 |
|
FMI-Arrocho na economia |
O
FMI
tem
sido
muito
criticado
ultimamente,
pois
impõe
medidas
severas
de
contenção
de
gastos
pblicos,
não
considerando
tais
gastos
como
investimentos.
A
Ação
Global
dos
Povos
promoveu
vários
Dias
Globais
de
Ação
contra
o
Sistema
Capitalista
com
manifestações
por
todo
o
mundo
com
início
em
18
de
Junho
de
1999
(Colônia,
Alemanha)
durante
a
cimeira
do
FMI,
marcando
um
novo
tipo
de
mobilização
do
movimento
antiglobalização.
O
nível
de
instabilidade
em
países
em
desenvolvimento
gera
um
grau
de
desconfiança
em
relação
ao
Fundo,
fazendo
com
que
as
medidas
para
a
concessão
de
empréstimos
sejam
austeras.
No
entanto,
alguns
fatos
vêm
nos
demonstrando
que
à
medida
que
o
grau
de
confiança
do
FMI
aumenta,
há
uma
flexibilização
das
condições
dos
empréstimos.
Recentemente,
foi
concedido
ao
governo
brasileiro
um
acordo
piloto
que
permite
utilizar
US$
1
bilhão
em
investimentos
públicos
sem
que
eles
sejam
contabilizados
como
gastos.
Durante
os
próximos
três
anos,
o
governo
brasileiro
poderá
utilizar
esse
dinheiro
sem
ter
que
contabiliza-lo
como
custo.
O
retorno
financeiro
é o
fator
mais
importante
na
escolha
de
determinado
projeto
a
ser
implementado
com
base
nessa
folga
orçamentária
que
será
proporcionada
pelo
acordo
piloto.
A
negociação
já
vem
desde
o
governo
passado,
mas
somente
agora
esta
sendo
viabilizada.
Aumentar
e
melhorar
os
mecanismos
de
controle
de
instituições
nacionais
com
o
intuito
de
evitar
fraudes,
como
por
exemplo,
no
INSS,
também
está
na
pauta
do
programa.
A
melhoria
em
infra-estrutura
rodoviária
já
esta
nos
planos
do
governo.
O
Brasil
não
é
único
país
em
que
o
FMI
esta
começando
a
testar
esse
novo
tipo
de
acordo
e
que
poderá
entrar
como
uma
opção
socialmente
menos
agressiva,
pois
não
considera
os
gastos
públicos
como
custos.
A
confirmação
definitiva
só
virá
no
encontro
do
FMI
a
ser
realizado
na
próxima
Primavera.
Stiglitz
(2004)
cita
em
seu
livro
A
Globalização
e
seus
malefícios
uma
fotografia
de
16
de
janeiro
de
1998
em
que
aparecem
o
ex-presidente
da
Indonésia
Haji
Mohamed
Suharto
e o
ex-diretor
geral
do
FMI
Michel
Camdessus
na
ocasião
da
celebração
de
um
programa
de
reformas
que
a
Indonésia
teria
que
implementar
em
sua
economia.
A
foto
mostra Camdessus
de
braços
cruzados
em
frente
a
Suharto,
enquanto
este
assina
os
termos
do
programa
de
empréstimo
de
43
bilhões
de
dólares.
Na
cultura
javanesa,
isso
é
sinônimo
de
ofensa,
pois
demonstra
arrogância.
Assim
que
Suharto
viu
a
foto,
o
acordo
foi
cancelado.
Além
disso,
o
FMI
também
foi
amplamente
criticado
por
sua
atuação
frente
as
crises
financeiras
internacionais
e
mais
particularmente
em
relação
à
crise
econômica
da
Argentina
em
2002.
Atualmente,
o
organismo
passa
por
uma
série
de
reformas
visando
uma
melhor
adaptação
de
seus
objetivos
ao
contexto
internacional.