos específicos para formar uma equipe cada vez mais integrada e multidisciplinar. "Com essa mescla de áreas acabamos somando conhecimentos para conseguir um trabalho mais eficiente", afirma Juliana.

          Após um ano e meio fazendo parte do projeto de educação ambiental da Unisul, a estudante afirma que as mudanças em sua vida foram muitas e todo o aprendizado adquirido só deixou mais forte dentro dela a questão da responsabilidade social e compromisso com o próximo. "É muito gratificante ver os resultados de um trabalho que você começou a semear. Com o tempo, eles surtem efeito e você percebe que fez a diferença para alguém, principalmente quando se lida com crianças", diz.

         Entre as atividades de maior destaque, Juliana cita o programa de coleta seletiva de lixo e a plantação de mudas de árvores. Ambos foram um sucesso quando implementado pelas crianças e pela própria comunidade local. "Demos uma palestra na escola sobre coleta seletiva e, após algum tempo, a comunidade onde a instituição está situada passou a separar o lixo para reciclagem. Quanto ao programa das mudas, as próprias crianças sentiram-se motivadas a plantá-las devido à grande importância que demos às árvores durante as palestras", conta.

          A estudante relata que trabalhar com as crianças pode ser o maior incentivo para que novos jovens participem de iniciativas como esta. "No início, os pequenos podem mostrar-se um pouco distantes, mas à medida que vão te conhecendo passam a ser super receptivos. Este retorno é muito gratificante", conta. Além disso, na visão de Juliana, a integração com alunos de outras áreas e o trabalho em equipe são pontos positivos deste tipo de atividade. "Com certeza minha capacidade de me comunicar e falar em público melhorou muito desde que ingressei no projeto justamente por este convívio. Felizmente, só tenho o que comemorar", encerra.

Fonte: www.universiabrasil.net

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