Mato Grosso
do Sul
é uma das 27
unidades
federativas
do Brasil.
Está
localizado
ao sul da
região
Centro-Oeste
e sua
capital é a
cidade de
Campo
Grande.
Lingüisticamente,
o nome Mato
Grosso do
Sul dentro
de frases é
acompanhado
de artigo
indefinido,
como
acontece com
os estados
de Mato
Grosso e de
Goiás.
O estado
constituía a
parte
meridional
do estado do
Mato Grosso,
do qual foi
desmembrado
por lei
complementar
de 11 de
outubro de
1977 e
instalado em
1 de janeiro
de 1979. Uma
parte do
antigo
estado
estava
localizado
dentro da
Amazônia
legal, cuja
área, que
antes ia até
o paralelo
16,
estendeu-se
mais para o
sul, a fim
de
beneficiar
com seus
incentivos
fiscais a
nova unidade
da
federação.
Historicamente
vinculado à
região
Centro-Oeste,
Mato Grosso
do Sul teve
na pecuária,
na extração
vegetal e
mineral e na
agricultura,
as bases de
um acelerado
desenvolvimento
iniciado no
século XIX.
Informações
geográficas
Relevo
O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é formado por três unidades geotectônicas distintas: a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre essas unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo, em terrenos fanerozóicos, na bacia sedimentar do Paraná.
Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracajú, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre 200 e 600 metros. O ponto mais elevado é o Morro Grande (1.065,4m)
O planalto da bacia do Paraná ocupa toda a porção leste do estado. Constitui uma projeção do planalto Meridional, grande unidade de relevo que domina a região sul do país. Apresenta extensas superfícies planas, com 400 a mil metros de altitude. Já a baixada do rio Paraguai, domina a região oeste, com rupturas de declives ou relevos residuais, representados por escarpas e morrarias.
Estendendo-se por uma vasta área de noroeste do estado, a baixada do rio Paraguai é parte da grande depressão que separa, no centro do continente, o planalto Brasileiro, a leste, da Cordilheira dos Andes, a oeste. Sua maior porção é formada por uma planície aluvial sujeita a inundações periódicas, a planície do Pantanal, cujas altitudes oscilam entre 100 e 200m. Em meio à planície do Pantanal ocorrem alguns maciços isolados, como o de Urucum, com 1.160m de altitude, próximo à cidade de Corumbá.
Clima
Na maior
parte do
território
do estado
predomina o
clima do
tipo
tropical,
com chuvas
de verão e
inverno
seco,
caracterizado
por médias
termométricas
que variam
entre 25°C
na baixada
do Paraguai
e 20°C no
planalto. A
pluviosidade
é de
aproximadamente
1.500mm
anuais. No
extremo
meridional
ocorre o
clima
subtropical,
em virtude
de uma
latitude um
pouco mais
elevada e do
relevo de
planalto. A
média
térmica é
pouco
superior a
20°C, com
queda de até
0°C nos
meses mais
frios do
ano. A menor
temperatura
já
registrada
no estado
ocorreu em
Ponta Porã,
com -6°C em
1975
As geadas
são comuns
no sul do
estado
registrando
em média 3
ocorrências
do fenômeno
por ano.
Observa-se o
mesmo regime
de chuvas de
verão e
inverno
seco, e a
pluviosidade
anual é,
também, de
1.500mm.
No estado,
percebe-se
grande
variação de
temperaturas,
sendo
registradas
pelo menos
uma vez ao
ano
temperaturas
máximas
próximas de
40°C e
mínimas
próximas à
0°C.
Hidrografia
O Aqüífero
Guarani
banha parte
do estado,
sendo o Mato
Grosso do
Sul detentor
da maior
porcentagem
do Aqüífero
dentro do
território
brasileiro.
O território
estadual é
drenado a
leste pelos
sistemas dos
rios Paraná,
sendo seus
principais
afluentes os
rios Sucuriú,
Verde, Pardo
e Ivinhema;
a oeste é
drenado pelo
Paraguai,
cujos
principais
afluentes
são os rios
Taquari,
Aquidauana e
Miranda.
Pelo Rio
Paraguai
escoam as
águas da
planície do
Pantanal e
terrenos
periféricos.
Na baixada,
produzem-se
anualmente
inundações
de longa
duração.
De novembro
a março, o
Pantanal
vive o
período das
cheias, as
depressões
são
inundadas,
formando
extensos
lagos,
reconhecidos
como Baías.
Alguns
desses lagos
são
alcalinos,
apresentando
diferentes
cores e suas
águas, de
acordo com
as algas que
ali se
desenvolvem
e criam
matizes de
verde,
amarelo,
azul,
vermelho ou
preto. Esses
lagos também
se
interligam
ou não por
pequenos
rios perenes
ou
periódicos.
Nas
enchentes
ocorre uma
interligação
entre rios,
braços,
baías na
vazante, a
terra
enriquecida
pelo húmus,
se
transforma
na mais rica
fonte de
alimentos
para sua
flora e
fauna. Na
estação da
vazante (de
abril a
outubro), os
rios começam
a baixar
seus leitos,
formando "corixos"
ou baías que
retém grande
quantidade
de peixes,
fenômeno
conhecido
pelo nome de
"lufada". De
julho a
setembro a
terra é mais
seca e a
temperatura
é amena,
chegando a
esfriar à
noite. No
início das
chuvas, de
outubro a
dezembro, o
calor é
intenso, os
rios começam
a inundar as
terras
baixas, os
mosquitos
proliferam e
os mamíferos
migram para
as terras
altas.
A linha de
divisa com o
estado de
Mato Grosso
segue
limites
naturais
formados por
vários rios.
Vegetação
Os cerrados
recobrem a
maior parte
do estado.
Na planície
do Pantanal,
no oeste do
estado,
durante o
período de
cheias do
Rio Paraguai
, a região
vira a maior
região
alagadiça do
planeta, lá
se combinam
vegetações
de todo o
Brasil, até
mesmo da
Caatinga e
da Floresta
Amazônica, e
é um dos
biomas com
maior
biodiversidade
do Brasil.
Os campos,
que
constituem
cinco por
cento da
vegetação do
estado,
ocupam ainda
uma pequena
área na
região de
Campo Grande
e na região
de Bela
Vista.
Já no
extremo
leste
sul-mato-grossense,
há
resquícios
de Mata
Atlântica às
margens do
rio Paraná.
Economia
A região
onde Mato
Grosso do
Sul está
localizado
contribui
muito para o
seu
desenvolvimento
econômico,
pois é
vizinho dos
grandes
centros
produtores e
consumidores
do Brasil:
Minas
Gerais, São
Paulo e
Paraná, além
de fazer
fronteira
com dois
países
sul-americanos
(Bolívia e
Paraguai),
uma vez que
se situa na
rota de
mercados
potenciais
de toda a
zona
ocidental da
América do
Sul e se
comunica com
a Argentina
através da
Bacia do Rio
da Prata,
dando também
acesso ao
oceano
Atlântico e
ao Pacífico
através dos
países
andinos,
como Bolívia
e Chile. A
principal
área
econômica do
estado do
Mato Grosso
do Sul é a
do planalto
da bacia do
Paraná, com
seus solos
florestais e
de terra
roxa. Nessa
região, os
meios de
transporte
são mais
eficientes e
os mercados
consumidores
da região
Sudeste
estão mais
próximos.
Sua economia
está baseado
na produção
rural
(animal,
vegetal,
extrativa
vegetal e
indústria
rural),
indústria,
extração
mineral,
turismo e
prestação de
serviços.
Mato Grosso
do Sul
possui um
dos maiores
rebanhos
bovinos do
país. Além
da vocação
agropecuária,
a
infra-estrutura
econômica
existente e
a
localização
geográfica
permitem ao
estado
exercer o
papel de
centro de
redistribuição
de produtos
oriundos dos
grandes
centros
consumidores
para o
restante da
região
Centro-Oeste
e a região
Norte do
Brasil.
No estado
44,77% da
população
residente
compõe a
população
economicamente
ativa (PEA).
Quanto ao
rendimento
médio das
pessoas de
dez anos ou
mais
(1.366.871
habitantes),
55,85%
(763.293
habitantes)
têm como
renda média
mensal até
um
salário-mínimo.
Segundo
dados da
Secretaria
de Estado de
Finanças,
Orçamento e
Planejamento
de Mato
Grosso do
sul (SEFOP),
do total de
ICMS
arrecadado
pelo estado,
52,7% provém
do comércio,
23.7% da
agropecuária,
17,2% de
serviços e o
restante vem
da
indústria.
O PIB
(IBGE-2005)
de Campo
Grande, a
capital do
estado, é de
cerca de R$
7 bi. No
interior, os
três
municípios
com maior
participação
na
composição
do PIB
estadual
são:
Dourados
(pólo
agropecuário
e
agroindustrial,
comercial e
de serviços)
com um PIB
de R$ 1,8
bilhão,
seguido de
Corumbá
(pólo de
pecuária de
cria e
recria,
mineral e
turismo) com
um PIB de R$
1,5 bilhão e
Três Lagoas
(pólo
industrial)
com um PIB
de R$ 1 bi.
Nos anos 90
um novo
método
acabou se
aliando ao
processo de
modernização
agropecuária:
com o
objetivo de
aumentar a
receita
municipal,
alguns
prefeitos,
sem qualquer
critério,
passaram a
usar
mecanismos
artificiais,
como o
aumento do
perímetro
urbano.
-
Setor
primário
A maior
produção
agropecuária
concentra-se
na região de
Dourados.
Desenvolve-se
uma
agricultura
diversificada,
com culturas
de soja,
arroz, café,
trigo,
milho,
feijão,
mandioca,
algodão,
amendoim e
cana-de-açúcar.
Nos campos
limpos,
pratica-se a
pecuária de
corte, com
numeroso
rebanho
assumindo
importância
nas áreas
agrícolas.
Possui
rebanhos de
bovinos,
muares,
eqüinos,
suínos,
caprinos,
ovinos,
galinhas,
coelhos,
bubalinos,
galos,
frangas,
frangos,
pintos,
asininos e
codornas. No
Pantanal, a
oeste, estão
as melhores
pastagens do
estado.
-
Setor
secundário
A maior
parte da
energia
consumida no
estado é
produzida
pela usina
hidrelétrica
de Jupiá,
instalada no
rio Paraná,
no estado de
São Paulo.
As
indústrias
do Mato
Grosso do
Sul são
responsáveis
por vinte
por cento
desse
consumo.
O estado
conta com
importantes
jazidas de
ferro,
manganês,
calcário,
mármore e
estanho. Uma
das maiores
jazidas
mundiais de
ferro é a do
monte
Urucum,
situado no
município de
Corumbá. De
modo geral,
o solo tem
boas
propriedades
físicas, mas
propriedades
químicas
fracas, o
que exige a
correção de
cerca de
quarenta por
cento da
área total
com o
emprego de
calcário.
A principal
atividade
industrial
do Mato
Grosso do
Sul é a
produção de
gêneros
alimentícios,
seguida da
transformação
de minerais
não-metálicos
e da
indústria de
madeira. Os
beneficiamentos
de carne
bovina e de
arroz têm
seu centro
na capital.
Até antes do
desmembramento,
toda a carne
produzida no
Mato Grosso
era
beneficiada
no atual
Mato Grosso
do Sul.
Corumbá é o
maior núcleo
industrial
do
Centro-Oeste,
com
indústrias
de cimento,
fiação,
curtume,
beneficiamento
de cereais e
uma
siderúrgica
que trata o
minério do
Maciço do
Urucum.
-
Setor
terciário
-
| Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) |
| Ano |
PIB (R$) |
PIB per capta (R$) |
| 2000 |
11.861.168.000,00 |
5.655,76 |
| 2001 |
13.736.054.569,00 |
6.448,26 |
| 2002 |
15.153.544.000,00 |
7.004,00 |
| 2003 |
19.273.681.000,00 |
8.772,00 |
| 2004 |
21.105.170.000,00 |
9.461,00 |
| 2005 |
21.641.772.000,00 |
9.557,00 |
O turismo
ecológico
também
representa
uma
importante
fonte de
receita para
o estado. A
região do
pantanal sul
mato-grossense
atrai
visitantes
do resto do
país e do
mundo,
interessados
em conhecer
a beleza
natural na
região.
Possui atrativos naturais e culturais que podem ser vistos ao participar de passeios turísticos. Os cenários são distintos e com belezas peculiares, sendo rico em flora, fauna e exuberância da natureza. A dedicação de seus habitantes o tornaram uma das mais produtivas áreas agrícolas e seus visitantes devem provar sua comida típica. Principais pontos turísticos:
-
Complexo do Pantanal: é a mais extensa área úmida contínua do Planeta e um santuário ecológico que abriga a maior diversidade mundial de fauna e flora. Nele vivem aproximadamente 650 espécies de aves (cabeças-secas, garças e jaburus, o martim-pescador, os biguás, o pato-do-mato, o colhereiro, o jaçanã, o anu-branco, o pica-pau, entre outras), 240 espécies de peixes (piranha, o pintado, o pacu, o curimbatá e o dourado), 50 de répteis, 80 do mamíferos, além de uma imensa diversidade na flora que abriga pastagens nativas, plantas apícolas, comestíveis, taníferas e medicinais.
-
Comércio fronteiriço: para quem busca a opção de compra pelo livre comércio, há as opções das cidades que fazem fronteira com zonas francas como Ponta Porã, Bela Vista, Corumbá e Porto Murtinho.
-
Serra da Bodoquena: onde se localiza Bonito, uma cidade pequena que possui solo calcário é responsável pela cristalinidade dos rios. Região conhecida pelas grutas, cachoeiras e corredeiras.
Energia
O estado é carente de energia elétrica, sendo esse o seu principal obstáculo para a instalação de indústrias na região. A maior parte da eletricidade que o estado consome é comprada de fora, especialmente de São Paulo
- Gasoduto, a panacéia desenvolvimentista
O gasoduto delega um dos maiores investimentos destinados para todas as regiões por onde ele atravessa. Funcionando desde 2001 e tendo contrato inicial de 20 anos, possui potencial para promover vários investimentos públicos. Em Mato Grosso do Sul o gasoduto percorre um total de 702 quilômetros, com previsão de construção de uma usina separadora em Puerto Suárez para a transformação do gás natural em gás seco e este será canalizado até Corumbá para consumo de energia industrial. Com relação ao Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), o projeto acusa problemas ambientais num primeiro momento: a sua construção pode afugentar a fauna e provocar danos à natureza com as escavações e uso de dinamite. Quando começar a funcionar, o gasoduto irá transportar 16 milhões de metros cúbicos/dia, e será necessária segurança necessária para evitar acidentes (vazamentos, acidentes físicos com o duto, entre outros problemas), já que o duto está apenas a um metro de profundidade. Com relação ao impacto social, este empreendimento foi o responsável pela desapropriação de algumas propriedades de pequenos produtores.
Meios de transporte
Ferrovias
O estado é servido por duas linhas ferroviárias:
-
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil: a ferrovia foi construída há mais de meio século e o eixo viário corta o Mato Grosso do Sul da divisa com São Paulo, em Três Lagoas, permitindo também o acesso à Bolívia, Peru e Chile. Entretanto, foi extinta com a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em 1995, quando o grupo americano Noel Group, que na época era sócio majoritário da Empresa Novoeste S/A (empresa adquirida em 2006 pela ALL), assumiu a concessão do trecho Bauru (São Paulo) – Corumbá, mas acabou abandonando a mesma, a ponto de a falta de manutenção da ferrovia ter prejudicado o transporte da produção agrícola de Mato Grosso do Sul e também da Bolívia, funcionando de forma precária e restringindo-se quase exclusivamente ao transporte de carga. A abertura de frentes pioneiras com a construção de ferrovias formam conquistas e avanços nas terras indígenas, mas também acaba causando graves problemas sociais, como a desterritorialização, marginalização e empobrecimento dos nativos, que se deslocam para as periferias das cidades. Este meio de transporte já funcionou conduzindo passageiros com a função de turismo ou de comércio de exportação, partindo de São Paulo a Bauru, de Bauru a Corumbá e de Corumbá à Bolívia, percorrendo 1.618 km em território brasileiro. Atualmente a ALL administra a ferrovia através da Novoeste (antigo Trem do Pantanal), transportando anualmente mais de 2 milhões de toneladas de mercadorias tais como: minério de ferro, minério de manganês, soja, cimento, derivados de petróleo, combustíveis, produtos siderúrgicos dentre outros. Este elemento articula os vetores sócio-econômicos, e através dela ocorre a integração de novos países ao bloco regional Mercosul. Faz parte das metas do governo estadual e federal reativar o agora chamado Trem do Pantanal para passageiros lentamente até 2009.
-
Ferronorte: mais recente (construída entre as décadas de 1980 e 1990), sai de Santa Fé do Sul no estado de São Paulo e cruza o rio Paraná até Aparecida do Taboado. Daí segue para o norte do estado, passando por cidades como Inocência e Chapadão do Sul até atingir Alto Taquari, no sul do estado de Mato Grosso. Tem como principais produtos para transporte os grãos para exportações.
Rodovias
Seu sistema viário contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os principais eixos rodoviários são:
-
BR-163: liga Sonora a Mundo Novo
-
BR-267: liga Porto Murtinho a Porto Quinze de Novembro, no rio Paraná, e a Ourinhos, em São Paulo.
-
BR-060: liga Chapadão do Sul a Bela Vista
-
BR-262: liga Corumbá á Vitória (Espírito Santo)
Fluvial
A navegação fluvial, que já teve importância decisiva, vem perdendo a preeminência. O principal porto é os da região de Corumbá (Corumbá, Ladário e Porto Esperança) e Porto Murtinho, todos no rio Paraguai.
Aéreo
Mato Grosso do Sul é um estado muito bem servido no que diz respeito a aeroportos, possuindo cinco:
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_Grosso_do_Sul
|
|