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Linha Internacional
de Data???
Como sabemos, o
movimento aparente
do Sol é executado
do Leste para o
Oeste. Isto é, no
mesmo instante, o
Oeste é "mais cedo"
e o Leste é "mais
tarde". Por exemplo,
quando o Sol está
nascendo no Japão,
ainda é noite no
Brasil!!!
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Oeste
Domingo
30/12 |
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Linha Internacional de Data |
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Leste
Segunda
31/12 |
Olhe um mapa múndi
ou um globo
terrestre. Você
notará que "atrás"
do Meridiano de
Greenwich (que vai
de pólo à pólo,
portanto possui 180º
de extensão), existe
um "anti-meridiano",
ou seja, uma linha
imaginária,
denominada de "Linha
Internacional de
Data". É naquele
lugar que se
convencionou que
acontece a mudança
de data.
Ainda analisando o
mapa múndi, fixe-se
na posição do nosso
Brasil; agora
"caminhe" para o
sentido Leste (do
Sol nascente). Se
você continuar neste
sentido, notará que
você deverá sempre
adiantar o seu
relógio, ou seja, ao
"caminhar" para o
Nascente, num dado
instante, um ponto a
Leste estará a um
número de horas
"mais tarde" que no
ponto inicial, o
Brasil. Continuando
a "caminhar" na
mesma direção; de
repente você passará
para o outro lado do
mapa (a parte Oeste,
quando observada do
Brasil)!!!!.
Chegando ao Brasil,
ter-se-iam passado
um total de 24h (a
mais) desde o ponto
de partida (pois
você "caminhou"
sempre no mesmo
sentido). Ou seja,
você voltou ao
início(!!!), no
mesmo instante
temporal da partida,
mas um dia mais
tarde!!!! Portanto,
no meio do percurso
teria havido uma
mudança de data, em
que você teria
adiantado o
calendário por mais
um dia!!!
Vamos supor que se
um amigo seu tivesse
executado o mesmo
caminho, em
condições iniciais
iguais, mas no
sentido inverso
(para Oeste),
chegaria com um dia
de atraso.Vocês
encontrar-se-iam no
mesmo ponto, no
mesmo instante, com
dois dias de
diferença!!
(Lembre-se que você
deve adiantar o seu
relógio quando se
desloca para o Leste
porém deve atrasá-lo
quando se desloca
para o Oeste).
Para prevenir
problemas, foi
convencionado que a
Linha Internacional
de Data fosse no
Anti-Meridiano de
Greenwich (http://aa.usno.navy.mil/faq/docs/international_date.html).
Ali ocorre uma
mudança de data.
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A Linha
Internacional
de Data
sai do
Pólo
Norte
passa
entre o
extremo
Oeste do
Alaska
(EUA) e
o
extremo
Leste da
Rússia,
desvia-se
de
diversas
ilhas e
arquipélagos
do
Oceano
Pacífico
e segue
até o
Pólo Sul
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Quando devo atrasar um dia no meu calendário? |
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Se você estiver indo para o Leste, como se estivesse, por exemplo, saindo da Europa e se dirigindo para a Ásia até chegar no continente americano (W E), quando cruzar o local indicado como sendo o da Linha Internacional de Data, deverá diminuir um dia à data atual, ou seja, começar outra vez o mesmo dia!!! (Você ganha um dia na vida!!!) |
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W |

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E |
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Clique no mapa para ampliar |
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Quando devo adiantar um dia no meu calendário? |
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Se você estiver indo para o Oeste, como se estivesse, por exemplo, saindo da Europa e se dirigindo para o continente americano (E W) até chegar na Ásia, quando cruzar o local indicado como sendo o da Linha Internacional de Data, deverá adiantar um dia à data atual, ou seja, você pula um dia no seu calendário!!! (Você perde um dia na vida!!!) |
(Veja na figura ao lado essa informação bem no centro)
Note que a linha de mudança de data faz desvios, principalmente nas áreas habitadas. Já pensou o transtorno para os habitantes daquelas ilhas? Em um lado o ilhéu estaria num dia e, o seu vizinho, do outro lado, em outro dia, porém ambos no mesmo horário!!! Que confusão!!!
"Clique" na figura para vê-la ampliada. Dica: pressione a tecla F-11 do seu teclado para ampliar a área de visão da figura que irá se abrir.
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Clique
no mapa
para
ampliar |
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Hora Local
Antes do século XIV
(19), a adoção de
determinado horário
era um procedimento
puramente político e
local. Cada
localidade dispunha
de um relógio
central que marcava
a sua hora oficial.
Este era
acertada para o
meio-dia, assim que
o Sol atingia o
zênite (ponto mais
elevado).
A hora local
obrigava os
viajantes a
acertarem
constantemente os
seus relógios quando
chegavam à uma nova
localidade; quando
os trens começaram a
operar, a definição
dos horários das
diversas companhias
tornou-se
problemática: em
cada estação
observava-se um
horário de
referência diferente
e que nunca
coincidia com aquele
que havia sido
determinado no local
de saída da
composição, o que
gerava grandes
confusões. Nos
Estados Unidos, país
em que os trens
atravessavam vastos
territórios e
grandes distâncias,
as composições
deveriam respeitar
mais de 300 horários
de referência
locais. A
padronização de um
horário de
referência era
essencial para uma
eficiente operação
do serviço de
transporte
ferroviário, a fim
de evitar acidentes
ou problemas com
atrasos, etc. Assim,
grande parte das
companhias
ferroviárias
decidiram, de comum
acordo, fixar cerca
de 100 "fusos dos
caminhos de ferro",
utilizados até 1883.
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O Royal
Observatory,
no topo de
Greenwich
Park |
Tempo Médio de
Greenwich
Também na
Grã-Bretanha era
grande a preocupação
gerada pelos vários
transtornos causados
pelas
várias horas de
referência locais.
Seguindo a idéia
do
Dr Willian Hyde
Wollaston
(1766-1828), foi
criada uma única
hora de referência
para toda a nação
(Inglaterra, Escócia
e País de Gales);
era a primeira nação
do planeta a
implementá-la. Esta
"hora legal" era
medida pelo
Observatório Real de
Greenwich, em
cooperação (desde
1830) com outros
observatórios
mundiais, e
fundamentava-se em
eventos
astronômicos, em
especial na rotação
da Terra. O
Observatório de
Greenwich já havia
desempenhado
importante papel na
medição do tempo
para a navegação
marítima, da imensa
frota britânica. Na
seqüência, na década
de 1840, as várias
horas locais
britânicas foram
substituídas pelo
Greenwich Mean Time
(GMT) ou Tempo Médio
de Greenwich, também
conhecido por hora
de Londres.
É possível parar o
tempo?
Digamos que você
esteja em um avião
viajando para o
oeste ao redor da
linha equatorial da
Terra. Na
linha do equador, os
fusos horários estão a um
pouco mais de 1.609
km de distância,
então para
atravessar um deles
a cada hora, o avião
teria de voar a uma
velocidade de 1.609
km/h.
Se você começasse a voar
ao meio-dia, à uma
da tarde (de acordo
com o seu relógio)
você atravessaria um
fuso horário, fazendo com
que seja meio-dia
novamente. Esse
processo continuaria
enquanto seu avião
pudesse permanecer
no ar. Assim que seu
relógio passasse das
12:59, você o faria
voltar para o
meio-dia de novo.
Durante toda a sua
viagem ao redor da
Terra em direção ao
oeste, o tempo
ficaria entre
meio-dia e uma da
tarde.
Na verdade, você estaria
mantendo sua posição
na Terra em relação
ao sol. Você estaria
voando na mesma
velocidade em que a
Terra está rodando,
mas indo em direção
contrária, portanto
o sol ficaria sempre
na mesma parte do
céu. Sabemos que ao
meio-dia o sol está
aproximadamente
acima de nossas
cabeças, então nessa
jornada o sol
estaria sempre acima
do avião. Na
verdade, você
estaria perseguindo
o meio-dia ao redor
do mundo. Se você
prefere
pores-do-sol, você
poderia observar um
pôr-do-sol eterno se
partisse em sua
jornada para o oeste
assim que o sol
começasse a se pôr.
E se o avião pudesse
permanecer no ar por
dias ou até semanas?
Você ficaria parado
no tempo para
sempre? A resposta é
que a hora do dia
seria sempre a
mesma, mas a data
continuaria a mudar.
A hora estaria
sempre entre
meio-dia e uma da
tarde, mas cada vez
que você cruzasse a
Linha Internacional
de Data, no mesmo
momento seria
meio-dia do dia
seguinte.
A Linha Internacional de
Data (em inglês) vai
do Pólo Norte até o
Pólo Sul, através do
Oceano Pacífico. Ela
fica do lado oposto
da linha do
meridiano (em
inglês) (que é
Greenwich, na
Inglaterra).
Antes que a Linha
Internacional de
Data fosse
estabelecida, o
explorador português
Ferdinand Magellan
(Fernão de
Magalhães), que foi
o primeiro a navegar
ao redor da Terra,
descobriu que quando
voltou, havia
passado um dia a
mais do que o
esperado. Seus
tripulantes haviam
calculado os dias
com atenção em seus
diários, e aconteceu
que durante quase
três anos de viagem,
eles haviam visto um
nascer do sol e um
pôr-do-sol a menos
do que as pessoas
que estavam em
terra.
Afinal foram apenas
79 e não 80 dias de
viagem!!!
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Mr Phileas
Fogg posando
em algum
ponto da
África. É um
personagem
fictício do
romance "A
Volta ao
Mundo em 80
Dias" do
escritor
Júlio Verne.
Ele foi
personagem
em filmes
por diversas
vezes, sendo
que uma das
mais famosas
interpretações
foi a que
lhe deu
David Niven,
em "Around
the World in
Eighty Days",
de 1956. |
Phileas Fogg, um
aristocrata inglês
que vive em Londres,
é membro do
exclusivo Reform
Club. Numa das
muitas discussões
entre seus sócios,
cogitou-se a
possibilidade de um
fugitivo conseguir
desaparecer pelo
mundo, já que a
evolução alcançada
pelos meios de
transportes, naquela
época, com o advento
do uso do vapor em
trens e navios,
possibilitava o
rápido deslocamento
das pessoas e
mercadorias. E,
ainda, seria até
possível dar a volta
ao mundo em 80 dias.
Partidário dessa
tese, mr. Fogg
chegou a fazer
cálculos precisos do
tempo gasto entre as
diversas possíveis
paradas, para
prova-la.
Não acreditam?
Calculou, sendo
dados da época, que
de
Londres ao Canal de Suez, no nordeste da
África, no Egito, em
um trem e depois de
navio, levariam 7
dias; Do Suez a
Bombaim, na Índia,
com o mesmo navio 13
dias; De Bombaim a
Calcutá, desta vez
de trem, 3 dias; De
Calcutá a Hong Kong,
colônia britânica na
China, de navio, 13
dias; De Hong Kong a
Yokohama, no Japão,
de navio, 6 dias;
Para São Francisco,
EUA, de navio, 22
dias; até Nova
Iorque, de trem, 7
dias; de Nova Iorque
à Londres, de navio
e depois em um trem,
9 dias. Total? 80
dias e uma volta
completa ao mundo.
""Partirei esta
noite ainda!"
respondeu Phileas
Fogg. E acrescentou:
"Sendo hoje
quarta-feira, 2 de
outubro, estarei
nesta mesma sala, no
sábado, 21 de
dezembro, às 20h 45
min",
apostando 20.000
libras. E assim
começou a grande
aventura de "A Volta
ao Mundo em 80 Dias"
(de Júlio Verne). No
dia 80
da sua viagem, o sr.
Foggg alcança
Londres. Ao sair do
trem, olha para o
relógio da estação e
este marca 20h
50min. Perdeu a
aposta!! E por
apenas 5 minutos!!!
Espere!!!! Sim! Sim!
Sim! Sim! Gritou seu
fiel criado!!! O sr.
se enganou!!! Nós
chegamos 24 horas
adiantados!!! E
iniciou uma louca
correria até a sede
do clube, ganhando a
aposta.
Como é que um homem
tão exato, tão
meticuloso, tinha
podido cometer este
erro de dia? Como
poderia acreditar
estar no sábado à
noite, 21 de
dezembro, ao
desembarcar em
Londres, quando
estava na sexta, 20
de dezembro, setenta
e nove dias somente
após sua partida?
Eis a razão deste erro.
Bem simples.
Phileas Fogg tinha,
"ganhou" um dia
sobre seu
itinerário,
unicamente porque
tinha feito a volta
ao mundo indo para
Leste; se tivesse
partido para Oeste,
indo, por exemplo,
para os Estados
Unidos, etc.,
teria "perdido" um
dia.
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Clique e
veja, no
mapa, o
itinerário
do sr. Fogg
e seu
criado. |
Com efeito, andando para
o Leste, Phileas
Fogg ia à frente do
sol, e, assim, os
dias diminuíam
quatro minutos para
cada grau da
superfície terrestre
que percorria
naquele sentido.
Ora, temos trezentos
e sessenta graus na
circunferência
terrestre, e estes
trezentos e sessenta
graus, multiplicados
por quatro minutos,
dão precisamente
vinte e quatro horas
(4min x 360 = 1.440
÷ 60 = 24)— isto é,
um dia
inconscientemente
ganho. Em outros
termos, enquanto
Phileas Fogg,
andando para Leste,
viu o sol passar
oitenta vezes
pelo meridiano, seus
colegas que tinham
ficado em Londres só
o viram passar
setenta e nove
vezes.
Se o precioso
relógio do sr. Fogg
— que tinha sempre
conservado a hora de
Londres, seu ponto
de partida — ao
mesmo tempo que
indicasse os minutos
e as horas,
indicasse, também,
os dias, os
aventureiros teria
constatado esse
fenômeno.
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