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tecnopolos
San José: auto-proclamada Capital do Vale do Silício

          Tecnopolo é um centro tecnológico que reúne, num mesmo lugar, diversas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), em áreas de alta tecnologia, como institutos e centros de pesquisa, empresas e universidades, que facilitam os contatos pessoais e institucionais entre esses meios, produzindo uma economia de aglomeração ou de concentração espacial do desenvolvimento tecnológico. O efeito de sinergia facilita o desenvolvimento de inovações técnicas, novos processos e novas idéias. Os tecnopolos geralmente concentram grande quantidade de mão-de-obra altamente qualificada, como pesquisadores e professores universitários, geralmente com pós-graduação de alto nível (doutorado, pós-doutorado ou PHD) e muitos especializados.

 

Mapa da área do Vale do Silício, na Califórnia, EUA

          Os tecnopolos têm como objetivo facilitar a criação e melhoramento de produtos e técnicas. Estes produtos e técnicas serão, por sua vez, absorvidos pela indústria de alta tecnologia que se instala nos mesmos lugares ou cidades.

Ligados à chamada 3ª revolução industrial, os tecnopolos representam hoje, o que as grandes regiões industriais representavam na 1ª revolução industrial.

 

          Os primeiros tecnopolos foram criados nos Estados Unidos, quando a Intel, juntamente com a Universidade de Stanford, na Califórnia e a UCLA, criaram um pólo de desenvolvimento tecnológico na área de computação e informática que ficou conhecido como Vale do Silício, ou Silicon Valley.

 

Adobe Systems
AMD – Advanced Micro Devices
Apple Inc.
eBay
Google
Intel
Oracle
Yahoo!

          O Vale do Silício, na Califórnia, é uma região na qual está situado um conjunto de empresas implantadas a partir da década de 1950 com o objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas, destacando-se na produção de Chips, na eletrônica e informática. Abrange várias cidades do estado da Califórnia, ao sul de São Francisco, como Palo Alto e Santa Clara, estendendo-se até os subúrbios de San José.

 

          Quando a Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA), decidiu fazer das terras desocupadas em seu entorno um atrativo para a formação de um pólo industrial, nos idos de 1940, basicamente o que se buscava era a concentração de professores de alto gabarito para a escola. O que estava prestes a nascer, porém, logo se mostraria bem mais complexo e que uma mera ampliação de excelência acadêmica.

 

           De maneira quase natural, brotava em solo californiano o que a partir dos anos 70 passaria a ser conhecido com o Vale de Silício, o berço da indústria de semicondutores e da alta tecnologia que transformaria completamente aquele espaço urbano e consolidaria a região como o maior ícone de inovação dos Estados Unidos. Hoje, mais de seis décadas depois, 13 das 20 cidades americanas consideradas as mais criativas daquele país estão na Califórnia. Dessas, dez ficam no Vale do Silício.

 

(Wikipédia)

 

São Carlos será "Vale do Silício" paulista

 

          A primeira fábrica de semicondutores do País será instalada em São Carlos, no interior paulista.

          Considerada referência nacional em pesquisa e inovação tecnológica, a cidade abrigará a filial brasileira da multinacional Symetrix Systems, por meio de parceria da empresa norte-americana com a prefeitura local, Secretaria Estadual do Desenvolvimento e Grupo Encalso-Damha.

 

          O projeto tem como objetivo reproduzir em São Carlos, guardadas as devidas proporções, o fenômeno do Vale do Silício, na Califórnia, berço da indústria de informática dos Estados Unidos. A produção estimada é de 100 milhões de chips por ano e atender à demanda da indústria brasileira, que atualmente os importa da China e de países asiáticos.

 

          A área do "Vale do Silício" paulista começa na Região Metropolitana de Campinas, segue nas margens das rodovias Anhangüera (SP-330) e Bandeirantes (SP-348), passa por Ribeirão Preto e vai até São José do Rio Preto pela Washington Luiz (SP-310). A expectativa é que uma cadeia paulista de fornecedores de produtos e serviços tecnológicos seja formada nos municípios vizinhos, gerando emprego, renda e impostos, para atender às demandas da filial brasileira da Symetrix. Parte dos oito mil alunos que concluem estudos na região a cada ano passarão também a ter a possibilidade de se tornarem empresários.

 

(FAPESP na Mídia)

 

Deu na Carta Capital

 

          É com um viés menos natural e mais induzido que cinco cidades paulistas estão se mexendo para criar um eixo de alta tecnologia no Estado. Desde julho do ano passado, os municípios de Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e São José dos Campos, além da capital paulista, correm para dar impulso ao que pretende ser o "Vale do Silício paulista".

 

          Assim como na experiência americana, pesou na escolha das cidades o ambiente acadêmico que já possuem. Dados da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de São Paulo apontam que, em 2003, a capital paulista foi responsável pela formação de 2.141 PhDs; Campinas teve 771 pesquisadores; São Carlos, 310; Ribeirão Preto, 211; e São Jose, 60.

 

          Além do potencial científico, também foram levados em conta o ambiente industrial já instalado e as especialidades tecnológicas de cada região, afirma o secretário adjunto de ciência e tecnologia do Estado, Sérgio Robles Reis de Queiroz. Em São José dos Campos, as competências caminham para o setor aeroespacial, ao lado da biomedicina e da logística. A instrumentação agropecuária, biotecnologia e mecânica fina passam por São Carlos. Em Ribeirão Preto, as inovações estão mais ligadas às áreas de saúde e biotecnologia, enquanto Campinas se mostra mais inclinada para as tecnologias da informação, assim como a capital paulista.

(SindLab)

 

          A vocação tecnológica remonta à década de 1950, quando surgiu o primeiro curso da USP na cidade. Como se tratava de um curso novo, a engenharia de materiais, não foram poucos na comunidade científica a criticar a iniciativa, defendendo as carreiras tradicionais. Ironia do destino, é justamente de lá, das pesquisas com cerâmicas e polímeros, que tem saído o maior número de patentes e linhas de pesquisa promissoras, como a de nanotecnologia.

 

          Trata-se então do Vale do Silício brasileiro, a região da Califórnia que concentra as principais empresas de tecnologia dos EUA?

 

          Ainda falta chão, avaliam os empresários, a começar por uma melhor estrutura de transporte e mais investidores capitalistas dispostos a correr riscos. Um aeroporto que encurte a distância da cidade com São Paulo e outros mercados consumidores seria muito bem-vindo ou um trem de alta velocidade. E investidores capazes de entender como funciona uma pequena empresa.

 

          Também na agricultura a cidade se destaca. A Embrapa Instrumentação Agropecuária coordena duas redes nacionais de pesquisa, uma delas de nanotecnologia aplicada, além de ter gerado inúmeras empresas filhotes. “Desenvolvemos estudos e soluções tecnológicas ligadas à agricultura de precisão, aproveitando a mão de obra da região. São Carlos tem tudo para ser um centro de inovação na agricultura”, diz Silvio Crestana, ex-presidente da Embrapa e pesquisador na unidade local.

 

(Carta Capital)

 

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Fonte: Diversas, acima.

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