A maquete é um
instrumento didático
de grande
importância no
processo de
ensino-aprendizagem
de Geografia, pois
permite múltiplos
usos. A sua
principal utilidade
é recriar, numa
escala grande, as
formas de relevo
presentes na
Natureza. Todavia,
muitas vezes os
alunos não conseguem
fazer a ligação
entre as formas
representadas em
três dimensões e o
mapa, bidimensional,
a partir do qual
esta representação
foi construída.
Assim, temos uma
desconexão entre
duas formas de
representar as
formas do relevo.
Esta dificuldade que
a maioria dos
alunos, em qualquer
nível, possui, advém
da dificuldade de
compreender o
conceito e o
objetivo da
representação da
altimetria sob a
forma das curvas de
nível. Quando esta
altimetria é
representada através
de cores
hipsométricas as
dificuldades são
menores, mas não
desaparecem. As
maquetes
tradicionais ajudam,
mas não resolvem o
problema, pois na
maioria das vezes,
não possuem a mesma
legenda que existe
nos mapas.
A maquete é um
instrumento didático
de grande
importância no
processo de
ensino-aprendizagem
de Geografia, pois
permite múltiplos
usos. A maquete
produzida a partir
de imagens de
satélite é uma
tentativa de criar,
numa escala
reduzida, uma
representação do
relevo e da ocupação
humana mais próxima
do real.
As técnicas
utilizadas para a
produção de maquetes
a partir de imagens
de satélite são
praticamente as
mesmas que se
utilizam para
produzir as maquetes
tradicionais. As
diferenças ficam por
conta do material
empregado e,
principalmente, no
acabamento.
Para se elaborar a
maquete é necessário
definir qual é a
área a ser
representada. Depois
é necessário ter
acesso à imagem de
satélite e à(s)
folha(s)
topográfica(s) ou
mapa(s) da área.
Introdução
- Esta atividade permite
que o aluno exercite uma
série de habilidades
como a localização, a
leitura de mapas e da
paisagem, permitindo a
junção dos elementos
humanos e naturais
presentes na paisagem e
a construção de vários
conceitos relacionados
com a formação do relevo
terrestre.
Objetivos
- Ler a
paisagem (fotografia),
identificando alguns
traços essenciais de uma
parte do espaço
geográfico total;
- Relacionar o lugar
representado na paisagem
com outros lugares
próximos ou distantes,
permitindo examinar as
relações entre eles e
deles com espaço
geográfico total;
- Desenvolver o estudo
de conceitos inerentes à
dinâmica da natureza.
A maquete tradicional
A maquete é uma
representação, em
escala reduzida, das
formas de relevo
existentes na
natureza. Consiste
na reprodução, em
três dimensões, da
representação destas
formas através de
mapas ou cartas.
Quanto mais
detalhado for o
mapa, mais detalhada
será a maquete.
A técnica de
produção de maquetes
é extremamente
simples. No caso de
representação em
curvas de nível, é
preciso ter tantas
cópias do mapa,
quantas forem as
curvas de nível.
Senão, é necessário
redesenhar cada
curva de nível. Num
segundo momento
recorta-se cada
curva e cola-se num
material que dê a
sensação de altura,
em geral isopor.
Depois, cola-se uma
sobre as outras e
faz-se o acabamento,
em geral, cobrindo a
maquete com papel
machê, gesso, massa
plástica ou similar,
para eliminar as
descontinuidades
entre as curvas de
nível. Por ultimo,
pinta-se a maquete,
tentando reproduzir
a legenda do mapa
original.
O resultado é que,
embora seja bastante
útil, a maquete
tradicional acaba
tendo seu uso
limitado por e acaba
não cumprindo os
objetivos aos quais
se propõe.
A maquete produzida a
partir de imagens de
satélite
Este tipo de maquete
possui objetivos bem
definidos. Ela é
produzida com o
intuito de
representar a
altimetria contida
nas imagens de
satélite, sob a
forma de curvas de
nível, de maneira a
permitir a apreensão
desta forma de
representação. Ao
mesmo tempo,
permitir a
visualização das
informações
planimétricas
contidas na imagem
original. Em suma, é
uma imagem em três
dimensões. No
entanto, nada impede
que ela tenha outros
usos para diferentes
enfoques.
Este tipo de
representação se
torna possível pelo
material utilizado
na produção da
maquete. Antes de
detalhar estes
materiais e a
técnica utilizada
neste processo de
produção, é
necessário deixar
claro algumas
coisas.
Em primeiro lugar,
esta técnica nasceu
espontaneamente,
através de um
processo de "ensaio
e erro" e não como
fruto de uma
pesquisa apurada
sobre formas de
representação. Ela
desenvolveu-se no
processo de busca de
formas de
representação que
permitissem aos
alunos de um curso
técnico de nível
médio compreender a
representação da
altimetria em forma
de curvas de nível.
É resultado,
portanto, de uma
solução improvisada
de um professor que
buscava superar uma
dificuldade
específica no
cotidiano da sala de
aula. Até mesmo os
materiais
alternativos
utilizados, foram
descobertos "por
acaso" e utilizados
a partir de
sugestões e palpites
de outras pessoas e
algumas vezes por
acidente mesmo.
Em segundo lugar,
não existe a
pretensão de
substituir as
técnicas e formas
tradicionais e de
alta tecnologia que
possuem objetivos
diferentes dos
propostos aqui.
Muito menos há por
parte do autor, a
intenção de
"revolucionar" a
produção de
maquetes. O objetivo
explícito e único
desta técnica é ser
uma alternativa de
representação da
altimetria sem per
perder as
informações da
planimetria. Existe,
também, um objetivo
estético. Deixando a
modéstia de lado,
estas maquetes são
realmente bonitas e
interessantes de se
olhar.
O processo de produção
das maquetes a partir de
imagens de satélite
As técnicas utilizadas
para a produção de
maquetes a partir de
imagens de satélite são
praticamente as mesmas
que se utilizam para
produzir as maquetes
tradicionais. As
diferenças ficam por
conta do material
empregado e,
principalmente, no
acabamento. Neste item
vamos explicar passo a
passo o processo de
produção das maquetes.
Primeiro passo
A escolha da área –
antes de mais nada, é
necessário definir qual
é a área a ser
transformada em maquete.
Depois é necessário ter
acesso à(s) imagem(s) da
área e que contenha as
curvas de nível. Em
geral temos produzido
maquetes nas escalas de
1/50.000, 1/25.000 e
eventualmente, 1/250.000
ou 1/400.000. Depende da
finalidade a que a
maquete se destina após
ficar pronta.Caso não
haja imagem com curvas
de nível, é necessário
plotá-las digitalmente
ou analogicamente.
Segundo passo
A definição da
escala vertical –
para que a maquete
tenha uma forma
semelhante às
encontradas na
natureza é
necessário que a
escala vertical, ou
seja, a altura da
maquete, esteja
proporcional a
escala horizontal.
Para melhor escolher
esta escala é
necessário fazer
perfis em várias
escalas para
verificar qual é a
mais adequada, para
não correr risco de
haver um exagero
vertical ou, pelo
contrário, um
“esparramento” das
elevações. A
experiência tem
demonstrado que em
escalas horizontais
de 1/50.000 o ideal
é uma escala
vertical de
1/40.000, ou seja,
uma altura de 1mm é
igual a 40 metros,
que é a utilizada na
maquete em
exposição.
Terceiro passo
A preparação do
material – o
material a ser
utilizado é
relativamente
simples de se
encontrar. Antes de
tudo é preciso
verificar quantas
cópias da imagem
serão feitas. É
necessária uma cópia
para cada curva de
nível, assim se tem
menos trabalho. As
cópias devem ser em
fotocópias
coloridas. As cópias
coloridas custam
cerca de 15 a 20
vezes mais que as
P&B, mas possuem a
vantagem de serem
muito mais bonitas e
eficazes. Para
minimizar os custos
pode se utilizar a
mesma cópia colorida
para várias curvas
de nível, isto dá
mais trabalho e o
resultado pode ser
de qualidade
inferior, caso não
haja muito cuidado
na hora de cortar e
colar. São
necessários, ainda:
-
uma
lapiseira de
grafite mole (2B
ou 6B) 0,5 mm
-
tubos
de cola de
isopor
(transparente)
-
tesoura
fina (de cotar
unhas de bebê,
de preferência).
-
uma
ou duas placas
de isopor de 10
a 20 mm (para a
base)
-
alguns
metros de
Indofoam que
varia de 0,5 a
três mm (uma
espécie de manta
acrílica que
recobre
aparelhos de som
e TV)
Quarto passo
Redesenhar as curvas
de nível – Após
definir a área a ser
representada é
necessário
redesenhara s curvas
de nível passando a
lapiseira ou lápis
em cada curva, uma
curva em cada cópia
(ou no máximo quatro
curvas*) de maneira
a tornar mais nítida
a curva que será
recortada
posteriormente.
(*) no caso de
cópias coloridas
pode se marcar até
quatro curvas em
cada cópia, para
baratear os custos.
No entanto as curvas
devem estar
afastadas pelo menos
uns três ou quatro
centímetros umas das
outras.
Quinto passo
Colar a base – a carta a
ser representada deve
ser colada numa folha de
indofoam e a seguir
colada numa placa de
isopor, pois a demais
chapas de cada curva
serão coladas nesta
base. Deve e deixar
espaço nas laterais ou
abaixo da carta para
colocarmos a legenda ou
outras informações.
Sexto passo
Colar as cópias no
indofoam –
Após redesenhar cada
curva é necessário
prepará-las para o
corte. Para isso
faz-se um recorte
grosseiro em torno
da curva deixando
mais ou menos um cm
de sobra do papel. A
seguir, passa –se
cola na cópia, com o
cuidado de não
encharcar para não
molhar a cópia e
desmanchar o papel
ou por cola de menos
e o papel começar a
descolar do indofoam.
A seguir cola-se a
cópia de papel no
indofoam e espere-a
secar.
Sétimo passo
Recortar as curvas
de nível – após ter
certeza de que a
cola está seca passa
a tarefa de recortar
as curvas de nível.
Basta seguir a curva
que está marcada com
o grafite,
recortando
exatamente em coma
da curva não
deixando nenhum
espaço de papel para
fora ou cortando por
dentro. Quanto mais
bem feita for essa
etapa, menos
problema você terá
na hora de colar a
chapa cópia-indofoam
na base.
Oitavo passo
Colando as chapas na
base
– depois de recortar a
curva de nível você terá
uma chapa de papel e
indofoam colados. Passe
cola na parte de trás,
no indofoam, tomando os
mesmo cuidados da etapa
anterior de colagem e
coloque na base,
exatamente em cima da
curva que você recortou.
Quanto mais precisão
nesta etapa mais bonita
e perfeita será a sua
maquete. Repita este
processo para cada
curva, quando as peças a
serem cortadas se
tornarem pequenas, passe
a trabalhar em sub-áreas
dentro da maquete, pois
os pedaços pequenos são
muito parecidos uns com
os outros e se você se
distrair nunca mais vai
achar onde é que você
deve colar tal
pedacinho.
Nono passo
O acabamento final –
Após colar todas as
curvas e o último
pedacinho de curva, você
deve cobrir a maquete
com a cola de isopor,
despejando lentamente e
ajeitando com o dedo ou
pincel para não formar
bolhas ou excessos de
cola. Com esta técnica
você protege a maquete e
dá um efeito visual
muito bonito, pois a
maquete vai parecer
“vitrificada”, como se
tivesse sido coberto com
uma camada de plástico
ou vidro.
Conclusão
Se você seguiu estes
passos corretamente
agora tem uma bonita
maquete que pode ter
diversos usos e
permitirá a jovens e
crianças terem noção
do que é a
representação do
altimetria através
das curvas de nível.
O ideal é produzir
mecanismos de
proteção da maquete,
pois com o tempo a
poeira e a umidade
causam danos à
maquete, assim
causam aos livros e
mapas. O mais
prático é colocá-la
numa chapa de
eucatex e fazer uma
caixa com uma
cobertura leve. Deve
se ter o cuidado de
não fazer algo
pesado, pois uma das
grandes vantagens
deste tipo de
maquete é o fato de
serem extremamente
leves, o que permite
o transporte de uma
sala de aula para
outra sem nenhuma
dificuldade.
Agora só
nos resta
convidá-los para ver
e tocar na maquete,
pois é impossível
descreve-la com
palavras, ou mesmo
com fotografias e
imagens. É um
material didático
feito para ser visto
e tocado e admirado.
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