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Antártica

Imagem: Guia Geográfico

Pingüins são aves marinhas, sem vôo, que se alimentam principalmente de pequenos peixes. As 18 espécies vivem em vários lugares do Hemisfério Sul. Além da Antártica, pode-se encontrá-los na África e América do Sul, incluindo Falklands e Galápagos. Atingem de 35 cm a 115 cm de altura, dependendo da espécie. Na foto, pinguins adelie, uma das quatro espécies de pingüins que habitam a Antártica

Imagem: Guia Geográfico

O continente da Antártica, em imagem elaborada pela NASA.

 

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

 

          A Antártica ou Antártida (do grego antarktikos, "oposto a ártico"), (ambos os termos no Brasil) ou Antárctida (em Portugal) é o mais meridional dos continentes e um dos menores, com uma superfície de catorze milhões de quilômetros quadrados. Rodeia o Pólo Sul, e por esse motivo está quase completamente coberto por enormes geleiras (glaciares), excepção feita a algumas zonas de elevado declive nas cadeias montanhosas e à extremidade norte da Península Antártica. Sua formação se deu pela separação do antigo supercontinente Gondwana e seu resfriamento aconteceu nos últimos quarenta milhões de anos.

          Possui baixa precipitação no interior, mas não pode ser considerado o maior deserto do planeta devido às baixas taxas de evapotranspiração (a quantidade de água que poderia evaporar numa dada região). Como tal, apenas espécies muito adaptadas como pinguins e musgos conseguem sobreviver.

Juridicamente, a Antártica está sujeita ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações que reivindicavam territórios no continente (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido) concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.

Por esse motivo, e pela dureza das condições climáticas, não tem população permanente, embora tenha uma população residente de cientistas e pessoal de apoio nas bases polares, que oscila entre mil (no inverno) e quatro mil pessoas (no verão). Apenas lá moram provisoriamente os cientistas em base de investigação.

          Como não há povos nativos da Antártica, a sua história é a da sua exploração. É muito provável que os povos de regiões próximas ao continente tenham sido os primeiros a explorá-lo: os povos Aush da Terra do Fogo, por exemplo, falam sobre o "país do gelo" e um chefe maori de nome Ui-Te-Rangiora teria atingido a região em 650 d.C. No entanto, esses povos não deixaram vestígios de sua presença.

          As primeiras expedições documentadas começam no século XVI. Américo Vespúcio relatou o registro visual de terras a 52°S. Várias expedições aproximaram-se gradativamente do continente sem, no entanto, ter-se a certeza de que se tratava realmente de um continente ou de um conjunto de ilhas, até às expedições de James Cook, o primeiro a circum-navegá-lo entre 1772 e 1775 sem o avistar, devido à névoa e aos icebergs.

          A ocupação humana propriamente dita começa na primeira metade do século XIX, quando navios baleeiros chegavam à região das Ilhas Sandwich do Sul. Nesse período, James Weddell e James Clark Ross descobriram os mares que hoje levam seus nomes. Este último fez uma viagem de exploração na qual descobriu ainda a Ilha de Ross, os montes Erebus e Terror e a Terra de Vitória, retornando em 1843. Realizados em 1895 e 1889, os dois Congressos Internacionais de Geografia obtêm relativo sucesso em seu chamado pela exploração do continente meridional, pois diversas expedições nacionais foram realizadas.

          No início do século XX, os exploradores se voltam para a conquista do Pólo Sul. Ernest Henry Shackleton organizou uma expedição em 20 de outubro de 1908, sendo obrigado a retornar sem atingir o Pólo. Seguem-se a ele Roald Amundsen e Robert Falcon Scott em uma verdadeira corrida, pois partem com apenas duas semanas de diferença em outubro de 1911 a partir da Plataforma de Ross. Amundsen atinge o pólo em 14 de dezembro de 1911, retornando em janeiro. O grupo de Scott chega ao ponto em 17 de janeiro e encontra a bandeira norueguesa. No caminho de volta, os cinco expedicionários morrem de fome e exaustão.

          Após a conquista do pólo, restava ainda a façanha de atravessar o continente de costa a costa. Shackleton assumiu a tarefa na Expedição Imperial Transantártica, em 1914, que não obteve sucesso por uma série de dificuldades, a primeira delas foi os navios terem ficado presos no gelo e afundado.

Richard Evelyn Byrd, explorador dos Estados Unidos, foi o primeiro a sobrevoar o Pólo Sul em 28 e 29 de novembro de 1929 após o que conduziu diversas viagens de avião à Antártica nos anos 30 e nos anos 40. Ele também realizou extensas pesquisas geológicas e biológicas. Atualmente, após o Tratado da Antártica, muitos países mantêm bases de pesquisa permanente e a ocupação humana é constante.

          Anualmente, cientistas de 27 nações conduzem experimentos de reprodução impossível em outros lugares do mundo. No verão mais de quatro mil cientistas operam estações de pesquisa e este número diminui para quase mil no inverno. A Estação McMurdo é capaz de abrigar mais de mil cientistas, visitantes e turistas.

Imagem: Guia Geográfico

Pesquisador na Estação McMurdo, a maior comunidade de pessoas da Antártica. Fundada em 1956, na Ilha de Ross

          Entre os pesquisadores, incluem-se biólogos, geólogos, oceanógrafos, físicos, astrônomos, glaciólogos e meteorologistas. Geólogos estudam em geral o tectonismo das placas na região Antártica, meteoritos do espaço e vestígios do período da divisão da Gondwana; mais de nove mil fragmentos de meteoritos já foram recolhidos na Antártida, dentre eles um meteorito de 4 mil milhões de anos que, aparentemente, se desprendeu de Marte. Glaciólogos ocupam-se com o estudo da história e da dinâmica do gelo flutuante, da neve, das geleiras, e dos mantos de gelo. Já os biólogos, além de estudar os animais selvagens, estão interessados em como as baixas temperaturas e a presença dos seres humanos afetam a sobrevivência de uma grande variedade de espécies. Médicos fizeram descobertas a respeito da propagação de viroses e da resposta do corpo às temperaturas extremas. Astrofísicos da Estação Pólo Sul Amundsen-Scott podem estudar o céu e a radiação cósmica de fundo por causa do buraco na camada de ozônio e do ambiente seco. O gelo antártico serve como meio de proteção para o maior telescópio de detecção de neutrinos do mundo, construído dois quilômetros abaixo da estação Amundsen-Scott.

          Desde os anos 70 um foco importante de estudos tem sido a camada de ozônio acima da Antártica. Em 1985, três cientistas britânicos que trabalhavam com dados que haviam recolhido na Estação Halley descobriram a existência de um buraco nessa camada. Em 1998, informações de satélites da NASA mostraram que o buraco na camada de ozônio era o maior desde que foi notado, cobrindo 27 milhões de quilômetros quadrados.

          O Protocolo de Madri, que entrou em vigor em 1998 recomenda que todas as atividades na Antártica sejam realizadas de maneira a reduzir ao mínimo o impacto da presença humana na região. Para atingir esse objetivo, estabeleceu princípios, procedimentos e obrigações que devem ser seguidos na execução de pesquisas científicas, no apoio logístico às estações antárticas, e nas atividades de turismo, visando à proteção da flora e da fauna da região. Impõe, também, rigorosas regras e limitações à eliminação de resíduos e medidas preventivas contra a poluição marinha e a aplicação de procedimentos para avaliação do impacto ambiental das atividades desenvolvidas na região, inclusive aquelas não-governamentais.

 

Atividades que requerem permissão especial

 

• Utilização de substâncias radioativas para fins científicos

Imagem: Senado Federal: Frente Parlamentar Proantar

Navio Polar Almirante Maximiano da Marinha do Brasil, equipado com laboratórios, cabines, hangar e convés de vôo para operar aeronaves e que presta apoio às pesquisas brasileiras na Antártida juntamente com o Navio Oceanográfico Ary Rongel.

• Retirada ou intromissão de espécies antárticas

• Introdução de espécies não autóctones ao continente antártico

• Ingresso em Áreas Antárticas Especialmente Protegidas

 

Atividades proibidas

 

•  Explosões nucleares e lançamento de lixo ou resíduos radioativos.

• Qualquer atividade relacionada com recursos minerais, exceto a de pesquisa científica.

• Descarga de óleo ou misturas oleosas, substância líquida nociva, material plástico ou qualquer outra forma de lixo no mar – restos de comida só podem ser eliminados no mar se devidamente triturados ou moídos.

• Introdução, quer em terra, quer nas plataformas de gelo, quer nas águas da área do Tratado da Antártica, de qualquer espécie animal ou vegetal que não sejam autóctones da área do tratado, salvo quando objeto de licença.

• Qualquer interferência nociva à fauna e à flora nativas, exceto quando objeto de licença. Essas incluem: vôos ou aterrissagens de helicópteros ou outras aeronaves que perturbem as concentrações de aves e focas; perturbação deliberada, por pedestres, de aves em fase de reprodução ou muda, ou das concentrações de aves ou focas; danos significativos às concentrações de plantas terrestres nativas em decorrência de aeronaves, condução de veículos ou pisoteio; qualquer atividade que ocasione modificação desfavorável significativa ao habitat de qualquer espécie ou população de mamíferos, aves, plantas ou invertebrados nativos.

• Resíduos que não tiverem sido removidos ou eliminados, mediante remoção ou incineração, não serão eliminados em áreas desprovidas de gelo ou em sistemas de água doce.

• Introdução de difenis policlorados (PCBs), isopor ou pesticidas, exceto para fins científicos, médicos ou higiênicos.

Imagem: Blogs Diário de Pernambuco

Uma aventura no frio

Turistas descobrem a Antártica, um lugar de paisagens espetaculares
e atrações ecológicas

(Veja on line)

Quando o explorador inglês James Cook atingiu pela primeira vez os limites da região antártica, no fim do século XVIII, não escondeu a decepção com a paisagem congelada. "Se julgarmos por essa amostra, não vale a descoberta", escreveu no diário de bordo. Quase 250 anos depois, o que frustrou Cook é exatamente o que atrai os turistas. Nesta temporada, que vai até março, perto de 15.000 pessoas devem aventurar-se por fiordes, icebergs e praias pedregosas para ver de perto pingüins, leões-marinhos e baleias. Há dez anos, os visitantes não chegavam a 5.000. A maioria viaja em grandes transatlânticos ou navios quebra-gelos russos em roteiros de uma semana, que custam entre 4.000 e 12.000 dólares por pessoa, dependendo do tipo de cabine. Passeios mais longos em grupos pequenos, a bordo de veleiros, podem durar um mês e custar 7 000 dólares. As embarcações partem do porto de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e do de Punta Arenas, no Chile. Quem compra o pacote no Brasil ainda precisa pagar a viagem aérea até um desses países, em torno de 1 000 dólares.

• Ingresso nas Áreas Antárticas Especialmente Protegidas (ASPAs) sem permissão prévia.

• Dano, remoção ou destruição de sítios ou monumentos históricos.

• Queima de resíduos ao ar livre.

 

Obrigações

 

• A quantidade de resíduos produzidos ou eliminados será reduzida, tanto quanto possível, de maneira a minimizar seu impacto sobre o meio ambiente antártico.

• Armazenamento, eliminação e retirada dos resíduos da área do tratado, assim como sua reciclagem e sua redução na fonte, serão considerações essenciais no planejamento e na execução de atividades na Antártica.

• Os resíduos removidos da Antártica serão, tanto quanto possível, devolvidos ao país que tiver organizado as atividades que geraram esses resíduos.

• Os sítios antigos e os atuais de eliminação de resíduos em terra, assim também os sítios de trabalho de atividades antárticas abandonados deverão ser limpos por quem houver gerado os resíduos.

 

 

 

 

Leia mais em: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%A1rtica

 

Fonte: Wikipédia

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