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Geografia/Teoria
Reformista (ou marxista)/
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Teoria
Reformista (ou marxista)
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Na mesma época em que foi criada a teoria
neomalthusiana, representantes dos países
subdesenvolvidos elaboraram, em resposta,
a teoria reformista (ou marxista), que
chega a uma conclusão inversa à das duas
teorias demográficas anteriores.
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População
jovem e numerosa é atraso socioeconômico?
Uma população jovem numerosa, em virtude
de elevadas taxas de natalidade, não é
causa, mas conseqüência do
subdesenvolvimento. Em países
desenvolvidos, marcados por um elevado
padrão de vida
da população, o controle da natalidade
ocorreu de maneira simultânea à melhoria
da qualidade de vida da população, além
de ter sido passado espontaneamente de uma
geração para outra à medida que foram
se alterando os modos e os projetos de
vida das famílias, as quais, em geral,
passaram a ter menos filhos ao longo do século
XX. Uma população jovem numerosa só se
tornou empecilho ao desenvolvimento das
atividades econômicas nos países
subdesenvolvidos porque não foram
realizados investimentos sociais,
principalmente em educação e saúde.
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Investimentos
sociais são fatores de atraso?

Essa situação gerou um imenso
contingente de mão-de-obra sem qualificação,
que continuamente ingressa no mercado de
trabalho. Tal realidade tende a rebaixar o
nível médio de produtividade por
trabalhador e a empobrecer enormes
parcelas da população desses países. É
necessário o enfrentamento, em primeiro
lugar, das questões sociais e econômicas
para que a dinâmica demográfica entre em
equilíbrio.
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Quando
o cotidiano familiar transcorre em condições
miseráveis e as pessoas não têm consciência
das determinações econômicas e sociais
às quais estão submetidas, vivendo de
subempregos, em submoradias e
subalimentadas, como
esperar que elas estejam preocupadas em
gerar menos filhos?
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Argumentos
à favor da teoria reformista
Para os defensores dessa corrente, a tendência
de controle espontâneo da natalidade é
facilmente verificável ao se comparar a
taxa de natalidade entre as famílias
brasileiras de classe baixa e as de classe
média. À medida que as famílias obtêm
condições dignas de vida – educação,
assistência médica, acesso
à
informação, etc. -, tendem a ter menos
filhos.
Os
investimentos em educação são
fundamentais para a melhoria de todos os
indicadores sociais. No mundo inteiro,
quanto maior a escolaridade da mulher,
menor tende ser o número de filhos e também
menor a taxa de mortalidade infantil
(importante indicador de qualidade de
vida).
Essa teoria, enfim, é a mais realista,
por analisar os problemas econômicos,
sociais e demográficos de forma objetiva,
partindo de situações reais do dia-a-dia
das pessoas.
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| Bibliografia:
MOREIRA, J.C. SENE, Eustáquio. Geografia
Geral e do Brasil: espaço geográfico e
globalização. São Paulo : Scipione,
2005. p.433. |
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