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A Geografia conquista espaços

Jornal “O Fluminense”  08/05/2004

        Um mercado ainda pouco conhecido e com tendência a crescer. Assim se pode definir a área de Geografia. Segundo Michele Tancman, coordenadora do curso na Universidade Salgado de Oliveira (Universo), algumas empresas ainda não têm consciência do potencial do geógrafo. “Mas esse quadro vem mudando, desde que começamos a ganhar espaço dentro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura(Crea). A prova disso, é a quantidade de concursos públicos que estão sendo abertos para esse cargo”, afirma ela.
        O mercado de Geografia aponta para uma expansão e mostra um campo vasto de atuação. Os profissionais encontram duas possibilidades de formação: uma na licenciatura e outra no bacharelado. A primeira opção é destinada para aqueles que desejam dar aulas da disciplina em escolas. Neste caso, a duração do curso é de três anos.
        Já os interessados em fazer bacharelado e se tornarem geógrafos devem dedicar quatro anos à graduação. Escolhendo este segmento, os profissionais podem trabalhar em órgãos  como Ibama, IBGE, Petrobrás.
        Os geógrafos são responsáveis pelas questões do meio-ambiente e da sociedade. Eles são capacitados para trabalhar nas áreas de Planejamento, Ambiental, Cartografia, Hidrografia, Meio Físico e Turismo. Esses profissionais fazem avaliação de impactos ambientais, reconhecimento e levantamento de pesquisas físicas e geográficas, estudo do ciberespaço, desenvolvimento e melhoria da infra-estrutura tecnológica e do comércio eletrônico, entre outras atividades.
        Entre essas áreas, as que se encontram em fase de crescimento são a de impacto ambiental e estudo do avanço do ciberespaço. “Quando se estuda o ciberespaço, está se analisando as novas tecnologias e as influências que exercem sobre a sociedade”, explica Michele.
        De acordo com a coordenadora da Universo, que oferece o curso há mais de dez anos, o melhor salário está no cargo público. Um pesquisador que passa num concurso tem vencimento variando entre R$2 mil e R$3 mil. Em contrapartida, a remuneração mais baixa está nas salas de aula. Um professor de Geografia recebe, em média, de R$800 a R$1 mil.
        Michele dá algumas dicas para os interessados em seguir  à carreira: “A pessoa deve ter disciplina, ser determinada, gostar de  pesquisar e admirar o lado social e, principalmente, estar sempre ligado no que acontece no Brasil e no mundo”. De acordo com a professora, na faculdade, os alunos estudam todas as relações sociais que transformam o espaço.
        Para isso, a grade conta com matérias como Cartografia, Geologia, Organização do Espaço Urbano e Mundial, Geohistória, Climatologia Aplicada, Gestão e Planejamento Ambiental, Geoecologia, Conflitos Étnicos Culturais e Territoriais, Espaço Geográfico e Dinâmica Populacional, Vivência e Prática do Docente, Dinâmica de Aprendizagem, entre outras.
        Para concluir a graduação, é necessário que o formando apresente um trabalho de fim de curso que seja, de preferência, uma monografia. “O aluno escolhe um tema e aplica seus conhecimentos em cima do que foi selecionado”, conta Michele. Ela diz, ainda, que os geógrafos precisam, obrigatoriamente, se cadastrar no Crea.
Depois de concluir o curso, os geógrafos têm a opção de fazer pós-graduação em processos da  Geopolítica  Nacional e Internacional. Nesta função, os profissionais são qualificados para exercer atividades de investigação científica de ordem política e espacial no Mundo e no Brasil, voltadas para a implantação e planejamento de políticas, sociais e econômicas. Além disso, eles podem exercer o magistério de Ensino Superior

 

 

               

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