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Geógrafo
participa do planejamento urbano
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Desvendar quais as conseqüências da implantação
de uma nova linha de metrô para uma região
é um prato cheio para
o geógrafo. Ele poderá analisar desde a
demanda por outros meios de transporte, como
ônibus, até novas oportunidades imobiliárias
e comerciais.
O geógrafo trabalha em órgãos públicos,
ajudando na elaboração de políticas urbanas
ou rurais. Ele sugere soluções para os
problemas de ocupação irregular dos
mananciais e de esgotamento dos rios, por
exemplo. Além disso, observa questões de
poluição ambiental, geradas por uma
determinada população -os problemas surgem
da má ocupação do espaço, da pobreza etc.
Nos movimentos sociais, como o MST
(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terra), o profissional ajudará na localização
de áreas desocupadas e fazendas improdutivas
e verificará as condições climáticas e
hidrográficas, o que é importante para traçar
qual o tipo de cultura a ser feita em uma
determinada região.
O geógrafo tem a capacidade de
interpretar mapas e cartas com base no
sensoriamento remoto, feitas por fotos aéreas
ou por satélite. Analisa os dados físicos,
biológicos e humanos. Outras carreiras
estudam fatos isolados, afirma Amalia Inês
Geraiges de Lemos, chefe do Departamento de
Geografia da USP.
A gestão turística também é um
mercado de trabalho. As atividades podem ser
em órgãos públicos, traçando novos pólos
de exploração, ou, nas empresas privadas,
explorando áreas alternativas. Como o
profissional tem a visão de ocupação do
espaço, suas habilidades são aproveitadas na
construção civil, em que examinará as condições
de uma área para a construção de um condomínio.
Com arquitetos, engenheiros e economistas, fará
o planejamento de um empreendimento.
Como consultor geopolítico, terá a
capacidade de interpretar a problemática
territorial do Iraque e das guerras no Oriente
Médio. Além disso, poderá traçar mapas
eleitorais para uso político.
Fonte:
Folha de S.Paulo -
20/11/2003
Disponível
em: http://www.tamandare.g12.br/ciber/1_universia.htm |