A Nova
Ordem Mundial e a Geopolítica do Petróleo
F. William Engdahl
[*]
Estranha e calmamente os Estados Unidos estão sendo
cerceados em sua agora óbvia estratégia de controlar as
maiores fontes de petróleo e energia do Golfo Pérsico, Bacia
do Cáspio na Ásia Central, África e mais além.
A
estratégia norte-americana de controle global da energia,
está agora claro para a maioria, foi o motivo real para a
altamente dispendiosa mudança de regime no Iraque, apelidada
de forma eufemística de ‘democracia’ por Washington. George
W. Bush reafirmou seu mantra da democracia recentemente, em
28 de maio, na cerimônia militar de formatura em West Point,
onde ele declarou que a segurança dos EUA depende de uma
pressão agressiva pela democracia, especialmente no Oriente
Médio. ‘Isto é apenas o começo’, disse Bush.
‘A mensagem foi espalhada de Damasco a Teerã de que o futuro
pertence à liberdade, e não vamos descansar até que a
promessa de liberdade alcance cada pessoa em cada país.’
Se a tendência dos acontecimentos recentes se mantiver, não
será a democracia ao estilo Bush que vai se espalhar, mas
sim a influência russa e chinesa sobre as maiores fontes
energéticas de petróleo e gás.
A questão do controle energético incentivou Washington a
apoiar as arriscadas ‘revoluções coloridas’ na Geórgia,
Ucrânia, Usbequistão, Bielorrússia e Quirquistão nos últimos
meses. Ela está por trás da atividade norte-americana nos
países do Golfo da Guiné, na
África Ocidental, bem como no Sudão, fonte de 7% das
importações chinesas de petróleo. Ela está por trás da
política dos EUA vis-à-vis a Venezuela de Hugo
Chavez e a Bolívia de Evo Morales.
Nos últimos meses, no entanto, esta estratégia de dominação
global da energia, uma prioridade estratégica dos EUA, tem
mostrado sinais de que está produzindo exatamente o
contrário: uma espécie de ‘coalizão dos insatisfeitos,’
países que cada vez mais não vêem outra alternativa, apesar
das tradicionais animosidades, que cooperar para contrapor
ao que eles vêem como uma pressão dos EUA para controlar
todos eles, sua segurança energética futura.
Algumas pessoas em Washington estão começando a compreender
que foram apenas ‘meio-espertos’, como é evidente nos
recentes pronunciamentos tanto da China como da Rússia, duas
nações cuja cooperação é em alguma forma essencial para o
sucesso do projeto global de energia norte-americano.
Ofensas
tanto à China como à Rússia
Contrariando o conselho de antigos especialistas em China,
inclusive o ex-Secretário de Estado Henry Kissinger,
arquiteto da abertura de Nixon à China em 1972, a Casa
Branca negou a honra de um jantar de estadista ao visitante
presidente chinês Hu Jintao em abril, servindo no lugar um
almoço rápido. Hu foi humilhado publicamente por um
conhecido ativista da seita Falun Gong na conferência de
imprensa da Casa Branca e por outras humilhações óbvias. Em
outras palavras, a Casa Branca recepcionou Hu com um
diplomático tapa na cara.
Ao mesmo tempo, o vice-presidente Dick Cheney "esbofeteou" o
presidente da Rússia, Putin, com o mais aberto ataque à
política interna de direitos humanos, bem como à sua
política de energia, num discurso no país báltico da
Lituânia. Lá, Cheney declarou sobre a Rússia, ‘o governo tem
restringido de forma imprópria e ilegal os direitos de seu
povo.’ Ele acusou a Rússia de ‘intimidação e chantagem’
energética. Alguns dias depois, a Secretária de Estado
Condoleezza Rice reiterou que a Rússia deveria ser
‘pressionada’ pelas reformas democráticas. Rice também
agrediu diplomaticamente a China em março durante uma viagem
ao sudeste asiático, chamando a China de uma ‘força
negativa’ na Ásia.
Estranhamente, Washington tem acusado repedidas vezes a
China de ‘não cumprir as regras,’ em termos de sua política
de petróleo, declarando que a China é culpada de ‘tentar
controlar a energia na fonte,’ como se essa não tivesse sido
a política de energia dos EUA por mais de um século.
O significado de atacar simultaneamente tanto a Rússia como
a China, os dois gigantes Eurasianos, um deles o maior
investidor em títulos do Tesouro dos EUA, o outro a segunda
maior potência nuclear mundial, reflete a compreensão em
Washington de que as coisas podem não ser tão simples na
questão da dominação global como prometido originalmente por
vários estrategistas da e em torno da administração Bush.
A
Organização para a Cooperação de Xangai ganha novo peso
Em 15 de junho, as nações-membros da Organização para a
Cooperação de Xangai
(Shanghai Co-operation Organization, SCO), liderados pela
China e pela Rússia, informalmente convidarão o observador,
Irã, para se tornar membro pleno. Essa reunião será
realizada em Xangai. Ainda que a condição de membro pleno
seja postergada, como tem sido debatido, o fato é que Rússia
e China desejam selar uma maior cooperação com o Irã na
cooperação energética na Eurásia.
A Organização para a Cooperação de Xangai foi fundada em
junho de 2001 pela China, Rússia, Kasaquistão, Quirquistão,
Tajiquistão e Usbequistão. Seus objetivos declarados eram
facilitar a ‘cooperação nas esferas de assuntos políticos,
economia e comércio, técnico-científicos, culturais, e
educacionais, bem como nos campos de energia, transporte,
turismo, e proteção ambiental.’ Recentemente, no entanto, a
SCO está se tornando algo como um bloco
energético-financeiro na Ásia Central, conscientemente sendo
desenvolvido para servir como contraponto à hegemonia
norte-americana.
Nos últimos meses seus membros deram vários passos
potencialmente estratégicos no sentido de se afastar da
dependência dos EUA, tanto em energia como em dependência
financeira. Uma olhada no mapa indica o potencial de uma SCO
expandida.
Geopolítica energética da Rússia
Em seu recente discurso sobre
o Estado da União, o presidente Putin anunciou que a
Rússia está planejando tornar o rublo conversível em outras
moedas de importância, como o Euro, e usar o rubro em suas
transações de petróleo e gás. O rublo conversível deve ser
introduzido, de acordo com as últimas declarações russas, em
1 de julho, seis meses antes do originalmente planejado. A
Rússia também expôs seus planos de transferir uma parte de
suas consideráveis reservas em dólar para outras moedas, e
que usaria US$40 bilhões para comprar reservas em ouro.
A companhia estatal russa de transporte de gás natural,
Transneft, consolidou seu controle sobre os gasodutos para
tornar-se a única exportadora do gás natural russo. A Rússia
tem de longe as maiores reservas mundiais de gás natural, e
o Irã as segundas maiores. Com o Irã, a Organização para a
Cooperação de Xangai controlaria a vasta maioria das
reservas mundiais de gás natural, bem como uma significante
parte das reservas de petróleo, para não mencionar o
potencial controle do Estreito de Hormuz, o estreito
corredor para a maioria dos navios petroleiros do Golfo em
direção ao Japão e ao Ocidente.
No final de maio foi relatado que a Rússia e a Argélia, os
dois maiores fornecedores para a Europa, chegaram a um
acordo para aumentar a cooperação energética. A Argélia deu
às companhias russas acesso exclusivo aos campos argelinos
de petróleo e gás, e a Gazprom e a Sonatrach irão cooperar
na entrega do gás para a França. Putin cancelou o débito de
$4,7 bilhões [rublos] que a Argélia tinha com a Rússia, e de
sua parte a Argélia comprará o equivalente a $7,5 bilhões de
caças russos de última geração, sistemas de defesa aérea e
armas.
Em 26 de maio, o Ministro da Defesa russo Sergei Ivanov
anunciou também que a Rússia vai suprir definitivamente o
Irã com sofisticados mísseis anti-aviação Tor-M1, segundo
consta como um prelúdio para o suprimento de armamento mais
sofisticado.
Então, num dos exemplos mais fascinantes da absoluta
autoconfiança geopolítica da Rússia de Putin na área de
energia, o monopólio do gás controlado pelo Kremlin Gazprom
entrou em sigilosas negociações com o Primeiro-ministro de
Israel Ehud Olmert, através de seu amigo bilionário Benny
Steinmetz, para assegurar o suprimento do gás natural russo
a Israel através de um gasoduto submarino da Turquia até
Israel.
De acordo com o jornal israelense Yediot Ahronot, o gabinete
de Olmert disse que vai apoiar a proposta da Gazprom. Em
alguns anos Israel enfrentará o racionamento do gás das
jazidas do Mar de Tethys e logo do gás do Egito. O gás do
Mar de Tethys deve terminar em poucos anos. A British Gas (BG)
mantém conversações para enviar o gás de Gaza, mas Israel
disputa o direito de exploração da BG. Mas mesmo com o gás
do Egito e Gaza os racionamentos de gás são esperados por
volta de 2010, a menos que Israel consiga encontrar novas
fontes. Entram a Gazprom e Putin. O gás seria desviado do
gasoduto Rússia-Turquia Bluestream, subutilizado, que a
Rússia construiu para aumentar sua influência sobre a
Turquia dois anos atrás. Putin claramente quer levar
vantagem em Israel sobre a influência unilateral dos EUA na
política de Israel.
Geopolítica energética da China também em alta rotação
De sua parte Beijing também se
move para ‘garantir a energia nas fontes.’ A economia
chinesa, que cresce a 9% ao ano, requer imensos recursos
naturais para sustentar seu crescimento. A China se tornou
um grande importador de petróleo em 1993. Em 2045, cerca de
45% das necessidades energéticas da China dependerão de
petróleo importado.
Em 26 de maio, o petróleo cru do Kazaquistão começou a fluir
para a China num recém concluído oleoduto de Atasu no
Kazaquistão para a passagem de Alataw, na província de
Xinjiang no extremo oeste da China, uma rota de 1.000
quilômetros anunciada apenas no ano passado. Ele é a marca
da primeira vez que o petróleo é bombeado diretamente para a
China. O Kazaquistão é também um membro da SCO, mas desde o
colapso da União Soviética havia sido parte da esfera de
influência dos EUA, com a ChevronTexaco, a companhia
petrolífera de Condi Rice, a maior exploradora de petróleo.
Por volta de 2011, o oleoduto terá uma extensão de mais
3.000 quilômetros até Dushanzi onde os chineses estão
construindo sua maior refinaria de petróleo, que deve ficar
pronta por volta de 2008. A China financiou todos os US$700
milhões do oleoduto e vai comprar o petróleo. Em 2005 a
companhia petrolífera estatal chinesa CNPC comprou a
PetroKazkhstan por US$4.2 bilhões e vai usá-la para explorar
os campos de petróleo no Kazaquistão.
A China está também em negociações com a Rússia para um
oleoduto que vai levar o petróleo siberiano até o nordeste
da China, um projeto que deve estar completo em 2008, e um
gasoduto para gás natural da Rússia até Heilongjiang, no
nordeste chinês. A China acaba de ultrapassar o Japão como o
segundo maior importador mundial de petróleo depois dos EUA.
Beijing e Moscou estão ainda integrando suas economias de
eletricidade. No final de maio a companhia China State Grid
Corp anunciou seus planos de aumentar em cinco vezes as
importações de eletricidade da Rússia até 2010.
Nos
países africanos produtores de petróelo: China por todos os
lados
Em sua incansável luta para assegurar futuros suprimentos de
petróleo ‘na fonte’, a China também entrou em tradicionais
domínios petrolíferos dos EUA, Inglaterra e França na
África. Além de ser o maior explorador do oleoduto do Sudão,
que envia 7% das importações totais de petróleo da China,
Beijing tem sido muito ativa na África Ocidental, nos países
à margem do Golfo da Guiné, rico em petróleo, fonte de
vastos campos do valorizado petróleo com baixo teor de
enxofre.
Desde a criação do Fórum China-África em 2000, a China tem
derrubado as tarifas de 190 produtos importados de 28 dos
países africanos menos desenvolvidos, e cancelou US$1,2
bilhão em débitos.
Um indicativo da maneira como a China está acabando com o
costumeiro controle dos países africanos pelo FMI/ economias
ocidentais, o banco de importação e exportação da China
concedeu recentemente um auxílio de $2 bilhões para Angola.
Em troca, o governo de Luanda concedeu à China parceria na
exploração de petróleo em águas não-profundas na costa. O
auxílio deve ser usado para projetos de infra-estrutura. Em
contraste, o interesse norte-americano nas guerras
separatistas em Angola raramente foi além do bem-guardado
enclave petrolífero de Cabinda, onde a ExxonMobil juntamente
com a Shell Petróleo dominaram até recentemente.
Aparentemente, isso deve mudar com o crescente interesse
chinês.
Os projetos de infra-estrutura chineses em desenvolvimento
em Angola incluem ferrovias, estradas, uma rede de fibra
óptica, escolas, hospitais, escritórios e 5.000 unidades de
moradia. Um novo aeroporto com vôos diretos de Luanda para
Beijing também está planejado.
Indiretamente, através de seu apoio ao governo sudanês, a
China é também parte interessada no jogo de alto risco da
potencial mudança de regime no vizinho Chade, rico em
petróleo. No início deste ano, o ‘garoto truculento’ do
Banco Mundial, Paul Wolfowitz, foi forçado a recuar nos
planos de cortar a ajuda do Banco Mundial, depois da ameaça
de uma paralisação nas exportações de petróleo pelo
minúsculo Chade. ExxonMobil é atualmente a maior companhia
em atividade no Chade. Mas o Sudão apóia os rebeldes no
Chade, que só foram impedidos de derrubar o notoriamente
corrupto e impopular regime do presidente Idriss Deby pelos
1.500 soldados franceses que sustentaram o regime Deby.
Washington se juntou a Paris no apoio a Deby.
O Sudão envolveu a China, mais do que as corporações
ocidentais, na exploração de seus campos petrolíferos, em
grande parte como um resultado das mal-planejadas sanções
impostas pelos EUA em 1997, que impediram as companhias
petrolíferas norte-americanas de fazer negócios no Sudão. Um
novo regime no Chade, apoiado pelo Sudão, colocaria em risco
o oleoduto Chade-Camarões e as companhias petrolíferas
ocidentais.
É possível imaginar que a China deve estar apenas esperando
para entrar numa brecha e ajudar o Chade a explorar seu
petróleo, especialmente se ele for para a China.
E imediatamente depois de sua desagradável visita a
Washington em abril, onde o presidente chinês foi recebido
por uma diplomacia da Casa Branca de deliberados insultos,
reminiscências de um trote da fraternidade da Universidade
do Texas, Hu Jintao foi para a Nigéria, há tempos tida por
Washington como sua ‘esfera de interesses petrolíferos.’
Na Nigéria, o maior produtor de petróleo na África, Hu
assinou um acordo com o governo nigeriano onde a Nigéria
concederá à China quatro licenças de perfuração em troca de
uma promessa de investimentos de $4 bilhões em
infra-estrutura. A China vai comprar uma participação no
controle na refinaria de Kaduna, que produz 110.000
barris/dia, vai construir ferrovias e estações de força, e,
além disso, vai assumir uma participação de 45% no
desenvolvimento do campo de petróleo e gás offshore
nigeriano OML-130. Segundo o diretor da companhia
petrolífera chinesa CNOOF, o OML-130 é ‘um campo de petróleo
e gás de imenso interesse... localizado em uma das maiores
bacias de petróleo e gás do mundo.’
Quase toda a produção atual de petróleo da Nigéria é
controlada por multinacionais ocidentais. Mas a situação
também deverá mudar em breve em favor da China.
Auxílios para infra-estrutura similares ou ofertas de
investimento em energia estão sendo feitos pela China ao
Gabão, Costa do Marfim, Libéria e Guiné Equatorial.
A estranha acusação contra a China de ‘não respeitar as
regras’ e ‘tentar garantir energia na fonte,’ começa a tomar
dimensão real quando estes movimentos, junto com os
movimentos feitos pela Rússia na área de energia, são
tomados na sua totalidade.
A
conclusão de Washington? Oops…
É pouco surpreendente que alguns falcões de Washington
estejam ficando alarmados.
De repente, o mundo de ‘inimigos potenciais’ não está mais
restrito à Guerra contra o Terror, centrada no islamismo.
Liderança ideológica neo-conservadora, Robert Kagan escreveu
recentemente um importante editorial no Washington Post.
Presumivelmente, Kagan priva das discussões nas altas
esferas em Washington. Sua esposa, Victoria Nuland,
trabalhou como conselheira de assuntos de segurança nacional
com o vice-presidente Cheney até ser nomeada embaixadora dos
EUA na OTAN.
Kagan declarou, em referência à Rússia e à China: ‘Até agora
a estratégia do Ocidente liberal tem sido tentar integrar
essas suas potências na ordem liberal internacional,
amansá-las e torná-las seguras para o liberalismo.’ Kagan
foi co-fundador do Projeto para um novo século americano (PNAC),
no final dos anos 1990, para entre outras coisas advogar uma
maior presença militar norte-americana e a mudança forçada
de regime no Iraque, esta última um ano antes do ataque de
11 de setembro de 2001.
Kagan continua: ‘Se, pelo contrário, China e Rússia
continuarem sendo os sólidos pilares da autocracia pelas
próximas décadas, persistindo e talvez até prosperando,
então não se pode esperar que eles abracem a visão ocidental
da inexorável evolução da humanidade rumo à democracia e ao
fim da ordem autocrática.’
Kagan fez acusações de que a China e a Rússia emergiram como
os protetores de ‘uma liga informal de ditadores’- que, de
acordo com ele, atualmente inclui os líderes de Bielorrússia,
Usbequistão, Burma, Zimbábue, Sudão, Venezuela, Irã e
Angola, entre outros – ao redor do mundo, que, como os
líderes da Rússia e da China eles mesmos, resistem a
quaisquer tentativas do Ocidente de interferir em seus
assuntos internos, seja através de sanções ou outros meios.
‘A questão é o que os Estados Unidos e a Europa decidirão
fazer em resposta,’ escreveu Kagan. ‘Infelizmente, a
al-Qaeda pode não ser o único desafio que o liberalismo
enfrenta hoje em dia, ou mesmo o maior.’ A questão, como
astutamente coloca Kagan, é o que os Estados Unidos ou a
Europa podem fazer em resposta. O gênio da estratégia dos
falcões de Washington mostra suas velhas artimanhas.
A principal organização de política externa nos EUA, o
Conselho de Relações Estrangeiras de Nova Iorque (CFR)
também ponderou sobre a questão recentemente, especialmente
sobre os movimentos da China na área de energia. Num
relatório recente, o CRF acusa a administração Bush de não
ter nenhuma estratégia completa e de longo prazo para a
África. Eles criticam o foco dos EUA em assuntos
humanitários como em Darfur, ao sul do Sudão, exigindo ao
contrário que os EUA ‘atuem nos seus crescentes interesses
nacionais no continente.’ Quais interesses? O CFR lista
petróleo e gás como número um; crescente competição com a
China (fortemente relacionada com a primeira) como número
dois. Oops...
[*] F. William Engdahl é editor
colaborador de Global Research e autor do livro, ‘A Century
of War: Anglo-American Oil Politics and the New World Order,’
Pluto Press Ltd. (Um século de guerra: Política de petróleo
anglo-americana e a nova ordem mundial). Ele pode ser
contatado através de seu site,
www.engdahl.oilgeopolitics.net.
Traduzido para o CeCAC por M.H.
O original encontra-se em
www.globalresearch
Reproduzido
por
Northstar Compass
em sua revista nº 15 de setembro de 2006.
Este
artigo encontra-se em
www.cecac.org.br
17/novembro/2006