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Os Símbolos Nacionais
O povo brasileiro é o maior símbolo da nossa Pátria. Ele
é a congregação de diferentes grupos humanos
como:
os povos indígenas que, originalmente, habitavam
essas terras;
os portugueses, que vieram para se
apropriar das riquezas existentes nas terras
indígenas;
e os povos africanos, trazidos para
trabalhar como mão-de-obra escrava nas
atividades econômicas coloniais;
Somente a partir da segunda metade do século XIX é que os
povos de outras etnias passaram a fazer parte da
composição da população brasileira. Eram
sobretudos europeus (espanhóis, italianos, alemães,
eslavos, etc.) e asiáticos (árabes e
japoneses), povos que, fugindo de guerras e da
pobreza que assolava seus países de origem,
aportaram no Brasil em busca de melhores condições
de vida.
O Brasil é um pouco da cultura de cada um desses povos. A
cultura de um povo se refere a seus valores e
costumes, à língua escrita e falada, às tradições
e ao passado histórico comum, que no caso do
Brasil, caracteriza-se pelo encontro de povos de
diferentes etnias.
A identidade cultural de um povo também resulta da maneira
como as pessoas se relacionam com o espaço que
habitam, ou seja, do modo como organizam o espaço
territorial. Uma nação se apropria dos lugares
por meio de práticas culturais que envolvem
sentimentos e simbolismos atribuídos a um
determinado local.
O lugar onde se vive tem um significado especial para cada
pessoa, pois é aí que estabelecemos nossas
relações de afetividade, como o círculo
familiar, o profissional e o de amizades, e de
identidade com os elementos paisagísticos e com
as práticas culturais do grupo social ao qual
pertencemos.
Esses elementos simbolizam a identidade cultural, que pode
estar expressa nas paisagens, nas relações
interpessoais e nas manifestações culturais.
Um povo precisa de símbolos para expressar o amor à sua
terra. Geralmente, esses símbolos são
previstos em Leis e podem sofrer alterações de
acordo com a ideologia do governo do momento,
que pode mudá-los completamente ou proceder
algumas alterações.
Estes símbolos também podem sofrer alterações com
vistas à adequa-los à gramática contemporânea
(como é o caso das letras dos hinos), mudar
termos que possam dar conotação preconceituosa
de gênero (como é o caso do termo
“varonil” [de varões, machos], do Hino da
Independência, trocado por “juvenil”,
[afinal o Brasil é uma nação de jovens homens e
mulheres, sendo as mulheres a maioria]), retirar elementos visuais que
possam dar mensagens não-politicamente corretas
conforme os novos costumes (como é o caso da
proposta, em projeto de Lei, da substituição, no Brazão oficial brasileiro,
da folha de fumo pela folha do guaraná,).
Os símbolos oficiais que expressam a paisagem natural e a
riqueza cultural da nação brasileira, são, de
acordo com a Lei 5700 de 1º/09/1971:
A Bandeira Nacional;
O Hino Nacional;
As Armas Nacionais;
O Selo Nacional.
Além desses símbolos, temos vários outros, de caráter
cultural, como o Carnaval, o Futebol, a
Capoeira, as Festividades Regionais, o Churrasco
Gaúcho, a Feijoada, etc.
A
Bandeira, as Armas, o Selo e o Hino
Em cerimônias,
eventos esportivos, documentos importantes e
localidades oficiais, esses símbolos
representam o Brasil - por isso, devem ser
respeitados por todos os cidadãos. São os símbolos
nacionais que nos identificam como nação, como
pessoas que compartilham uma mesma terra e uma
mesma língua.
Nas
escolas, por exemplo, o hasteamento da Bandeira
Nacional é obrigatório, pelo menos uma vez por
semana, durante todo o ano letivo.
As
Armas Nacionais devem ser usadas
obrigatoriamente no Palácio da Presidência da
República, nos edifícios-sede dos Ministérios,
nas Casas do Congresso Nacional, no Supremo
Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos
Tribunais Federais de Recursos. Também têm que
ser usadas nos edifícios-sede dos poderes
executivo, legislativo e judiciário dos
Estados, Territórios e Distrito Federal, nas
Prefeituras e Câmaras Municipais, na frente dos
edifícios das repartições públicas federais,
nos quartéis do Exército, Marinha e Aeronáutica
e das polícias e corpos de bombeiros militares,
bem como nos seus armamentos, nas fortalezas e
nos navios de guerra. As Armas Nacionais devem
aparecer também na fachada ou no salão
principal das escolas públicas, nos papéis de
expediente, nos convites e nas publicações
oficiais dos órgãos federais.
O
Selo Nacional deve ser sempre utilizado para
autenticar os atos de governo, assim como os
diplomas e os certificados emitidos pelos
estabelecimentos de ensino oficiais ou
reconhecidos.
O Hino Nacional deve ser tocado em solenidades
oficiais do governo e também pode ser executado também em
competições esportivas, cerimônias de
formaturas em colégios e no próprio hasteamento da Bandeira Nacional, além de
outras ocasiões em que cada pessoa julgar
necessário.
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