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Olho no perfil
do professor brasileiro das redes
pública e privada |
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Escola do Futuro
- Gilberto Dimenstein sobre o professor brasileiro |
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Foi divulgada uma pesquisa da Unesco sobre o
perfil do
professor brasileiro das
redes pública e privada.
Veja
o drama: |
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1 -
45%
nunca foram ou foram só uma
vez a um museu;
2 -
40%
nunca foram ou foram só uma
vez ao teatro;
3 -
25%
nunca foram ou foram só uma
vez ao cinema;
4 - Na chamada "Era do Conhecimento",
cerca de
60%
não usam Internet ou e-Mail. |
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Até porque sabem bem onde trabalham, alguns dos
professores de escolas públicas optam (outros, se pudessem,
optariam) por matricular seus filhos numa instituição
particular. |
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Alguém sabe como se cria uma nação democrática sem escola
pública de qualidade? Alguém sabe como se faz uma boa escola
sem bons professores, conectados com o mundo?
Resposta óbvia:
isso é impossível. |
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Sei que é exigir muito, mas a melhor ação que o
prefeito a ser eleito neste ano pode fazer para aprimorar o
capital humano -a maior riqueza de sua comunidade- é
investir na formação dos professores. Eleitoralmente, até
compreendo por que não se investe mais dinheiro e energia
nessa formação. |
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São ações invisíveis, ao contrário da inauguração de
obras. Além disso, a semente plantada hoje será colhida por
outra pessoa - talvez muito tempo depois. Para complicar, a
opinião pública não demanda essa prioridade, refém que é,
muitas vezes, do show de marketing -ou, pior, refém da
ignorância. |
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O que mais existe, até agora, são projetos fracos,
inconsistentes, limitados, ao lado de algumas experiências
que, embora sejam férteis, ainda estão escassamente
disseminadas. No geral, o professor, principalmente de
instituições públicas, é massacrado em salas superlotadas,
com equipamentos defasados, em meio a alunos e famílias
desmotivadas etc. Na prática, são heróis, cujo entusiasmo
acaba sendo implacavelmente corroído. |
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