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Tectonismo
da Folha
Online
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Reuters - 21.set.2002 |
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| Equipe de resgate trabalha nos escombros de prédios derrubados durante terremoto em Chai-I, em Taiwan |
Um abalo
sísmico (ou
terremoto) é
um tremor de
terra que
pode durar
segundos ou
minutos. Ele
é provocado
por
movimentos
na crosta
terrestre,
composta por
enormes
placas de
rocha (as
placas
tectônicas).
Essas placas
se
movimentam
lenta e
continuamente
sobre uma
camada de
rocha
parcialmente
derretida,
ocasionando
um contínuo
processo de
pressão e
deformação
nas grandes
massas de
rocha.
Quando duas placas se
chocam ou se
raspam, elas
geram um
acúmulo de
pressão que
provoca um
movimento
brusco. Há
três tipos
de
movimentos:
convergente
(quando duas
se chocam),
divergente
(quando se
movimentam
em direções
contrárias)
e
transformante
(separa
placas que
estão se
deslocando
lateralmente).
Alterações
no relevo
Os movimentos convergente
e divergente
das placas
provoca
alterações
no relevo. A
cada choque,
a placa que
apresenta
menor
viscosidade
(mais
aquecida)
afunda sob a
mais viscosa
(menos
aquecida). A
parte que
penetra tem
o nome de
zona de
subducção.
No oeste da América do
Sul, por
exemplo, o
afundamento
da placa de
Nazca sob a
placa
continental
originou a
cordilheira
dos Andes.
Medição
Os sismógrafos são
instrumentos
utilizados
para
registrar a
hora, a
duração e a
amplitude de
vibrações
dentro da
Terra e do
solo.
Eles são formados por um
corpo pesado
pendente a
uma mola,
que é presa
a um braço
de um
suporte
preso num
leito de
rocha. Se a
crosta
terrestre é
abalada por
um
terremoto, o
cilindro se
move e o
pêndulo,
pela
inércia, se
mantém
imóvel e
registra em
um papel
fotográfico
as vibrações
do solo.
Os terremotos são
classificados
principalmente
pela escala
de Richter,
fórmula
matemática
que
determina a
largura das
ondas.
A escala de Richter não
tem limite
máximo. De
forma geral,
terremotos
com
magnitudes
de 3.5 ou
menos são
raramente
percebidos;
de 3.5 a 6.0
são sentidos
e causam
poucos
danos; entre
6.1 e 6.9,
podem ser
destrutivos
e causar
danos em um
raio de cem
quilômetros
do
epicentro;
entre 7.0 e
7.9, causam
danos sérios
em áreas
maiores; e
de 8 em
diante são
destrutivos
por um raio
de centenas
de
quilômetros.
Há também a escala
Mercalli,
menos usada,
com valores
que vão de
zero a 12
pontos.
Menos
precisa, a
escala
classifica
os
terremotos
de acordo
com o seu
efeito sobre
construções
e
estruturas.
No Brasil
O Brasil fica em cima de
uma grande e
única placa
tectônica,
ao contrário
de outros
países como
os Estados
Unidos e
Japão.
Nesses
locais,
existe o
encontro de
duas ou mais
placas. As
falhas entre
elas são,
normalmente,
os locais
onde
acontecem os
terremotos
maiores.
No Brasil, as falhas são apenas
pequenas
rachaduras
causadas
pelo
desgaste na
placa
tectônica,
que levam a
pequenos
tremores,
como os que
aconteceram
em Brasília
(DF), em
2000, em
Porto dos
Gaúchos
(MT), o mais
recente, em
1998, e em
João Câmara
(RN), em
1986 e em
1989.
Além disso, em alguns
Estados
brasileiros
são
registrados
tremores de
terra. Os
abalos são
reflexos de
terremotos
com
epicentro em
outros
países da
América
Latina.
Fonte: Folha
Online:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u9276.shtml
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