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O rio Amazonas
joga no oceano Atlântico, por segundo, seis bilhões de água
doce - ou um litro de água por segundo para cada habitante
da Terra. Em um minuto e meio são 90 litros de água por
pessoa - quantidade mais do que suficiente para suprir as
necessidades básicas de um dia. Neste milênio que começa, a
água potável, essencial para a vida e que começa escassear
em algumas partes do planeta, será disputadíssima - razão
até para guerras no futuro.
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Amazônia Internacional |
A Amazônia dispõe de um quinto da água do planeta, além de
ser o maior banco genético e a maior floresta tropical da
Terra. O seu subsolo abriga riquezas incalculáveis que só a
partir da década de 70, com o advento dos satélites,
começaram a ser conhecidas e mapeadas pelos países ricos -
exatamente os que dominam a tecnologia espacial e já
destruíram há muito sua biodiversidade em nome do progresso.
Hoje há uma pressão imensa desses países ricos, organizados
no grupo dos sete países mais desenvolvidos (G-7: Estados
Unidos, Canadá, Inglaterra, Itália e Japão), pela
internacionalização dos recursos naturais da Amazônia que,
segundo campanha que desenvolvem junto à opinião pública
mundial, pertenceriam à Humanidade - não aos nove países
sul-americanos que abrigam a floresta em seus territórios.
A ofensiva pela internacionalização da última grande área
disponível no planeta para ocupação humana e exploração
econômica está cada vez mais agressiva, exigindo reação
conjunto dos países pan-amazônicos.
O governo dos Estados Unidos decidiu, em 1995, que ameaças
aos direitos humanos e ao meio ambiente em qualquer parte do
mundo são passíveis de intervenção militar por parte de suas
forças armadas.
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Patrick Hughes |
O general norte-americano Patrick Hughes afirmou
publicamente, em 1998, sem meias palavras: "Se o Brasil
quiser fazer um uso da Amazônia que ponha em risco o meio
ambiente dos Estados Unidos, precisamos interromper esse
processo imediatamente.". Declaração que se somou à palavra
do vice-presidente de Bill Clinton, Al Gore, de que, "ao
contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é
deles, mas de todos nós"; e a da secretária de Estado,
Madeleine Albright:
"Quando o meio ambiente está em perigo, não existem
fronteiras.".
O ex-governador Gilberto Mestrinho, defensor intransigente
de que os recursos naturais da Amazônia sejam utilizados em
benefício dos brasileiros que habitam a região, tem certeza
de que está em andamento uma campanha
para desmoralizar o Brasil e avançar sobre as riquezas da Amazônia. Ele contesta os números disponíveis sobre o
desmatamento, discorda da atuação das
ONGs, critica a omissão de
Brasília diante do problema e não tem dúvidas de que a potência
hegemônica do mundo, que construiu oleodutos para usufruir do petróleo
do Alasca, terá muito menos dificuldades para levar para o Norte a
água que o rio Amazonas despeja no mar, tornando-o doce até 320
quilômetros de sua foz.
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