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Meio Ambiente/El
Niño/
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Os primeiros registros de El Niño foram feitos no século
XVI pelos Incas e colonizadores espanhóis, que citam em
documentos a ocorrência de fortes chuvas, alagamentos
provocado pelo transbordamento de rios e viagens de duração
de dois anos que foram feitas em poucos meses devido a
fortes ventos.
Mas o fenômeno é mais antigo. Avaliações paleontológicas
e levantamentos arqueológicos, como análise de cores
de sedimentação do gelo e anéis de crescimento das árvores
mostram que o El Niño já se manifestava há seis mil
anos.
Apesar de se formar perto da costa do Peru, o El Niño
tem conseqüências em todo o mundo, com os maiores
efeitos concentrados na América do Sul e Austrália. O
evento de 82/83 causou enchentes e tempestades nos
Estados Unidos, seca no México, América Central, sul e
norte da África, além da Península Ibérica,
enchentes na Europa Oriental e chuva intensa no sul da
China.
A principal característica do El Niño é a mudança de
sentido do vento que sopra entre o Equador e a Indonésia.
Em situação normal, os ventos alísios vão em direção
leste, impulsionando a água quente para as regiões próximas
à Austrália. Por motivos ainda desconhecidos, esses
ventos diminuem a sua intensidade, fazendo com que a
corrente marinha retorne em direção à América do
Sul.
A massa de água quente acumulada do lado leste do
continente propicia a formação de nuvens, que causam
chuva intensa principalmente nos países próximos à
linha do Equador. Em Lima, no Peru, por exemplo, o índice
pluviométrico aumenta de quatro para 800 milímetros
anuais. A energia liberada pela chuva torna a atmosfera
mais aquecida, o que faz com que o ar leve suba,
descendo no Norte e Nordeste brasileiros, bloqueando a
formação de nuvens nas regiões.
Ainda
não foi totalmente demonstrado porque o El Niño
provoca no Sul situação climática oposta à das regiões
Norte e Nordeste, ou seja, enchentes. É possível que
um pouco do ar que sobe não vá só para o Nordeste e
siga também em direção Sul. Lá, esse ar se junta ao
vento forte (que sopra mais perto dos pólos),
aumentando a força dos jatos e fazendo com que as
frentes frias parem no Sul do Brasil.
A explicação também pode estar na própria incidência
de chuva na região equatorial leste. O El Niño provoca
chuva nas cabeceiras dos rios que passam pela região
Sul. Em 82 e 83, o fenômeno trouxe enchentes para cerca
de 95% do estado de Santa Catarina.
No Nordeste, a atuação do El Niño depende das condições
do oceano Atlântico. A água mais quente ao sul da
linha do Equador, e a mais fria ao norte favorecem a
chuva na região semi-árida do Nordeste, formada pelo
norte e leste do Piauí, estados do Ceará, Rio Grande
do Norte, sertão da Paraíba e do nordeste de Alagoas,
Sergipe e Bahia. É preciso observar o comportamento da
bacia do Atlântico Intertropical para avaliar se haverá
chuva ou não.
Fonte:
Ambiente
Brasil
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Entenda
finalmente o que é o El Niño e a La Niña
O fenômeno ENSO, comumente conhecido como El
Niño é um dos fenômenos meteorológico mais
perigosos do sistema
atmosfera-oceano, provocando secas em algumas regiões e
chuvas intensas em outras. O nome foi dado por moradores
locais da costa do Equador e norte do Peru e significa o
menino, devido seu aparecimento ser próximo da
época do Natal.
O ENSO é basicamente o aquecimento marcante das
águas da superfície do leste do oceano Pacifico.
Soltem
Oscillation (SO) = Oscilação Sul é uma mudança na
pressão do ar na superfície entre Darwin, na Austrália
e Tahiti (Polinesia Francesa). Quando pressão está
alta em Darwin, estará baixa no Tahiti e vice-versa. Há
mais ou 50 anos, os cientistas observaram que a oscilação
sul e o El Niño, faziam parte no mesmo evento.
Durante a permanência do fenômeno El Niño
(episódio quente), os bolsões de pressões mais baixa
que o normal, são observados sobre o leste do Pacifico
(costa oeste da América Sul), onde as águas da superfície
ficam acima da média climatológica (normalmente são
mais frias) e as pressões mais altas são observadas no
oeste do Pacifico, sobre a Indonésia e Norte da Austrália,
onde as temperaturas das águas da superfície do oceano
tornam-se mais frias (em situação normal, são mais
aquecidas). As temperaturas no leste do Pacifico
atingem o seu pico durante o outono do ano seguinte,
depois começam a diminuir gradativamente durante do
inverno para a primavera. Entretanto seus efeitos ainda
podem ser sentidos ao redor do globo. Antes de atingir a
intensidade máximo, seus efeitos já podem ser sentidos
com seca na Austrália e Indonésia e chuvas abundantes
sobre a costa do Peru e Equador, enquanto que em outras
localidades mais afastadas do Pacifico tropical, as
mudanças climáticas só são sentidos após seu pico,
por exemplo nos USA.
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Seus
efeitos ao redor do globo são:
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Secas que contribuem para a ocorrência de
incêndios na Indonésia, leste da Austrália e
Nova Guiné.
-
Chuvas abaixo da média climatológica sobre sul-oeste da África
-
Na América do norte os maiores impactos ocorrem
durante o inverno e início da primavera. Águas
quentes na costa oeste dos USA, resulta no
aparecimento de espécies marinhas. O El Niño
diminui o número de furacões formados sobre o
oceano Atlântico.
-
O inverno torna-se menos frio no norte dos USA,
oeste do Canadá e Alasca. As tempestades
tropicais tendem ser mais intensas sobre o golfo
do México e na costa sudeste dos Estados Unidos .
O fenômeno passa a se chamar La Niña
(episódio frio), quando temperaturas mais frias e
pressões mais altas que o normal, são observadas
sobre o leste do oceano Pacifico e temperaturas
mais quente e pressões mais baixa que o normal são
encontradas sobre a Indonésia e norte da Austrália.
Durante a permanência do El Niño e La
Niña, as características do padrão atmosférico
sofrem mudanças significativas. As tempestades e
os sistemas frontais sofrem desvios em relação
à normal, resultando em anomalias de temperaturas
e precipitação em algumas regiões.
Os efeitos, do fenômeno El Niño,
observado no Brasil são: chuvas abundantes (acima
da normal) durante o verão e o outono nas regiões
Sul e Sudeste do país, devido a persistência dos
sistemas frontais sobre aquelas regiões. As secas
são observadas de fevereiro a maio no norte da
região Nordeste do país.
Os efeitos causados pelo fenômeno La Niña
são pouco conhecidos. Sabe-se pelos eventos
passados que sua presença foi mais marcante sobre
o sul e nordeste do Brasil. Ocasionaram chuvas
abaixo da normal, e em alguns anos foi também
observado longo período de estiagem, no sul
do Brasil e chuvas abundantes na região.
Nordeste, especialmente o extremo norte desta região
durante o verão. No restante do país os parâmetros
meteorológicos se mantiveram próximo à normal,
as vezes ocorrendo grande variabilidade nas
precipitações e temperaturas.
fonte:
Weather
System
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