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Colisão e Afastamento das Placas Tectônicas
 

Afastamento das placas tectônicas

          Nos anos 50, os dados reunidos por pesquisas oceanográficas conduzidas por muitos países conduziram à descoberta da existência de uma linha contínua de cadeias montanhosas que virtualmente se estendiam em torno do planeta, a que designaram de dorsais submarinas e da existência de depressões estreitas e muito profunda - as fossas oceânicas - que se encontravam, geralmente, alinhadas com as linha de costa dos continentes e com os arcos insulares.

          A descoberta de que a camada de sedimentos que revestia a superfície do fundo do Atlântico era na verdade muito mais fina do que se supunha e que a idade das rochas correspondia apenas a 5% da história da Terra, levou ao surgimento da teoria do afastamento do fundo oceânico: as dorsais submarinas representavam zonas estruturalmente mais fracas fazendo com que o magma proveniente das camadas profundas da Terra ascendesse com facilidade para a superfície, dando origem a nova crosta oceânica e ao alastramento para os lados da rocha já existente:

Exemplo do comportamento das placas divergentes

O fenômeno do afastamento do fundo oceânico ocorre, também, entre a Placa Sul-Americana e a Placa Africana. Entre elas formou-se uma imensa cordilheira montanhosa (dorsal submarina), denominada Dorsal Meso-Atlântica. Esse afastamento é da ordem de 2 à 3 cm por ano.

          A cadeia montanhosa submarina ou dorsal oceânica divide o Oceano Atlântico a meio, contorna o sul do continente africano para se juntar a um outro ramo que começa no golfo de Aden; contorna o sul da Austrália, rodeia a Antártida e sobe paralelamente à costa ocidental da América do Sul, terminando na falha de Santo André (Califórnia, EUA).

Este mapa da cadeia montanhosa submarina, ou crista média oceânica, foi o último de uma série produzida por Bruce Heezen e Marie Tharp, em 1977, no Lamont Lamont Geological Observatory da Universidade da Colúmbia, EUA, a partir de dados de vastas áreas do fundo marinho, recolhidos ecleticamente durante mais de 30 anos.

(Fonte:http://www.washington.edu)

          Durante o séc. XX, a evolução dos instrumentos sísmicos e, principalmente, a utilização mais freqüente de sismógrafos a nível mundial, tornaram claro à comunidade científica o fato de que os sismos ocorrerem predominantemente em certas áreas do globo, sobretudo ao nível de fossas e cristas meso-oceânicas

          Como exemplo de uma fronteira divergente, existe o afastamento da Arábia saudita do continente Africano que levou à formação do MAR VERMELHO. Em zonas de divergência, como esta, quando a tensão aplicada sobre a crosta continental ultrapassa os limites do material que a constitui, surgem fraturas de tensão na superfície da crosta. Então o magma escapa pelas fraturas provocando o seu alargamento e, eventualmente, à formação de vulcões.

Imagem de satélite da região do Oriente Médio, com o Mar Vermelho. Clique para ampliar e ver mais detalhes. Muito Interessante. (Guia Geográfico)

Colisão das placas tectônicas

          Nas bordas convergentes,as placas se movem uma em direção à outra, originando um tipo de falha denominado de falha inversa, em que um dos blocos cavalga o outro.

          Um dos exemplos de fronteiras convergentes é a convergência oceano-continente na América do Sul, que resultou na formação da Cordilheira dos Andes. Ali, a placa oceânica NAZCA mergulha sob a placa SUL-AMERICANA, fenômeno denominado subducção, levantando a borda Oeste desta, o que deu origem à cordilheira andina. Ali são sentidos fortes e destruidores terremotos, por vezes bastante profundos (por exemplo, o sismo da Bolívia em 1994.

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Esquema animado de uma subducção. A placa oceânica "empurra" a placa continental e,  por ser menos densa, mergulha no manto pastoso, e faz com que a borda da placa continental dobre (soerguimento), o que dá início à formação de dobramentos, ou seja, montanhas. Como no exemplo acima, da Cordilheira dos Andes.

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Imagem 3D do esquema anterior, representativo das placas de Nazca e Sul-Americana

 
Fonte: Disponível em
http://www-ext.lnec.pt/LNEC/DE/NESDE/divulgacao/onde_sismo.html
http://serreta-creminer.fc.ul.pt
 
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