Mochilas
modernas têm várias
regulagens e é
fundamental conhecer
suas funções para
poder adequá-las a
cada situação.
Conhecer os detalhes
de sua mochila e
saber fazer a
regulagem correta
pode salvar uma
viagem. Com exceção
da regulagem dorsal,
todas as outras
devem ser ajustadas
toda vez que se
veste a mochila,
pois dependem da
carga, do terreno,
da roupa e até do
humor do dono. É,
quanto mais técnica
for a atividade mais
se exige
estabilidade da
mochila e mais
apertadas devem ser
as regulagens. Veja
só.
As partes de uma
boa mochila
Regulagem dorsal -
Normalmente é a
única regulagem fixa
da mochila, ou seja,
você regula apenas
uma vez de acordo
com o tamanho do seu
tronco. Faça essa
regulagem de maneira
muito atenta e de
preferência com o
auxílio de alguém.
Se for mal feita,
esta regulagem
poderá sobrecarregar
os ombros.
Fitas de compressão
lateral - Este tipo
de regulagem se
torna especialmente
importante para
mochilas com meia
carga, pois permite
compactar a carga
mais perto das
costas. O ideal é
deixar a mochila
achatada e rígida. O
sistema mais comum é
o de duas ou três
fitas horizontais em
ambas as laterais da
mochila. A regulagem
é feita com fivelas
de nylon do tipo "é
só puxar". É bom que
se tenha pelo menos
quinze centímetros
de fita sobrando
para prender
apetrechos (o
isolante térmico,
por exemplo). Neste
caso, fivelas tipo
"macho-fêmea"
facilitam ainda mais
a operação.
Barrigueira - Este é o
acessório mais
importante da
mochila, média ou
grande. Fuja das
mochilas com
regulagem fixa, ou
seja, aquelas que
além da fivela
principal da
barrigueira tem uma
outra que fixa a
regulagem. No mínimo
um dos lados deve
ter regulagem livre:
ajustável sem que
seja preciso
desconectar a fivela
principal.
Certifique-se também
se a regulagem
mínima da
barrigueira vai se
ajustar
adequadamente quando
você estiver
magrinho ou
caminhando sem
camisa. Algumas
pessoas chegam a
emagrecer até cinco
quilos numa
caminhada de quinze
dias em terreno
difícil ou altitude.
Não se esqueça de
que a função
principal da
barrigueira é
transferir o peso da
mochila para os
quadris.
Barrigueiras
fofinhas e com
aparência
confortável podem se
tornar um martírio
sob uma mochila
carregada, e
normalmente perdem
muito em
durabilidade.
Muitas mochilas pequenas
e leves têm
barrigueiras de fita
que não transferem
carga para a
cintura. Elas
funcionam com
estabilizadores e
são muito úteis para
escalar, correr,
pedalar ou caminhar
em terrenos
acidentados. Fique
atento também para a
fivela. Existem
muitos modelos
diferentes e alguns
deles podem quebrar
se utilizados de
forma exigente,
principalmente se
forem de plástico.
As boas fivelas são
de nylon injetável e
geralmente fazem um
sonoro "clac" quando
fecham. Teste se
elas dobram
facilmente. As
rígidas não são
boas, e ressecam com
o tempo, quebrando
com mais facilidade.
Alças principais - Assim
como na barrigueira,
as alças devem ser
estruturadas
(semi-rígidas) para
melhor eficiência e
durabilidade. As
alças "acolchoadas"
ou "fofinhas" acabam
se deformando e
tendo a superfície
de contato
diminuída. A
regulagem das alças
pode ser de cima
para baixo, quando
as fivelas são fixas
nas extremidades das
alças, ou debaixo
para cima quando as
fivelas são fixas na
base da mochila.
Estabilizador lateral -
Ítem responsável
pela estabilização
do movimento lateral
da mochila sobre as
costas, deve ser
regulado após a
barrigueira e as
alças terem sido
apertadas, pois sua
regulagem muda
drasticamente a cada
situação.
Estabilizador superior -
Mantém a mochila
próxima das costas e
desloca o peso para
a frente, o que
aumenta a eficiência
da barrigueira.
Muitas mochilas
permitem regular a
altura desta
inserção, o que deve
ser feito depois da
regulagem dorsal. O
ideal é que ela se
mantenha alguns
centímetros acima
dos ombros.
Estabilizador peitoral -
É uma ótima solução
para cargas pesadas,
terrenos acidentados
e caminhadas longas.
Evita que as alças
entrem em baixo dos
braços e permite
transferir o "puxão
da mochila"
(tendência da
mochila cair para
trás) para a área
peitoral, aliviando
os ombros.
Mudando-se a
regulagem do
estabilizador
peitoral durante o
decorrer do dia, ou
mesmo soltando-a
algumas vezes,
alivia-se bastante o
desconforto na parte
superior do tronco.
Como distribuir o
peso na mochila
O bom equilíbrio da
mochila nas costas é
fundamental para o
conforto e
desempenho do
usuário. A
distribuição dos
equipamentos na
mochila muda de
acordo com a
atividade a ser
praticada:
Caminhadas leves
(terrenos suaves e
descampados):
coloque o material
pesado o mais alto
possível e perto das
costas, de forma a
manter o centro de
gravidade da carga
na altura dos
ombros.
Caminhadas médias
(terrenos
acidentados e
trilhas em mata e
escaladas): em
situações que exigem
passos altos, pulos,
agachamentos e
balanços laterais, o
centro de gravidade
deve ser baixado
para a altura do
meio das costas e
próximo à mesma. Uma
mochila grande, com
centro de gravidade
alto, pode derrubar
seu dono durante um
agachamento. A
colocação do
material mais pesado
no lugar certo
também facilita a
operação de colocar
e tirar a mochila
sem ajuda.
Caminhadas difíceis
(terreno muito
acidentado, mata
fechada e grandes
cargas): em
expedições pela mata
atlântica ou
aproximações de
grandes montanhas,
pode-se colocar o
equipamento pesado
no fundo da mochila,
o que permite maior
liberdade de
movimentos e,
conseqüentemente,
menor desgaste
físico durante a
jornada.
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