
O G-20 é um grupo de
países em
desenvolvimento
criado em 20 de
agosto de 2003, na
fase final da
preparação para a V
Conferência
Ministerial da OMC,
realizada em Cancun,
entre 10 e 14 de
setembro de 2003. O
Grupo concentra sua
atuação em
agricultura, o tema
central da Agenda de
Desenvolvimento de
Doha.
O G-20 tem uma vasta e
equilibrada
representação
geográfica, sendo
atualmente integrado
por 23 Membros: 5 da
África (África do
Sul, Egito, Nigéria,
Tanzânia e
Zimbábue), 6 da Ásia
(China, Filipinas,
Índia, Indonésia,
Paquistão e
Tailândia) e 12 da
América Latina
(Argentina, Bolívia,
Brasil, Chile, Cuba,
Equador, Guatemala,
México, Paraguai,
Peru, Uruguai e
Venezuela).
Desde a sua constituição,
o G-20 gerou grande
interesse, criou
expectativas e
recebeu também
críticas vindas
diferentes direções.
O Grupo nasceu com o
objetivo de tentar,
como de fato o fez,
impedir um resultado
predeterminado em
Cancun e de abrir
espaço para as
negociações em
agricultura. Naquela
ocasião, o principal
objetivo do Grupo
foi defender
resultados nas
negociações
agrícolas que
refletissem o nível
de ambição do
mandato de Doha e os
interesses dos
países em
desenvolvimento.
Para tanto, o Grupo
adotou uma posição
comum, circulada
como documento
oficial da OMC,
antes e durante
Cancun . Essa
posição permanece
como a plataforma
central do Grupo.
Após a falta de
resultados concretos
no encontro de
Cancun, o G-20
dedicou-se a
intensas consultas
técnicas e
políticas, visando a
injetar dinamismo
nas negociações.
Foram realizadas
diversas Reuniões
Ministeriais do
Grupo (Cancún,
setembro/2003;
Brasília, dezembro/
2003; São Paulo,
junho/2004; Nova
Délhi, março/2005;
Bhurban,
setembro/2005; e
Genebra, outubro e
novembro/2005), além
de freqüentes
reuniões entre
Chefes de Delegação
e Altos
Funcionários, em
Genebra. O grupo
promoveu, ainda,
reuniões técnicas
com vistas a
discutir propostas
específicas no
contexto das
negociações sobre a
agricultura da OMC e
a preparar
documentos técnicos,
em apoio à posição
comum adotada pelo
Grupo.