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Imagem: Guia Geográfico |
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Pesquisador na Estação McMurdo, a maior comunidade de pessoas da Antártica. Fundada em 1956, na Ilha de Ross |
Entre os pesquisadores, incluem-se biólogos, geólogos, oceanógrafos, físicos, astrônomos, glaciólogos e meteorologistas. Geólogos estudam em geral o tectonismo das placas na região Antártica, meteoritos do espaço e vestígios do período da divisão da Gondwana; mais de nove mil fragmentos de meteoritos já foram recolhidos na Antártida, dentre eles um meteorito de 4 mil milhões de anos que, aparentemente, se desprendeu de Marte. Glaciólogos ocupam-se com o estudo da história e da dinâmica do gelo flutuante, da neve, das geleiras, e dos mantos de gelo. Já os biólogos, além de estudar os animais selvagens, estão interessados em como as baixas temperaturas e a presença dos seres humanos afetam a sobrevivência de uma grande variedade de espécies. Médicos fizeram descobertas a respeito da propagação de viroses e da resposta do corpo às temperaturas extremas. Astrofísicos da Estação Pólo Sul Amundsen-Scott podem estudar o céu e a radiação cósmica de fundo por causa do buraco na camada de ozônio e do ambiente seco. O gelo antártico serve como meio de proteção para o maior telescópio de detecção de neutrinos do mundo, construído dois quilômetros abaixo da estação Amundsen-Scott.
Desde os anos 70 um foco importante de estudos tem sido a camada de ozônio acima da Antártica. Em 1985, três cientistas britânicos que trabalhavam com dados que haviam recolhido na Estação Halley descobriram a existência de um buraco nessa camada. Em 1998, informações de satélites da NASA mostraram que o buraco na camada de ozônio era o maior desde que foi notado, cobrindo 27 milhões de quilômetros quadrados.
O Protocolo de Madri, que entrou em vigor em 1998 recomenda que todas as atividades na Antártica sejam realizadas de maneira a reduzir ao mínimo o impacto da presença humana na região. Para atingir esse objetivo, estabeleceu princípios, procedimentos e obrigações que devem ser seguidos na execução de pesquisas científicas, no apoio logístico às estações antárticas, e nas atividades de turismo, visando à proteção da flora e da fauna da região. Impõe, também, rigorosas regras e limitações à eliminação de resíduos e medidas preventivas contra a poluição marinha e a aplicação de procedimentos para avaliação do impacto ambiental das atividades desenvolvidas na região, inclusive aquelas não-governamentais.
Atividades que requerem permissão especial
• Utilização de substâncias radioativas para fins científicos
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Imagem: Senado Federal: Frente Parlamentar Proantar |
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Navio Polar Almirante Maximiano da Marinha do Brasil, equipado com laboratórios, cabines, hangar e convés de vôo para operar aeronaves e que presta apoio às pesquisas brasileiras na Antártida juntamente com o Navio Oceanográfico Ary Rongel. |
• Retirada ou intromissão de espécies antárticas
• Introdução de espécies não autóctones ao continente antártico
• Ingresso em Áreas Antárticas Especialmente Protegidas
Atividades proibidas
• Explosões nucleares e lançamento de lixo ou resíduos radioativos.
• Qualquer atividade relacionada com recursos minerais, exceto a de pesquisa científica.
• Descarga de óleo ou misturas oleosas, substância líquida nociva, material plástico ou qualquer outra forma de lixo no mar – restos de comida só podem ser eliminados no mar se devidamente triturados ou moídos.
• Introdução, quer em terra, quer nas plataformas de gelo, quer nas águas da área do Tratado da Antártica, de qualquer espécie animal ou vegetal que não sejam autóctones da área do tratado, salvo quando objeto de licença.
• Qualquer interferência nociva à fauna e à flora nativas, exceto quando objeto de licença. Essas incluem: vôos ou aterrissagens de helicópteros ou outras aeronaves que perturbem as concentrações de aves e focas; perturbação deliberada, por pedestres, de aves em fase de reprodução ou muda, ou das concentrações de aves ou focas; danos significativos às concentrações de plantas terrestres nativas em decorrência de aeronaves, condução de veículos ou pisoteio; qualquer atividade que ocasione modificação desfavorável significativa ao habitat de qualquer espécie ou população de mamíferos, aves, plantas ou invertebrados nativos.
• Resíduos que não tiverem sido removidos ou eliminados, mediante remoção ou incineração, não serão eliminados em áreas desprovidas de gelo ou em sistemas de água doce.
• Introdução de difenis policlorados (PCBs), isopor ou pesticidas, exceto para fins científicos, médicos ou higiênicos.
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Imagem: Blogs Diário de Pernambuco |
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Uma aventura no frio
Turistas descobrem a Antártica, um lugar de paisagens espetaculares
e atrações ecológicas
(Veja on line)
Quando o explorador inglês James Cook atingiu pela primeira vez os limites da região antártica, no fim do século XVIII, não escondeu a decepção com a paisagem congelada. "Se julgarmos por essa amostra, não vale a descoberta", escreveu no diário de bordo. Quase 250 anos depois, o que frustrou Cook é exatamente o que atrai os turistas. Nesta temporada, que vai até março, perto de 15.000 pessoas devem aventurar-se por fiordes, icebergs e praias pedregosas para ver de perto pingüins, leões-marinhos e baleias. Há dez anos, os visitantes não chegavam a 5.000. A maioria viaja em grandes transatlânticos ou navios quebra-gelos russos em roteiros de uma semana, que custam entre 4.000 e 12.000 dólares por pessoa, dependendo do tipo de cabine. Passeios mais longos em grupos pequenos, a bordo de veleiros, podem durar um mês e custar 7 000 dólares. As embarcações partem do porto de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, e do de Punta Arenas, no Chile. Quem compra o pacote no Brasil ainda precisa pagar a viagem aérea até um desses países, em torno de 1 000 dólares. |
• Ingresso nas Áreas Antárticas Especialmente Protegidas (ASPAs) sem permissão prévia.
• Dano, remoção ou destruição de sítios ou monumentos históricos.
• Queima de resíduos ao ar livre.
Obrigações
• A quantidade de resíduos produzidos ou eliminados será reduzida, tanto quanto possível, de maneira a minimizar seu impacto sobre o meio ambiente antártico.
• Armazenamento, eliminação e retirada dos resíduos da área do tratado, assim como sua reciclagem e sua redução na fonte, serão considerações essenciais no planejamento e na execução de atividades na Antártica.
• Os resíduos removidos da Antártica serão, tanto quanto possível, devolvidos ao país que tiver organizado as atividades que geraram esses resíduos.
• Os sítios antigos e os atuais de eliminação de resíduos em terra, assim também os sítios de trabalho de atividades antárticas abandonados deverão ser limpos por quem houver gerado os resíduos.