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Bandeira, símbolo de
identidade
29/10/2007
O uso de bandeiras é
muito antigo e remonta a
Antiguidade. Nessa época
as bandeiras não eram
confeccionadas em pano.
As primeiras “bandeiras”
eram símbolos esculpidos
na ponta de mastros e
tinham o nome de
vexilóide, daí o estudo
das bandeiras chamar-se
vexiologia.
As bandeiras que
identificam países tem
um significado profundo
para os povos que a
adotaram. O hasteamento
da bandeira de um país
que tenha vencido uma
competição, acompanhado
da execução do hino
nacional desperta fortes
emoções. Por outro lado,
não existe ofensa maior
que rasgar, queimar ou
se apropriar da bandeira
do inimigo ou
adversário. Embora não
existam estatísticas
tudo indica que a
bandeira mais rasgada e
queimada do mundo seja a
norte-americana e os
museus militares estão
repletos de bandeiras
tomadas de inimigos nas
guerras.
De maneira geral, as
bandeiras nacionais têm
sido criadas em momentos
históricos que tenham
mobilizado uma sociedade
(ou parte dela) em torno
de um grande objetivo
político. Dois exemplos
clássicos: quando um
país consegue sua
independência política
ou então quando ocorrem
mudanças de regimes ou
de governos.
Quase sempre, o primeiro
elemento que chama a
atenção para uma
bandeira é a sua cor e a
escolha delas não é
aleatória. Um estudo
feito em 1999 constatou
que o vermelho era cor
mais utilizada e estava
presente em 74% das
bandeiras. Na maioria
dos casos o vermelho
tinha o significado do
sangue derramado na luta
pela independência.
Depois do vermelho, as
cores mais usadas eram o
branco (associado à
noção de paz), presente
em 71% das bandeiras e o
azul (com variados
significados) aparecendo
em 50% delas.
Combinações específicas
de cores são usadas por
países de certas áreas
do mundo. O verde, o
vermelho e o amarelo,
cores “panafricanas”
estão presentes em 10
países da África
Subsaariana. Branco,
vermelho, preto e verde
estão aparecem nas
bandeiras de vários
países árabe-muçulmanos,
lembrando que o verde a
cor do profeta Maomé.
Amarelo, azul e
vermelho, cores do
estandarte da Federação
da Grã-Colômbia colorem
as bandeiras da
Colômbia, Equador e
Venezuela..
A bandeira é também um
símbolo que possui em
seu interior muitos
outros símbolos, todos
eles impregnados de
significados. Um dos
mais comuns é a estrela
presente em bandeiras
como as da China, do
Iraque, dos Estados
Unidos e do Brasil. De
imediato, estrela de
Davi identifica Israel.
Símbolos religiosos
também estão presentes
nas bandeiras. Um grande
número de países
islâmicos usa a figura
da lua crescente. A
cruz, emblema do
cristianismo, está
presente em bandeiras
européias, especialmente
as dos países nórdicos.
Outros, como o sol
(bandeira do Japão),
armas (Arábia Saudita),
animais (Sri Lanka) e
elementos da flora
(Canadá e Líbano) são
também usados.
Organizações
internacionais possuem
símbolos poderosos em
suas bandeiras. Por
exemplo, a bandeira das
Nações Unidas (ONU) é
geopolítica por
excelência, pois sob o
fundo azul está um mapa
do mundo tendo como
centro o Pólo Norte,
envolvido por ramos de
oliveira (símbolo da
paz). Os soldados a
serviço da ONU são
conhecidos como
“capacetes azuis”. Outra
bandeira muito conhecida
é a Olímpica, que possui
cinco anéis entrelaçados
com cores diferentes,
cada qual representando
um continente.
Salve, lindo pendão da
esperança...
Desde o Descobrimento, o
Brasil já teve 12
bandeiras oficiais, mas
apenas três após
tornar-se independente.
A primeira bandeira aqui
hasteada foi a da Ordem
de Cristo, pintada nas
velas da frota de Cabral
e que esteve presente no
desembarque e nas
primeiras missas rezadas
no Brasil.
A Bandeira Imperial,
criada por decreto de D.
Pedro I, 12 dias após a
independência era
composta por um
retângulo verde no qual
estava inserido um
losango amarelo-ouro,
tendo em seu centro o
Escudo de Armas do
Brasil, substituído
depois pela coroa
Imperial.
A segunda bandeira
existiu apenas entre os
dias 15 e 19 de novembro
de 1889, era semelhante
à bandeira
norte-americana, mas com
as cores da atual. Foi
hasteada pela primeira
vez na sede do jornal A
Cidade do Rio, logo após
a proclamação da
República e também no
navio que conduziu a
família real a caminho
do exílio.
A bandeira atual passou
a ser usada em19 de
novembro de 1889, data
que passou a ser o Dia
da Bandeira. Esta
bandeira seguiu
parcialmente o modelo da
Bandeira Imperial,
substituindo o símbolo
da Coroa pela esfera
azul-celeste na qual
está contida a frase
Ordem e Progresso e 21
estrelas representando
cada um dos estados e o
Distrito Federal
existentes na data. Com
as modificações
político-administrativas
ocorridas, atualmente o
número de estrelas é de
27. Originalmente a
disposição das estrelas
na bandeira representava
o céu do Rio de Janeiro
(na época capital do
país), exatamente aos
20h30 minutos do dia 15
de novembro de 1889.
Nelson Bacic Olic
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