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Geografia/Teoria
Neomalthusiana/
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Teoria
Neomalthusiana
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Com o fim da Segunda Guerra, foi realizada
uma conferência de paz em 1945, em São
Francisco (Estados Unidos), que deu origem
à Organização das Nações Unidas
(ONU). Na ocasião, foram discutidas
estratégias de desenvolvimento, para
evitar a eclosão de um novo conflito
militar em escala mundial. Havia apenas um
ponto de consenso entre os participantes:
a paz depende da harmonia entre os povos
e, portanto, da diminuição das
desigualdades econômicas no planeta.
Assim sendo, como explicar e, mais difícil
ainda, enfrentar a questão da miséria
nos países subdesenvolvidos?
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Por que os países desenvolvidos defendem
o neomalthianismo?
Esses
países (subdesenvolvidos) buscaram
identificar a raiz de seus problemas na
colonização de exploração realizada em
seus territórios e na desigualdade das
relações comerciais que caracterizaram o
colonialismo e o imperialismo. Por isso,
passaram a propor amplas reformas nas relações
econômicas, em escala planetária, que
diminuiriam as vantagens comerciais e,
portanto, o fluxo de capitais e a evasão
de divisas dos países subdesenvolvidos em
direção aos desenvolvidos (o que não é
vantajoso para estes últimos).
Qual
foi a solução dos países desenvolvidos?
Neste contexto histórico, foi formulada a
teoria demográfica neomalthusiana, uma
tentativa de explicar a ocorrência da
fome e do atraso nos países
subdesenvolvidos. Ela é defendida por
setores da população e dos governos dos
países desenvolvidos – e por alguns
setores dos países subdesenvolvidos –
com o intuito de se esquivarem das questões
econômicas.
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Segundo essa teoria, uma numerosa população
jovem, resultante das elevadas taxas de
natalidade
verificadas em quase todos os países
subdesenvolvidos, necessitaria de grandes
investimentos sociais em educação e saúde.
Com isso, sobrariam menos recursos para
serem investidos nos setores agrícola e
industrial, o que impediria o pleno
desenvolvimento das atividades econômicas
e, conseqüentemente, da melhoria das
condições de vida da população.
Ainda segundo os neomalthusianos, quanto
maior o número de habitantes de um país,
menor a renda per capita e a
disponibilidade de capital a ser distribuído
pelos agentes econômicos.
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Hum... está parecendo que já assisti
esse filme...
Verifica-se que essa teoria, embora com
postulados totalmente diferentes daqueles
utilizados por Malthus, chega
à mesma conclusão:
o crescimento populacional é o responsável
pela ocorrência da miséria.
Propostas para reduzir a pobreza, segundo
os neomalthusianos.
Seus defensores passam a propor, então,
programas de controle da natalidade nos países
subdesenvolvidos
mediante a disseminação de métodos
anticoncepcionais. É uma tentativa de
enfrentar os problemas socioeconômicos
partindo exclusivamente de posições
contrárias à natalidade, e ainda
acobertar os efeitos danosos dos baixos
salários e das péssimas condições de
vida que vigoram nos países
subdesenvolvidos, apenas com base em uma
argumentação demográfica.
Além do mais, afirmar que os países
subdesenvolvidos desperdiçam em
investimentos sociais um dinheiro que
deveria ser destinado ao setor produtivo
é uma conclusão bastante simplista.
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| Bibliografia:
MOREIRA, J.C. SENE, Eustáquio.
Geografia Geral e do Brasil: espaço
geográfico e globalização. São
Paulo : Scipione, 2005. p.432. |
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